Pular para o conteúdo principal

Ação de marketing viral é confundida com terrorismo nos EUA

A campanha de marketing feita para o desenho animado “Esquadrão força total” (“Aqua teen hunger force”, no original) causou pânico na cidade de Boston, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (01). As caixas com um dos personagens do desenho, que foram espalhadas pela cidade, foram confundidas com bombas.

A polícia foi chamada para averiguar as caixas e acabou prendendo um dos funcionários que estava instalando uma das caixas por Boston. “É inconcebível que a Turner (empresa que controla o Cartoon Network, onde o desenho é exibido) faça algo desse tipo em um mundo pós 11 de setembro. Da próxima vez eles vão pensar duas vezes antes de colocar a cidade em risco”, disse Ed Davis, superintendente da polícia.

Realizada em dez cidades, incluindo Nova York, a campanha causou pânico somente em Boston. Após o ocorrido, a Turner emitiu uma declaração pedindo desculpas pelo episódio. Mesmo assim, o prefeito de Boston, Thomas Menino, disse que vai processar a Turner pelos gastos que a cidade teve por mobilizar desde os bombeiros ao esquadrão anti-bombas. A conta deve ficar em alguns milhões de dólares. O filme baseado no desenho vai custar bem menos: US$ 750 mil.

Poucas horas depois do ocorrido, já havia um site vendendo camisetas satirizando o episódio e chamando o povo de Boston de ignorante. A camiseta vem com a inscrição “ATHF is the bomb” (ATHF – “Aqua teen hunger force” – é a bomba). E outro site mostrava a censura feita por uma TV local, que apagou a imagem em que o personagem mostrava o dedo do meio.

Depois de experiências como essa e a da Red Bull (que mandou promotoras para a cratera do metrô paulista), fica a pergunta: quais são os limites do marketing? Será que vale tudo mesmo?

Fontes: http://portalexame.abril.uol.com.br e http://g1.globo.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

H2OH! - um produto desacreditado que virou sucesso

O executivo carioca Carlos Ricardo, diretor de marketing da divisão Elma Chips da Pepsico, a gigante americana do setor de alimentos e bebidas, é hoje visto como uma estrela em ascensão no mundo do marketing. Ele é o principal responsável pela criação e pelo lançamento de um produto que movimentou, de forma surpreendente, o mercado de bebidas em 11 países. A princípio, pouca gente fora da Pepsi e da Ambev, empresas responsáveis por sua produção, colocava fé na H2OH!, bebida que fica a meio caminho entre a água com sabor e o refrigerante diet. Mas em apenas um ano a H2OH! conquistou 25% do mercado brasileiro de bebidas sem açúcar, deixando para trás marcas tradicionais, como Coca-Cola Light e Guaraná Antarctica Diet. Além dos números de vendas, a H2OH! praticamente deu origem a uma nova categoria de produto, na qual tem concorrentes como a Aquarius Fresh, da Coca-Cola, e que já é maior do que segmentos consagrados, como os de leites com sabores, bebidas à base de soja, chás gelados e su...

Omni aposta no marketing de rede

Nas tardes de domingo, em diferentes cidades do Brasil, milhares de pessoas vestem suas melhores roupas e se arrumam para ir às reuniões promovidas pela Omni International, empresa paulista que vende lojas virtuais. Recentemente, um desses encontros ocorreu num auditório no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O local é imenso, com espaço para acomodar até 1 000 pessoas. Vitrais com cenas da vida de Jesus Cristo indicam que o prédio abriga um templo religioso. Mas, durante a reunião, o palco dos pregadores cede espaço a homens e mulheres que fazem parte da comunidade Omni -- gente que comprou e também vendeu os sites da empresa. Sorridentes e bem vestidos, eles contam suas histórias de sucesso e profetizam uma trajetória de enriquecimento para quem se empenhar. Um dos apresentadores anuncia que já comprou um automóvel Audi. O outro, um Porsche. "Vocês podem ser vencedores", diz um dos palestrantes. "Só precisam de uma oportunidade." As reuniões têm como ...

Construtora pega carona com o Gugu

Há cerca de um mês, o empresário carioca Augusto Martinez, dono do grupo imobiliário AGM, foi convidado para um jantar entre amigos num elegante apartamento da avenida Vieira Souto, em Ipanema, o endereço mais caro do Rio de Janeiro. A comida estava boa, a conversa agradável, mas durante toda a noite Martinez ficou intrigado com a estranha familiaridade com que era tratado por um dos garçons, que insistia em chamá-lo de Augusto. Vasculhou a memória tentando se lembrar de onde eles se conheciam. Nada. "O senhor não me conhece, não", disse o garçom quando perguntado. "Mas eu conheço bem o senhor. Não perco seus programas." Aos 49 anos de idade, freqüentador da elite de empresários cariocas e dono de quatro empresas que faturam 300 milhões de reais por ano, Martinez recentemente descobriu o que é ser uma pequena celebridade popular. Desde maio deste ano, ele ajuda a apresentar um quadro quinzenal no programa Domingo Legal, de Gugu Liberato, no SBT. Batizado de Construi...