Pular para o conteúdo principal

Rhodia adota nova marca e reafirma o compromisso com ações de sustentabilidade

O grupo químico internacional Rhodia comemora 90 anos de presença no Brasil com novos slogan e logomarca mundiais. As cores azul e verde, utilizadas há dez anos pela empresa, foram reavivadas, e a assinatura ‘Chemistry is our world, Responsibility is our way’ foi inserida a fim de reafirmar o compromisso com o desenvolvimento sustentável. “Essa renovação reflete nossos valores e nossa identidade”, afirma Odete Duarte, diretora de Comunicação Corporativa da Rhodia América Latina. A marca nova é resultado de um trabalho de branding que vem sendo desenvolvido há dois anos.

A Rhodia é uma das líderes mundiais em química de especialidades, isso quer dizer que há produtos da empresa em pasta de dentes, xampu, roupas, eletroeletrônicos etc. E é com esse foco que a comunicação trabalha em prol de um setor que, de antemão, desperta certa antipatia do público em geral. “Alguns segmentos, aos olhos do consumidor final, não são tão atrativos, apesar de todos os esforços. Gosto de enfatizar que a química está presente no dia-a-dia da vida das pessoas”, explica Odete. “É um trabalho longo, mas que tem avançado muito”, comemora. “A percepção de diversos públicos com os quais nos relacionamos já mudou, e credito isso à transparência da comunicação”.

De acordo com Odete, a Rhodia não tem receio de declarar: sim, somos uma indústria química, e com orgulho. “A responsabilidade socioambiental é um conceito há muito anos enraizada na empresa. Por causa da natureza de nosso negócio, é algo que está no núcleo da governança corporativa. A nova marca é uma evolução desse posicionamento”. Essa abordagem para o desenvolvimento sustentável está estruturada no Rhodia Way, 21 compromissos assumidos com os stakeholders. “Mais importante, porém, é que, nessas décadas de presença no Brasil, conseguimos criar laços profundos com as comunidades onde estamos instalados, sendo reconhecidos como um dos fatores do desenvolvimento local”, declarou Marcos De Marchi, presidente da Rhodia América Latina.

PIONEIRISMO NA COMUNICAÇÃO
A Rhodia é pioneira no Brasil na elaboração de uma política de comunicação com os diversos públicos estratégicos. O detalhado Plano de Comunicação Social, implantado em 1985, se transformou em um dos mais importantes documentos da comunicação empresarial brasileira e serve de referência até hoje. Executado sob a coordenação do jornalista e relações públicas Walter Nori, o texto levava em conta o momento histórico do País, que inaugurava a Nova República, marcando o fim da ditadura militar.

Na época, a Rhodia entendeu primeiro a importância de dialogar com comunidade, imprensa, governo, funcionários, clientes, acionistas, enfim, com todos com quem se relacionava. Essa experiência está registrada no livro (esgotado) "Portas abertas – Experiência da Rhodia: novos caminhos da comunicação social na empresa moderna", de Célia Valente e Walter Nori. “Essa política, já na década de 80, valorizava uma comunicação aberta com todos os stakeholders”, confirma Odete.

Em 1991, a empresa preparou uma revisão do Plano implantado seis anos antes, considerando a abertura econômica do Brasil com a posse do presidente Fernando Collor e os desafios impostos pela globalização. A Política Rhodia de Comunicação Social passou a valorizar o profissional multimídia. “Essa reflexão de 91 reforçou muito o conceito de comunicação integrada”, comenta Odete. “Minha equipe de trabalho, por exemplo, é multidisciplinar. Tem jornalista, profissional de relações públicas, publicitário e pós-graduado em marketing”, conta. “Eles trabalham juntos, auxiliando uns aos outros em temas transversais”.


Fonte: Por Christina Lima, in www.nosdacomunicacao.com
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A relação entre empresas e clientes

Atender as necessidades do consumidor é um dos princípios básicos do Marketing. E o que mais as pessoas precisam hoje, para além da relação de compra, é de relacionamentos positivos com uma marca. Especialistas apontam três requisitos essenciais na relação entre as empresas e seus clientes: confiança, diálogo e reconhecimento.

Alguns especialistas são categóricos em afirmar que nem mesmo o consumidor sabe o que quer. Por isso, toda empresa deve estar atenta para atender as demandas reprimidas. Mas, num cenário em que produtos e serviços são semelhantes, o que vai diferenciar uma marca da outra é a experiência positiva proporcionada em todos os contatos com um produto ou serviço.

A Coordenadora da Área de Marketing e Negócios Internacionais do Coppead/UFRJ, Letícia Casotti, informa que os antropólogos dizem que somos uma “sociedade relacional”. “Damos muita importância a relacionamentos e somos um povo fácil de estabelecer relacionamentos. Mas, por outro lado, observam-se empresas cada …

Muito além do lucro: empresas precisam de propósito para criar valor para os stakeholders

O principal motor do sistema capitalista é o capital. Melhor dizendo, o lucro, que Karl Marx cunhou de forma crítica como mais-valia. Desde a concepção do sistema, entretanto, muita coisa aconteceu - da queda do muro de Berlim e dos regimes comunistas à chegada da Geração Millennial ao mercado de trabalho - e tornou cada vez mais iminente a necessidade de revisão daquele guia original dos negócios, representado por cifrões. Hoje, as empresas despertam, pouco a pouco, para a importância de se buscar propósitos mais nobres para as suas atividades, enxergando o lucro como resultado e não como objetivo maior.
A nova mentalidade, entretanto, não pode se resumir a uma maquiagem para levar a organização ao sucesso na nova era, e esse é um dos desafios assumidos por Raj Sisodia, Cofundador e Copresidente do Instituto Capitalismo Consciente, que esteve no Rio de Janeiro na última semana durante o evento Sustainable Brands.
A entidade sem fins lucrativos criada por Sisodia já está em seis países,…

Em busca de economia, consumidor troca lojas físicas por virtuais

No primeiro semestre, ao todo, mais de 17 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma compra em lojas virtuais do país. O setor apresentou um faturamento de R$ 18,6 bilhões, segundo o relatório da WebShoppers. O destaque do período foi o maior volume de vendas de eletrodomésticos e telefonia/celular - produtos que pela cultura do país eram comprados em lojas físicas.
Segundo Adriano Caetano, especialista em e-commerce e diretor da Loja Integrada, a mudança de comportamento é reflexo da nova organização do orçamento. "Com a crise, a população acaba poupando mais dinheiro e a internet é uma forma de economizar. É mais fácil pesquisar preços e formas de pagamento, e possivelmente encontrar um preço mais barato que a loja física", explica Adriano. Na Loja Integrada, por exemplo, o aumento nas vendas entre as micro e pequenas empresas chegou a 40% em relação ao ano passado, número na contramão da recessão da economia.
Para o especialista, o destaque nestes segmentos de vendas está …