Pular para o conteúdo principal

ABERJE lança programação 2009

A ABERJE – que atualmente reúne as Associações Brasileiras de Comunicação Empresarial, Branding e Comunicação Organizacional – já está divulgando o calendário de cursos para os primeiros meses de 2009. Temas como comunicação em crises corporativas, comunicação interna, publicações empresariais, comunicação estratégica e análise de retorno em comunicação fazem parte das opções de treinamento entre os dias 5 e 13 de fevereiro, ministradas por profissionais reconhecidos no mercado. No cronograma, constam ainda um curso internacional e um grande encontro sobre comunicação integrada.

A agenda tem início no dia 5 de fevereiro com o curso “Gerenciamento e Comunicação de Crises Corporativas: A Teoria na Prática - como implantar um sistema simplificado de gerenciamento e comunicação de crise na sua empresa”, com o engenheiro Eduardo Prestes. Uma crise pode afetar ou destruir a reputação, a imagem, o clima organizacional, a confiança de clientes e a credibilidade de uma empresa ou instituição, pública ou privada, por vários anos. Pode também afetar resultados econômicos e financeiros, assim como trazer prejuízos profissionais aos funcionários. Um planejamento empresarial que inclua o Gerenciamento e a Comunicação de Crises nas empresas é hoje uma exigência da economia globalizada e apresentam demanda crescente na Europa e USA. Sua importância estratégica pode ser atribuída à valorização que a opinião pública está dando para as questões comportamentais, à ética empresarial, o respeito aos valores sociais e à possibilidade da quantificação econômico/financeira das crises mal administradas. Os públicos internos e externos esperam que as empresas tenham e divulguem a existência desses planos de gerenciamento, demonstrando sua responsabilidade social. Prestes é mestre em Comunicação e Marketing pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, especializado em Marketing Industrial pela Fundação Getulio Vargas/SP e em Comunicação Corporativa e Marketing pela Universidade da Flórida/EUA.

Já no dia 6, a discussão vai estar centrada na comunicação e seu papel fundamental na construção do sentido na sociedade e nos ambientes organizacionais. Segundo o instrutor e jornalista João José Curvello, é pela comunicação que as organizações, como sistemas sociais, realizam sua autoconstrução, e é pela comunicação que se pode conhecer a identidade de uma organização. Particularmente, a comunicação interna é o conjunto de estratégias, ações e conversações que a organização coordena com o objetivo de ouvir, informar, mobilizar, educar e manter coesão interna em torno de valores que precisam ser reconhecidos e compartilhados por todos e que podem contribuir para a construção de boa imagem e reputação públicas. Esta é a base do curso “Caminhos para uma Nova Comunicação Interna”. Curvello tem graduação em Comunicação Social-Jornalismo pela Universidade Católica de Pelotas, mestrado em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo.

A publicação de boletins, jornais e revistas empresariais é uma oportunidade e um desafio para as organizações. A oportunidade é produzir veículos de comunicação com um discurso e um repertório temático que fortaleçam a marca, alinhem as estratégias e garantam uma padronização do fluxo informativo para públicos internos e externos. Ao mesmo tempo, é um desafio, pois a quantidade de mídias externas que bombardeia esses públicos torna essencial que a qualidade gráfica e editorial dos impressos corporativos seja igual, ou melhor, do que a gama oferecida em bancas, assinaturas e sites na internet. Em outras palavras, a missão é potencializar as notícias empresariais, fazendo dos assuntos importantes para as instituições temas interessantes para os leitores. É neste contexto que vai transitar o foco do curso “Publicações Empresariais Estratégicas - Como planejar, avaliar e produzir boletins, jornais e revistas corporativas”, com base em modelos internacionais e em cases premiados pela ABERJE, com o jornalista Luiz Chinan, no dia 10 de fevereiro. Ele é sócio-diretor da Retoque Comunicação, agência que realizou consultorias editoriais para a revista Época, da editora Globo e o jornal Zero Hora, do grupo RBS. Foi também responsável pela reformulação da Revista Petrobras e Itaú Notícias, bem como realizou avaliações para o sistema informativo do Grupo Accor e Votorantim.

A primeira edição do ano dos Cursos Avançados Internacionais da ABERJE está marcada para o dia 11 de fevereiro de 2009, com a presença do norte-americano Paul Argenti falando sobre “Comunicação Estratégica”. No formato de grupos pequenos de alto desempenho e conhecimento, para aprofundamento de temas pela visão de professores reconhecidos no exterior, voltado para executivos em posições estratégicas, oferece tradução simultânea e um ambiente aberto à troca de informações sem formalidades. Vai acontecer no Hotel Paulista Plaza (Alameda Santos, 85 – Jardins). Argenti foi professor de gestão e de comunicação corporativa da Harvard Business School e da Columbia Business School. É professor visitante da Universidade Internacional do Japão, da Escola de Economia de Helsínquia, da Erasmus University nos Países Baixos, da London Business School e da Universidade de Gestão da Singapura. Autor dos livros “Comunicação Estratégica Corporativa”, “O Poder da Comunicação Corporativa” e “The Fast Forward MBA Pocket Reference“. Ele tem escrito e editado inúmeros artigos para revistas e publicações acadêmicas, como a Harvard Business Review, California Management Review e Sloan Management Review. Foi também vencedor do Prêmio Pathfinder em 2007 pelo Instituto de Relações Públicas pela a excelência de sua contribuição no decorrer da carreira. Tem executado programas de treinamento para centenas de empresas, incluindo a General Electric, ING, SONY, a Novartis, e Goldman Sachs. Atualmente atua como professor de Comunicação Corporativa na The Tuck School of Business.

