Pular para o conteúdo principal

Marketing de incentivo vive novo cenário

O Marketing de Incentivo vive um novo momento.Campanhas longas e prêmios para poucos não são mais recomendados. Isso não quer dizer que o Incentivo deva ser pontual. Pelo contrário. Agora, a ferramenta precisa estar articulada com outros meios e precisa ser utilizada não só para aumentar as vendas, mas para envolver e até reduzir custos. Essas são algumas tendências citadas por especialistas ouvidos pelo Mundo do Marketing.

Hoje, não basta que as campanhas tenham apenas começo, meio e fim. As pessoas estão cada vez mais motivadas por mudanças constantes, o que exige ações focadas em estratégias imediatas. Para isso, é necessário um diagnóstico de cada empresa que possibilite ações segmentadas e que atinjam o maior número de pessoas. Não é mais possível acreditar que o que funcionava antes, funcionará hoje.

O formato de utilização das ferramentas de incentivo ganhou novos aliados, como indica o sócio-diretor da agência PeopleMais, Edmundo Almeida. Para o executivo, o Marketing de Incentivo precisa dialogar com outras ferramentas, como o Endomarketing e o Marketing Direto.

Colaboradores envolvidos
Outro grande diferencial para as campanhas de incentivo é o envolvimento que elas devem gerar entre os colaboradores. Para isso, é necessário entender o que motiva as pessoas e ter um universo de prêmios que possam “alcançar o maior número de corações possível”, como destaca o sócio-diretor da agência Infiniti, Leandro Capozzielli.

Quando questionados sobre os tipos de premiações mais efetivas, os especialistas ainda citam as viagens como melhor forma de recompensa. Mas é importante ter opções para alcançar todos os tipos de pessoas. Segundo Capozzielli, em um país como o Brasil é necessário dar ao premiado acessibilidade ao que ele quer.

Neste novo cenário do Marketing de Incentivo aparecem ações pontuais com ferramentas mais segmentadas. “Os grandes prêmios para poucas pessoas perderam o sentido, pois são sempre as mesmas pessoas que conseguem fazer os melhores resultados, o que desmotiva o restante da equipe”, comenta Capozzielli.

Prêmios mais bem distribuídos
Por isso, prêmios com valores mais baixos e mais bem distribuídos são opções para que os funcionários sejam incentivados a superarem suas metas. Já os modelos das campanhas variam de acordo com a estrutura das empresas, o que demanda um estudo para entender as equipes.

Um diagnóstico do cliente antecede qualquer ação. “É preciso reconhecer a performance do participante individualmente. Não dá para tratar todo mundo da mesma forma”, explica a Diretora Comercial da Accentiv, Mônica Marcondes, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A partir daí, as empresas devem entender o desafio e segmentar suas ações, sempre definindo a mecânica de forma clara. A próxima etapa é o investimento em comunicação. Neste sentido, o mundo digital trouxe inovações para as campanhas, como a possibilidade de criar um hotsite, ou ferramentas como o E-mail Marketing e o SMS.

Como mensurar
A forma como as campanhas serão mensuradas também se adapta às necessidades de cada cliente nestes novos tempos. “É preciso quantificar os resultados, comparando os números anteriores aos atuais”, explica o executivo da Infiniti.

A frequência com que as campanhas serão avaliadas também varia de acordo com os objetivos de cada empresa. Mas o recomendado é que as campanhas durem entre seis meses e um ano e sejam avaliadas trimestralmente, aponta Mônica, da Accentiv.

“Mesmo que as ações sejam pontuais, as campanhas precisam ser mais longas para envolver os colaboradores. Avaliá-las é essencial para dar continuidade ao processo”, afirma a Diretora Comercial da Accentiv.

Eficiência, satisfação e comprometimento
Em relação aos benefícios do Marketing de Incentivo há um consenso: o maior resultado é o aumento da produtividade. Mas as campanhas fazem mais do que isso. Empresas que investem nesta ferramenta têm funcionários mais eficientes e satisfeitos.

