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Franklin Martins rebate matéria da Folha sobre publicidade

Em artigo (somente para assinantes) publicado na Folha de S. Paulo desta segunda-feira (08/06), o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Franklin Martins, rebateu matéria (somente para assinantes) publicada pelo mesmo jornal no dia 31/05, que levantou a tese de que a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria intimamente ligada ao avanço da publicidade em mídias regionais.

“Por incrível que pareça, conseguiram enxergar nesse saudável processo de desconcentração um ardiloso mecanismo de corrupção dos jornais e rádios do interior. Essa seria a explicação para as altas taxas de avaliação positiva do presidente Lula, registrada pelos institutos de opinião. O raciocínio não tem pé nem cabeça”, afirmou o ministro.

A matéria em questão debatia o aumento de 961% no número de veículos contemplados com verba de publicidade oficial entre os anos de 2003 e 2008. “Lula viu sua alta popularidade se consolidar numa curva quase paralela ao avanço da distribuição de seus comerciais pelo interior do país”, sugeriu a reportagem.

Martins contesta a informação com números do Datafolha, que mostram que a avaliação positiva do presidente é praticamente a mesma nas regiões metropolitanas e no interior. “O mais provável é que as altas taxas de aprovação do governo tenham uma explicação bem mais simples: a maioria da população está satisfeita com seu trabalho”, afirma.

O ministro argumenta que não houve aumento significativo no valor empenhado em publicidade, apenas na distribuição dessa verba. Afirma ainda que dos cerca de R$ 1 bilhão gastos anualmente com publicidade, apenas R$ 105 milhões são gastos em campanhas institucionais.

Para justificar a dispersão, Martins argumenta que a medida segue mudanças no próprio mercado de comunicação. Nos últimos cinco anos, afirma, a circulação dos jornais tradicionais do Rio e de São Paulo está estagnada, enquanto a dos jornais de outras capitais e dos populares apresentou grande crescimento. “Por que deveríamos fechar os olhos para essas transformações?”, questiona.


Fonte: Comunique-se
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