Pular para o conteúdo principal

Credicard revigora identidade

A Credicard, administradora de cartões de crédito que em janeiro deste passou a ser uma marca exclusiva do Citibank com a saída do Itaú da sociedade, deverá adotar uma postura de marketing mais aguerrida a partir de abril, quando muda o nome da sua financeira de Citi Financial para Credicard Soluções de Crédito. A prova de fogo para a marca nesta nova fase será este ano. Tanto que a empresa planeja elevar a verba de marketing em 20% em comparação a 2008. Boa parte dessa cifra será usada na criação e implementação de campanhas que reforcem o comprometimento da empresa com a eficiência e a praticidade nas operações. O que ainda virá por aí está sendo guardado a sete chaves. A empresa e as agências que trabalham para o anunciante preferiram não se pronunciar sobre as estratégias futuras da marca.

A publicidade da Credicard, e mesmo do Citibank, é assinada pela Publicis Brasil desde 2007. Até então, a Fallon e a W/ eram as donas da conta. A Fábrica Comunicação Dirigida é a responsável pelo marketing direto, e a SantaClaraNitro foi a agência que tocou todo o projeto de transição dos últimos dois anos. De acordo com dados da administradora de cartões de crédito, circulam nacionalmente 4,7 milhões de cartões com a bandeira Credicard, o que corresponde a 10% do faturamento do mercado brasileiro. A mudança de layout dos cartões não será feita de uma só vez. A idéia é realizá-la na data da renovação da assinatura do produto.

O carnaval de Salvador foi a primeira grande arena na qual a empresa usou somente o nome Credicard. As peças traziam a assinatura "O melhor da vida passa por aqui".

Separação bem resolvida
Depois de pertencer simultaneamente ao Citibank, ao Itaú e ao Unibanco por 33 anos até 2004, quando o então banco da família Moreira Salles embolsou perto de R$ 800 milhões dos outros dois sócios para se retirar da parceria, a marca de cartões de crédito passou definitivamente a ser exclusiva do Citibank. A opção, prevista em contrato, foi anunciada em 2006, mas só começou a vigorar de fato em janeiro deste ano.

Na negociação, estima-se que o Itaú tenha recebido algo em torno de R$ 300 milhões para sair dessa sociedade, que deu certo por mais de três décadas, mesmo sendo dividida por três grandes instituições. De posse da exclusividade da marca, o Citibank tem o desafio de manter e mesmo elevar o êxito comercial e de awareness da marca. De antemão, sabe-se que a lição de casa foi bem-feita. Toda a movimentação de transferência e ajustes foi lapidada por mais de cinco anos, com o preciosismo de experts em arquitetura e percepção de marcas, com esmero para que a relação com os quase 5 milhões de clientes da companhia não desandasse.

Tal dedicação é justificada, segundo fontes que estiveram nos bastidores dessa operação, por conta da viscosidade do nome Credicard que, por muitos anos, foi sinônimo de categoria. Foram feitas inúmeras pesquisas qualitativas e quantitativas nos principais mercados do País. Uma das conclusões a que se chegou foi que a presença da extensão Citi na marca é mais relevante aos clientes das classes B e C, que é a maioria da base de usuários dos cartões Credicard. Para esse público, o sobrenome Citi remetia a uma grife de status que poderia alçá-lo a uma melhor posição social. Mesmo assim a empatia da marca Credicard falou mais alto. Os riscos de perdas de todas essas alterações foram monitorados e reduzidos ao mínimo possível.


Fonte: Por Welliton Moraes, in www.meioemensagem.com.br
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A relação entre empresas e clientes

Atender as necessidades do consumidor é um dos princípios básicos do Marketing. E o que mais as pessoas precisam hoje, para além da relação de compra, é de relacionamentos positivos com uma marca. Especialistas apontam três requisitos essenciais na relação entre as empresas e seus clientes: confiança, diálogo e reconhecimento.

Alguns especialistas são categóricos em afirmar que nem mesmo o consumidor sabe o que quer. Por isso, toda empresa deve estar atenta para atender as demandas reprimidas. Mas, num cenário em que produtos e serviços são semelhantes, o que vai diferenciar uma marca da outra é a experiência positiva proporcionada em todos os contatos com um produto ou serviço.

A Coordenadora da Área de Marketing e Negócios Internacionais do Coppead/UFRJ, Letícia Casotti, informa que os antropólogos dizem que somos uma “sociedade relacional”. “Damos muita importância a relacionamentos e somos um povo fácil de estabelecer relacionamentos. Mas, por outro lado, observam-se empresas cada …

Muito além do lucro: empresas precisam de propósito para criar valor para os stakeholders

O principal motor do sistema capitalista é o capital. Melhor dizendo, o lucro, que Karl Marx cunhou de forma crítica como mais-valia. Desde a concepção do sistema, entretanto, muita coisa aconteceu - da queda do muro de Berlim e dos regimes comunistas à chegada da Geração Millennial ao mercado de trabalho - e tornou cada vez mais iminente a necessidade de revisão daquele guia original dos negócios, representado por cifrões. Hoje, as empresas despertam, pouco a pouco, para a importância de se buscar propósitos mais nobres para as suas atividades, enxergando o lucro como resultado e não como objetivo maior.
A nova mentalidade, entretanto, não pode se resumir a uma maquiagem para levar a organização ao sucesso na nova era, e esse é um dos desafios assumidos por Raj Sisodia, Cofundador e Copresidente do Instituto Capitalismo Consciente, que esteve no Rio de Janeiro na última semana durante o evento Sustainable Brands.
A entidade sem fins lucrativos criada por Sisodia já está em seis países,…

Em busca de economia, consumidor troca lojas físicas por virtuais

No primeiro semestre, ao todo, mais de 17 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma compra em lojas virtuais do país. O setor apresentou um faturamento de R$ 18,6 bilhões, segundo o relatório da WebShoppers. O destaque do período foi o maior volume de vendas de eletrodomésticos e telefonia/celular - produtos que pela cultura do país eram comprados em lojas físicas.
Segundo Adriano Caetano, especialista em e-commerce e diretor da Loja Integrada, a mudança de comportamento é reflexo da nova organização do orçamento. "Com a crise, a população acaba poupando mais dinheiro e a internet é uma forma de economizar. É mais fácil pesquisar preços e formas de pagamento, e possivelmente encontrar um preço mais barato que a loja física", explica Adriano. Na Loja Integrada, por exemplo, o aumento nas vendas entre as micro e pequenas empresas chegou a 40% em relação ao ano passado, número na contramão da recessão da economia.
Para o especialista, o destaque nestes segmentos de vendas está …