O roteiro de treinamentos vai ser encerrado com um curso de dois dias de duração: “Análise de Retorno dos Investimentos em Comunicação”, ministrado por Mitsuru Higuchi Yanaze e Ubaldo Crepaldi nos dias 12 e 13 de fevereiro. A importância do trabalho das empresas e dos profissionais de comunicação precisa passar a ser encarada como investimento, e não como despesa. E o ponto crucial para que isso ocorra é ter a clara definição de quais e quantos serão os benefícios futuros, e quando eles advirão – o que é possível ser feito por meio de demonstrações numéricas. O conhecimento básico de finanças e o manuseio de números e índices, somados à sensibilidade e ao conhecimento do contexto mercadológico, propiciam ao profissional de comunicação a capacidade de dialogar, utilizando a linguagem empresarial universal – a linguagem dos números financeiros. O conhecimento de finanças não só proporciona ao profissional de comunicação o embasamento financeiro de suas propostas de ações comunicacionais, mas também propicia ferramentas importantes para a administração de seus negócios. Yanaze é professor Livre Docente da ECA/USP, consultor e conferencista, tendo prestado serviços para empresas como Grupo Alcoa, Oral Vita, Mc Cain Foods, Cecae-USP, Sebrae, Fundação Getúlio Vargas, Bradesco, Banco Central, Rotary Clube - Regional Sul, UNESP, UNIMED PAULISTA, Itaú Seguros, Caixa Econômica Federal, entre outras. Já o economista Crepaldi é professor assistente da ECA/USP e da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero e coordenador acadêmico dos cursos de MBA do INPG.

Informações pelo e-mail cursos@aberje.com.br ou pelo telefone 11-3662-3990.


Fonte: Por Rodrigo Cogo - gerenciador do Portal Mundo das Relações Públicas
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A relação entre empresas e clientes

Atender as necessidades do consumidor é um dos princípios básicos do Marketing. E o que mais as pessoas precisam hoje, para além da relação de compra, é de relacionamentos positivos com uma marca. Especialistas apontam três requisitos essenciais na relação entre as empresas e seus clientes: confiança, diálogo e reconhecimento.

Alguns especialistas são categóricos em afirmar que nem mesmo o consumidor sabe o que quer. Por isso, toda empresa deve estar atenta para atender as demandas reprimidas. Mas, num cenário em que produtos e serviços são semelhantes, o que vai diferenciar uma marca da outra é a experiência positiva proporcionada em todos os contatos com um produto ou serviço.

A Coordenadora da Área de Marketing e Negócios Internacionais do Coppead/UFRJ, Letícia Casotti, informa que os antropólogos dizem que somos uma “sociedade relacional”. “Damos muita importância a relacionamentos e somos um povo fácil de estabelecer relacionamentos. Mas, por outro lado, observam-se empresas cada …

Muito além do lucro: empresas precisam de propósito para criar valor para os stakeholders

O principal motor do sistema capitalista é o capital. Melhor dizendo, o lucro, que Karl Marx cunhou de forma crítica como mais-valia. Desde a concepção do sistema, entretanto, muita coisa aconteceu - da queda do muro de Berlim e dos regimes comunistas à chegada da Geração Millennial ao mercado de trabalho - e tornou cada vez mais iminente a necessidade de revisão daquele guia original dos negócios, representado por cifrões. Hoje, as empresas despertam, pouco a pouco, para a importância de se buscar propósitos mais nobres para as suas atividades, enxergando o lucro como resultado e não como objetivo maior.
A nova mentalidade, entretanto, não pode se resumir a uma maquiagem para levar a organização ao sucesso na nova era, e esse é um dos desafios assumidos por Raj Sisodia, Cofundador e Copresidente do Instituto Capitalismo Consciente, que esteve no Rio de Janeiro na última semana durante o evento Sustainable Brands.
A entidade sem fins lucrativos criada por Sisodia já está em seis países,…

Em busca de economia, consumidor troca lojas físicas por virtuais

No primeiro semestre, ao todo, mais de 17 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma compra em lojas virtuais do país. O setor apresentou um faturamento de R$ 18,6 bilhões, segundo o relatório da WebShoppers. O destaque do período foi o maior volume de vendas de eletrodomésticos e telefonia/celular - produtos que pela cultura do país eram comprados em lojas físicas.
Segundo Adriano Caetano, especialista em e-commerce e diretor da Loja Integrada, a mudança de comportamento é reflexo da nova organização do orçamento. "Com a crise, a população acaba poupando mais dinheiro e a internet é uma forma de economizar. É mais fácil pesquisar preços e formas de pagamento, e possivelmente encontrar um preço mais barato que a loja física", explica Adriano. Na Loja Integrada, por exemplo, o aumento nas vendas entre as micro e pequenas empresas chegou a 40% em relação ao ano passado, número na contramão da recessão da economia.
Para o especialista, o destaque nestes segmentos de vendas está …