Pular para o conteúdo principal

Pepsi adia o uso global do novo logo

Com toda a comoção em torno da recente reviravolta da Pepsi em relação a sua marca, seria natural supor que um grande esforço global fosse lançado na tentativa de limar o logotipo antigo de todos os cantos da Terra. Seria.

Quem assistir a nova campanha internacional da Pepsi, intitulada "Eu Posso", certamente notará que a marca manteve intacta sua mensagem de otimismo. Mas também perceberá um significante desvio. O novo logo desenhado por Peter Arnell, concebido para assemelhar-se a um sorriso e exposto por toda a América do Norte, não aparece em dois novos comerciais - "O Surgimento", da francesa CLM BBDO, e "Pingüim", da nova-iorquina BBDO - que acabam de estrear na Europa e estão prontos para rodar em outras partes do mundo.

Depois de gastar milhões de dólares para criar o logo e apresentá-lo em eventos com audiência internacional - como o Réveillon da Times Square, a posse de Barack Obama e o Super Bowl - é conflitante que a Pepsi, uma marca adorada globalmente, tenha escolhido manter duas identidades distintas pelos "próximos um ou dois anos".

"A nova identidade da Pepsi, recentemente apresentada na América do Norte, obteve uma resposta muito positiva dos consumidores", afirmou um porta-voz internacional da empresa. "Esperamos introduzir a nova identidade da Pepsi pelo mundo todo nos próximos um ou dois anos. Comunicaremos detalhes dessas mudanças quando formularmos nossos planos de marketing". O porta-voz não quis explicar o porquê.

Ao que parece, o resto do mundo terá que esperar até 2010 ou 2011 para ver o logo que a Pepsi orgulhosamente espalhou por toda a América do Norte. Esse seria o caso se o continente ficasse numa bolha, a Internet não existisse e os consumidores parassem de atravessar fronteiras. O fato é que vivemos numa economia global, algo que a Pepsi foi lembrada não faz muito tempo, quando um anúncio que mostrava uma caloria cometendo suicídio ganhou destaque mundial depois de aparecer apenas uma vez em uma pequena publicação alemã.

Foi-se a época em que as companhias tratavam suas operações em diferentes regiões geográficas como celeiros. Nos últimos anos, produtoras de bens de consumo como a Procter & Gamble e Unilever têm administrado de maneira cada vez mais global suas marcas e estratégias de marketing. E a própria arquirival da Pepsi, a Coca-Cola, têm mantido uma postura muito mais global - recentemente, a empresa adotou um novo slogan depois que a campanha "o lado Coca-Cola da vida" mostrou ser de difícil tradução para algumas línguas. A Coca afirmou que lançar campanhas internacionais unifica as mensagens em mercados diferentes, além de ser mais eficiente.

É claro que empresas continuam produzindo pontualmente mensagens criativas sob medida para mercados locais. E aquelas que produzem mensagens idênticas para o mundo todo às vezes se veem enroscados em barreiras de linguagem e diferenças culturais. Por outro lado, companhias com identidades diferentes de país para país correm o risco de confundir os consumidores e parecer fora de sintonia com a atual realidade mundial.


Fonte: www.meioemensagem.com.br
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A relação entre empresas e clientes

Atender as necessidades do consumidor é um dos princípios básicos do Marketing. E o que mais as pessoas precisam hoje, para além da relação de compra, é de relacionamentos positivos com uma marca. Especialistas apontam três requisitos essenciais na relação entre as empresas e seus clientes: confiança, diálogo e reconhecimento.

Alguns especialistas são categóricos em afirmar que nem mesmo o consumidor sabe o que quer. Por isso, toda empresa deve estar atenta para atender as demandas reprimidas. Mas, num cenário em que produtos e serviços são semelhantes, o que vai diferenciar uma marca da outra é a experiência positiva proporcionada em todos os contatos com um produto ou serviço.

A Coordenadora da Área de Marketing e Negócios Internacionais do Coppead/UFRJ, Letícia Casotti, informa que os antropólogos dizem que somos uma “sociedade relacional”. “Damos muita importância a relacionamentos e somos um povo fácil de estabelecer relacionamentos. Mas, por outro lado, observam-se empresas cada …

Muito além do lucro: empresas precisam de propósito para criar valor para os stakeholders

O principal motor do sistema capitalista é o capital. Melhor dizendo, o lucro, que Karl Marx cunhou de forma crítica como mais-valia. Desde a concepção do sistema, entretanto, muita coisa aconteceu - da queda do muro de Berlim e dos regimes comunistas à chegada da Geração Millennial ao mercado de trabalho - e tornou cada vez mais iminente a necessidade de revisão daquele guia original dos negócios, representado por cifrões. Hoje, as empresas despertam, pouco a pouco, para a importância de se buscar propósitos mais nobres para as suas atividades, enxergando o lucro como resultado e não como objetivo maior.
A nova mentalidade, entretanto, não pode se resumir a uma maquiagem para levar a organização ao sucesso na nova era, e esse é um dos desafios assumidos por Raj Sisodia, Cofundador e Copresidente do Instituto Capitalismo Consciente, que esteve no Rio de Janeiro na última semana durante o evento Sustainable Brands.
A entidade sem fins lucrativos criada por Sisodia já está em seis países,…

Em busca de economia, consumidor troca lojas físicas por virtuais

No primeiro semestre, ao todo, mais de 17 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma compra em lojas virtuais do país. O setor apresentou um faturamento de R$ 18,6 bilhões, segundo o relatório da WebShoppers. O destaque do período foi o maior volume de vendas de eletrodomésticos e telefonia/celular - produtos que pela cultura do país eram comprados em lojas físicas.
Segundo Adriano Caetano, especialista em e-commerce e diretor da Loja Integrada, a mudança de comportamento é reflexo da nova organização do orçamento. "Com a crise, a população acaba poupando mais dinheiro e a internet é uma forma de economizar. É mais fácil pesquisar preços e formas de pagamento, e possivelmente encontrar um preço mais barato que a loja física", explica Adriano. Na Loja Integrada, por exemplo, o aumento nas vendas entre as micro e pequenas empresas chegou a 40% em relação ao ano passado, número na contramão da recessão da economia.
Para o especialista, o destaque nestes segmentos de vendas está …