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Ronaldo, travestis e a Nike

O jogador de futebol Ronaldo foi parar numa delegacia do Rio de Janeiro por supostamente ter se envolvido numa confusão com três travestis. Por que essa notícia veio parar num blog de negócios? Porque Ronaldo é garoto-propaganda da Nike, a maior empresa de artigos esportivos do mundo. Quando Ronaldo ainda era Ronaldinho, o jovem jogador que começava a encantar o mundo, a Nike decidiu fechar um contrato vitalício com o garoto. Ou seja, até o fim de seus dias, ele vai receber uma grana mensalmente. Obviamente, quando propôs o contrato a Nike esperava que ele jogasse bola por muito tempo -- e não que se envolvesse nesse tipo de confusão bizarra. (Meu colega Tiago Maranhão, especialista no mundo futebolístico, apurou que além da Nike Ronaldo recebe patrocínio da AmBev e da TIM. Cada um deles tem um valor aproximado de 4,5 milhões de euros por ano).

O caso levanta uma discussão antiga: até que ponto associar a imagem de uma empresa a uma celebridade vale a pena?

Ao longos dos anos, inúmeros casos de garotos-propaganda (e garotas) que deram trabalho aos patrocinadores. Talvez um dos mais famosos foi o que envolveu o cantor Michael Jackson e a Pepsi, na década de 90. Michel era a grande estrela das campanhas da fabricante de refrigerantes. Em 1993, porém, depois que o artista foi acusado de ter abusado sexualmente de um menor, a Pepsi rompeu o contrato de 10 milhões de dólares com o cantor (se quiser ler mais sobre este e outros casos leia aqui matéria que fiz sobre o assunto anos atrás).

Será mesmo que o comportamento das celebridades pode manchar a imagem de uma marca? O que essas empresas deveriam fazer para se proteger?


Fonte: Por Cris Correa - Blog Por dentro das empresas, in portalexame.abril.com.br
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