Pular para o conteúdo principal

Redecard eleva aporte em cultura

A Redecard vai investir R$ 8,6 milhões em patrocínios culturais neste ano, um acréscimo de 47% em relação aos R$ 5,5 milhões aplicados no ano passado. O aporte, por meio da Lei Rouanet e outras leis municipais de incentivo fiscal, será destinado a festivais de cinema, apresentações teatrais, publicações gastronômicas e espetáculos de dança.

O aumento do investimento é reflexo do fato de a empresa ter aberto o capital em julho do ano passado, o que provocou crescimento nos resultados financeiros, elevou o Imposto de Renda e, consequentemente, a fatia direcionada ao investimento em cultura, informa o diretor executivo de marketing e produto da Redecard, Ronaldo Varela. "Com o aumento do montante para investir, o desafio é achar a forma mais inteligente para tirar proveito da lei, e ao mesmo tempo contribuir para favorecer a cultura", diz Varela.

O foco da empresa é investir em projetos para descobrir novos talentos, como o Oficina da Imagem, voltado para a capacitação de jovens de 18 a 24 anos de comunidades carentes nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, e projetos que buscam ampliar o acesso da população à cultura, como festivais de cinema e teatro.

Impacto no varejo
Varela observa que, apesar de a empresa não ter uma relação direta com o consumidor final, uma vez que atua na captura e transmissão das transações de cartões de crédito, a Redecard se relaciona com cerca de 1,2 milhão de estabelecimentos credenciados - lanchonetes, bares, salões de beleza, entre outros -, que possuem milhões de funcionários que são impactados pelos investimento culturais da marca.

A Redecard acredita que investir em eventos como festivais de cinema ou teatro, por exemplo, ajudam a movimentar o comércio local, o que aumenta o consumo por meio dos cartões de crédito das bandeiras MasterCard, MasterCard Electronic e Diners Club International, e dos cartões de débito MasterCard Maestro, RedeShop e Maestro.
Ações de relacionamento

A empresa, que realiza cerca de 1,5 bilhão de transações por ano, aproveita também o patrocínio de eventos culturais para realizar ações de relacionamento com os clientes. Na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo deste ano, a empresa realizou promoções na qual o detentor de cartão de crédito Mastercard podia parcelar a compra do pacote de ingressos. No show do "The Police", a marca disponibilizou ingressos antecipados. "Aproveitamos cada um dos eventos para apresentar a marca Redecard e a forma como a empresa dedica esforço para estimular a arte e cultura", comenta Varela. .

No primeiro trimestre deste ano, a empresa patrocinou a 11 Mostra de Cinema de Tiradentes, o carnaval do Recife, o 16 Festival de Teatro de Curitiba, o filme Polaróides Urbanas, escrito e dirigido por Miguel Falabella e duas edições do Saberes do Brasil, projeto cultural da chef Ana Luiza Trajano. Estão previstos investimentos no Festival de Cinema de Miami, Festival de Cinema de Gramado, Festival de Cinema de Brasília, entre outros.

E no teatro, a empresa patrocina 15 Festival de Teatro de Porto Alegre, no Teatro Bourbon, além das comemorações dos 150 anos do Theatro São Pedro. A empresa, que também investe eventos de música e dança, lançará neste ano o prêmio Redecard / Canal Brasil de curta-metragem. Já a Coleção Chefs Brasileiros III será distribuída em escolas e bibliotecas municipais.


Fonte: Por Gustavo Viana, in Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 8
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A relação entre empresas e clientes

Atender as necessidades do consumidor é um dos princípios básicos do Marketing. E o que mais as pessoas precisam hoje, para além da relação de compra, é de relacionamentos positivos com uma marca. Especialistas apontam três requisitos essenciais na relação entre as empresas e seus clientes: confiança, diálogo e reconhecimento.

Alguns especialistas são categóricos em afirmar que nem mesmo o consumidor sabe o que quer. Por isso, toda empresa deve estar atenta para atender as demandas reprimidas. Mas, num cenário em que produtos e serviços são semelhantes, o que vai diferenciar uma marca da outra é a experiência positiva proporcionada em todos os contatos com um produto ou serviço.

A Coordenadora da Área de Marketing e Negócios Internacionais do Coppead/UFRJ, Letícia Casotti, informa que os antropólogos dizem que somos uma “sociedade relacional”. “Damos muita importância a relacionamentos e somos um povo fácil de estabelecer relacionamentos. Mas, por outro lado, observam-se empresas cada …

Muito além do lucro: empresas precisam de propósito para criar valor para os stakeholders

O principal motor do sistema capitalista é o capital. Melhor dizendo, o lucro, que Karl Marx cunhou de forma crítica como mais-valia. Desde a concepção do sistema, entretanto, muita coisa aconteceu - da queda do muro de Berlim e dos regimes comunistas à chegada da Geração Millennial ao mercado de trabalho - e tornou cada vez mais iminente a necessidade de revisão daquele guia original dos negócios, representado por cifrões. Hoje, as empresas despertam, pouco a pouco, para a importância de se buscar propósitos mais nobres para as suas atividades, enxergando o lucro como resultado e não como objetivo maior.
A nova mentalidade, entretanto, não pode se resumir a uma maquiagem para levar a organização ao sucesso na nova era, e esse é um dos desafios assumidos por Raj Sisodia, Cofundador e Copresidente do Instituto Capitalismo Consciente, que esteve no Rio de Janeiro na última semana durante o evento Sustainable Brands.
A entidade sem fins lucrativos criada por Sisodia já está em seis países,…

Em busca de economia, consumidor troca lojas físicas por virtuais

No primeiro semestre, ao todo, mais de 17 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma compra em lojas virtuais do país. O setor apresentou um faturamento de R$ 18,6 bilhões, segundo o relatório da WebShoppers. O destaque do período foi o maior volume de vendas de eletrodomésticos e telefonia/celular - produtos que pela cultura do país eram comprados em lojas físicas.
Segundo Adriano Caetano, especialista em e-commerce e diretor da Loja Integrada, a mudança de comportamento é reflexo da nova organização do orçamento. "Com a crise, a população acaba poupando mais dinheiro e a internet é uma forma de economizar. É mais fácil pesquisar preços e formas de pagamento, e possivelmente encontrar um preço mais barato que a loja física", explica Adriano. Na Loja Integrada, por exemplo, o aumento nas vendas entre as micro e pequenas empresas chegou a 40% em relação ao ano passado, número na contramão da recessão da economia.
Para o especialista, o destaque nestes segmentos de vendas está …