Por isso, campanhas de incentivo servem também como ferramenta de retenção. Funcionários satisfeitos se comprometem com mais facilidade. Por consequência, os custos de contratação são reduzidos. As campanhas de incentivo podem ter outros objetivos, além de aumentar a produtividade. “É possível estimular as pessoas a reduzirem os gastos com telefone, por exemplo, e reconhecer o empenho através de premiações”, diz Mônica.

Outra vantagem do Incentivo é a possibilidade de avaliar a capacidade das equipes e ainda despertar talentos. “A empresa contrata o funcionário para entregar um determinado resultado. As campanhas de incentivo têm como objetivo trazer a melhor performance do indivíduo, levando-o a ir além do que é esperado”, conclui.


Fonte: Por Sylvia de Sá, in www.mundodomarketing.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

H2OH! - um produto desacreditado que virou sucesso

O executivo carioca Carlos Ricardo, diretor de marketing da divisão Elma Chips da Pepsico, a gigante americana do setor de alimentos e bebidas, é hoje visto como uma estrela em ascensão no mundo do marketing. Ele é o principal responsável pela criação e pelo lançamento de um produto que movimentou, de forma surpreendente, o mercado de bebidas em 11 países. A princípio, pouca gente fora da Pepsi e da Ambev, empresas responsáveis por sua produção, colocava fé na H2OH!, bebida que fica a meio caminho entre a água com sabor e o refrigerante diet. Mas em apenas um ano a H2OH! conquistou 25% do mercado brasileiro de bebidas sem açúcar, deixando para trás marcas tradicionais, como Coca-Cola Light e Guaraná Antarctica Diet. Além dos números de vendas, a H2OH! praticamente deu origem a uma nova categoria de produto, na qual tem concorrentes como a Aquarius Fresh, da Coca-Cola, e que já é maior do que segmentos consagrados, como os de leites com sabores, bebidas à base de soja, chás gelados e su...

Omni aposta no marketing de rede

Nas tardes de domingo, em diferentes cidades do Brasil, milhares de pessoas vestem suas melhores roupas e se arrumam para ir às reuniões promovidas pela Omni International, empresa paulista que vende lojas virtuais. Recentemente, um desses encontros ocorreu num auditório no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O local é imenso, com espaço para acomodar até 1 000 pessoas. Vitrais com cenas da vida de Jesus Cristo indicam que o prédio abriga um templo religioso. Mas, durante a reunião, o palco dos pregadores cede espaço a homens e mulheres que fazem parte da comunidade Omni -- gente que comprou e também vendeu os sites da empresa. Sorridentes e bem vestidos, eles contam suas histórias de sucesso e profetizam uma trajetória de enriquecimento para quem se empenhar. Um dos apresentadores anuncia que já comprou um automóvel Audi. O outro, um Porsche. "Vocês podem ser vencedores", diz um dos palestrantes. "Só precisam de uma oportunidade." As reuniões têm como ...

Construtora pega carona com o Gugu

Há cerca de um mês, o empresário carioca Augusto Martinez, dono do grupo imobiliário AGM, foi convidado para um jantar entre amigos num elegante apartamento da avenida Vieira Souto, em Ipanema, o endereço mais caro do Rio de Janeiro. A comida estava boa, a conversa agradável, mas durante toda a noite Martinez ficou intrigado com a estranha familiaridade com que era tratado por um dos garçons, que insistia em chamá-lo de Augusto. Vasculhou a memória tentando se lembrar de onde eles se conheciam. Nada. "O senhor não me conhece, não", disse o garçom quando perguntado. "Mas eu conheço bem o senhor. Não perco seus programas." Aos 49 anos de idade, freqüentador da elite de empresários cariocas e dono de quatro empresas que faturam 300 milhões de reais por ano, Martinez recentemente descobriu o que é ser uma pequena celebridade popular. Desde maio deste ano, ele ajuda a apresentar um quadro quinzenal no programa Domingo Legal, de Gugu Liberato, no SBT. Batizado de Construi...