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Desafios de um comunicador brasileiro no exterior

Há dois anos atuando no mercado de comunicação corporativa na Espanha, o consultor Carlos Victor Costa já se considera perfeitamente adaptado ao país. Segundo o professor e doutorando da Universidade Complutense de Madri, o profissional de comunicação que deseja trabalhar em um país de língua estrangeira precisa ter disposição para se inserir na realidade local e, entre os principais deveres, dominar o idioma. Caso contrário, qualquer qualificação acadêmica perde seu valor no mercado. Com 20 anos de experiência em marketing e comunicação e com uma trajetória em cargos de liderança na White Martins, Dell Computadores e Petrobras, Carlos Victor, que também assina a coluna ‘Gestão de Comunicação’ no Nós, comentou o papel do comunicador durante este período de crise econômica. Além disso, o entrevistado traçou um panorama do mercado de comunicação espanhol e falou sobre o uso das mídias digitais em campanhas políticas. Confira, abaixo, a entrevista. Nós da Comunicação – Como o profissional...

PepsiCo deflagra segunda fase de ação institucional

A Pepsico estréia no domingo, 16, a segunda fase de sua campanha institucional desenvolvida pela Kwarup. A primeira etapa, iniciada em 2008, tinha como objetivo apresentar as marcas que fazem parte do portfólio da multinacional - Pepsi, Gatorade, Toddy, Toddynho, Quaker, Coqueiro, Elma Chips, H20H!, Lipton e Torcida. Agora, a ação prentende mostrar ao público as pessoas por trás dos produtos. Sob o slogan "Por um amanhã melhor que hoje", os três anúncios de página dupla apresentam alguns dos mais de 9 mil colaboradores da empresa no campo, na produção industrial, distribuição e comercialização, para destacar três pilares que, segundo a empresa, orientam seu trabalho: pessoas, talentos e meio ambiente. As peças serão veiculadas até o final do mês no País e, posteriormente, serão exibidas nos demais países da América do Sul. Uma das peças mostra uma fotografia com dezenas de funcionários batendo palmas. Abaixo do título ?São pessoas que fazem a PepsiCo ser cada dia melhor?, um ...

O lugar da comunicação

Marc Augé, antropólogo francês, em seu livro "Não-lugares Introdução a uma antropologia da supermodernidade", traz um útil conceito àqueles que se dispõem a repensar as políticas e o planejamento e a operar as ações de comunicação com os empregados, mais conhecida pela geográfica expressão "comunicação interna", que deveria ser abolida do vocabulário. Afinal, cada vez mais integrados pela tecnologia digital e pela vontade de viver em ambiente democrático, todos pretendem estar neste mundo. De volta ao conceito definido por Augé os não-lugares , são os espaços que não valorizam os aspectos simbólicos de nossa existência e de nossa identidade. Ambientes em que predomina o instrumental, o fazer preso ao presente, sem marcos e mitos fundadores e sem perspectivas. Nos não-lugares o futuro é sempre quantitativo, a esperança não tem significado. É o Jano decapitado e o ritual do novo ano desfeito. Joseph Campbell interpretaria o não-lugar de Augé, como o espaço que impossi...

Estratégia e inovação numa hora dessas?

Em meio à turbulência financeira global em curso, o arco-reflexo empresarial é acertar o caixa, reduzir o endividamento e poupar-se de investimentos arriscados. Apostas para o futuro se apresentam muito perigosas; como avaliar esforços de mudança de estratégia e de promoção da inovação quando não se sabe nem mesmo que mercados e que concorrentes estarão lá no futuro? Estamos, de fato, de forma radical, sob o império da incerteza. A crise financeira global se desdobra de maneiras variadas e imprevisíveis pela chamada economia real, afetando de diferentes formas setores e empresas. As reações em curso incluem não só os grandiosos movimentos de governos nacionais, mas também a própria revisão das ideias, convenções e instituições que regiam a ordenação da economia global. Tais perspectivas de mudança vêm a se compor com outros processos complexos e de andamento imprevisível, tais como o desenvolvimento dos esforços de prevenção do aquecimento global, os grandes avanços em ciência e tecnol...

Valor percebido pelo cliente

A qualidade dos produtos e serviços está vinculada ao valor percebido pelo cliente e as estratégias de diferenciação. Esta diferenciação por sua vez está atrelada à seleção de clientes e as estratégias diferenciadas de preço. Uma das estratégias ainda muito pouco explorada e que quase sempre define a opção de compra é o preço. Poucas empresas estão dando à variável preço (mix de marketing), a importância que merece. A grande maioria acredita, ou pelo menos age como se acredita-se, que basta se igualar aos principais concorrentes, quando se trata do preço de venda de seus produtos e serviços, para continuar sobrevivendo e param por aí. Se você está preocupado com a crise e as ações da concorrência, leia este artigo, alguma coisa poderá aproveitar das nossas lições aprendidas. Para seu negócio sobreviver no meio de tantas ofertas e vantagens que seus concorrentes oferecem para seus clientes, é preciso criar e saber implementar estratégias diferenciadas de preço. E como criar essas vantag...

A arte de fazer a diferença

Nossa primeira lista anual das empresas mais inovadoras do brasil aponta a fluminense Chemtech, especializada em engenharia e software, como a número 1 entre as 25 melhores companhias quando o assunto é capacidade para inovar. Para o júri, formado por professores do Fórum de Inovação da FGV-Eaesp, a Chemtech cumpre boa parte dos requisitos que tornam uma organização inovadora, tanto pela sua excelência tecnológica quanto por instaurar um ambiente francamente propício à criatividade. Foi esse justamente o critério que orientou as análises do Fórum de Inovação da FGV–Eaesp, que há sete anos conduz estudos a respeito dos fatores que contribuem para que uma empresa ou instituição seja permeada por um processo contínuo de inovações, tanto tecnológicas quanto organizacionais. “O que se busca com a investigação é uma visão integrada da companhia”, sintetiza Marcos Vasconcellos, coordenador do Fórum. “O pressuposto é que cada um dos processos operacionais e gerenciais de uma companhia tem o se...

Marketing de incentivo vive novo cenário

O Marketing de Incentivo vive um novo momento.Campanhas longas e prêmios para poucos não são mais recomendados. Isso não quer dizer que o Incentivo deva ser pontual. Pelo contrário. Agora, a ferramenta precisa estar articulada com outros meios e precisa ser utilizada não só para aumentar as vendas, mas para envolver e até reduzir custos. Essas são algumas tendências citadas por especialistas ouvidos pelo Mundo do Marketing. Hoje, não basta que as campanhas tenham apenas começo, meio e fim. As pessoas estão cada vez mais motivadas por mudanças constantes, o que exige ações focadas em estratégias imediatas. Para isso, é necessário um diagnóstico de cada empresa que possibilite ações segmentadas e que atinjam o maior número de pessoas. Não é mais possível acreditar que o que funcionava antes, funcionará hoje. O formato de utilização das ferramentas de incentivo ganhou novos aliados, como indica o sócio-diretor da agência PeopleMais, Edmundo Almeida. Para o executivo, o Marketing de Incent...