Pular para o conteúdo principal

Postagens

A carência de livros de comunicação corporativa

Transcrevo aqui alguns trechos da entrevista concedida pelo consultor de comunicação e marketing Mário Persona à Revista Negócios da Comunicação, onde aborda sobre as obras de autores nacionais no segmento editorial da comunicação corporativa. Revista Negócios da Comunicação - O que é publicado no Brasil (autores nacionais) atende às necessidades atuais da comunicação corporativa? Mario Persona - Não. Vejo uma carência muito grande de títulos e autores de comunicação corporativa, mas acho que o problema já começa na hora de conceituar a comunicação. No Brasil comunicação virou sinônimo de jornalismo e propaganda. Então temos os livros de comunicação que são focados na imprensa e os livros consumidos pelas faculdades e profissionais de comunicação com os dois pés no mercado de propaganda. Até mesmo quando se fala em comunicação corporativa logo vem à mente a propaganda institucional. Faça uma busca em uma livraria on-line qualquer e você verá que o problema não é apenas de falta de auto...

Marketing de resultado X Resultados do Marketing

O IBRC (Instituto Brasileiro de Relações com o Cliente) divulgou os resultados da pesquisa “Quem cuida tem”, encomendada pela revista Consumidor Moderno e que procura entender como os consumidores avaliam as empresas no que diz respeito ao atendimento, qualidade, preço, propaganda e responsabilidade social. A conclusão foi que as empresas devem alardear menos e fazer mais, e isto com base nos números revelados pela pesquisa: para 43% dos brasileiros das principais capitais atendimento é o que tem de mais importante em sua relação com as empresas, na seqüência estão qualidade com 29%, responsabilidade social com 17% e preço com meros 9% e em último item de importância do relacionamento está a propaganda com 2%. Vamos lançar um olhar diferente sobre o resultado da pesquisa por ela provocar a observação de como o marketing está sendo pensado pelas empresas. Primeiramente vamos voltar ao conceito clássico do Planejamento Estratégico que define esta atividade como a complexa administração d...

Negociação: arte ou estratégia?

O tema negociação desperta cada vez mais o interesse dos executivos em todo o mundo. A arte de negociar exige técnica, experiência e habilidade. Transcrevo aqui algumas dicas do consultor brasileiro Horacio Falcão, especialista em negociação,veiculadas na revista VOCÊ S/A. "A negociação é um processo interativo. Prepare as pedras grandes. Atenha-se aos sete elementos: interesse, opção, alternativa, critério, compromisso, comunicação e relação". "Inicialmente, sua estratégia deve ser proativa. Todas as negociações gozam de uma anatomia comum. Em qualquer condição, o melhor passo inicial é enviar uma mensagem clara, simples e positiva. Fazendo isso, você tem grandes chances de assumir, logo no início, o papel de líder e tem mais chances de que os outros negociadores sigam suas idéias". "Tudo que interfere na comunicação entre duas pessoas influencia na negociação. Um bom negociador sabe que tudo o que faz manda uma mensagem". "O mundo da negociação é mu...

Marketing promocional em alta no mercado

O mercado de eventos e marketing promocional assistiu a uma onda de fusões e aquisições nos últimos meses. O Banco de Eventos, fundado há 18 anos pelo empresário José Victor Oliva, passou incólume ao movimento. Com a projeção de crescimento de 20% para a holding Clube, que planeja faturar R$ 100 milhões neste ano, Oliva fecha o ano com a estatueta do Prêmio Caboré, o mais importante do mercado publicitário, conquistado pelo Banco de Eventos na categoria serviços especializados. Reproduzo aqui trechos da entrevista concedida pelo empresário José Victor Oliva à Gazeta Mercantil. Gazeta Mercantil - Qual o principal segredo para fazer um evento bem-sucedido? Victor Oliva - Como evento é ao vivo, você tem que ter um planejamento obsessivo e um controle de tudo o que pode trazer riscos de segurança. Questões de segurança, aliás, são inegociáveis, alvarás, licenças de funcionamento, corpo de bombeiros, tudo o que não aparece para as pessoas. Gazeta Mercantil - O que mudou no mercado desde qu...

TAM sai em busca da indentidade perdida

A TAM, líder entre as companhias aéreas do país, passou por todo tipo de provação nos últimos anos. A fase conturbada começou com a repentina morte do fundador, o comandante Rolim Adolfo Amaro, num acidente de helicóptero, em julho de 2001. Em seguida, os atentados de 11 de Setembro deixaram a aviação mundial à beira do colapso e o preço do petróleo disparou. A empresa só começou a se recuperar em 2003, quando voltou ao lucro. Em 2005, a TAM faturou 5,9 bilhões de reais e obteve um resultado de 187,4 milhões de reais. Segundo analistas, nem a atual (e exasperante) crise do controle aéreo, com o cancelamento de dezenas de vôos, impedirá que a companhia feche 2006 no azul. Num aspecto, porém, a TAM até hoje não recobrou o antigo vigor: a imagem da marca. "O consumidor atualmente define muito bem o que é a Gol", diz Manuela Amaro Mugnaini, gerente-geral de marketing da TAM e sobrinha de Rolim. "Hoje somos uma espécie de filho do meio, sem uma identidade definida." As s...

Cultura organizacional é causa de isucesso do CRM

Quando começaram a adotar os programas de gestão do relacionamento com clientes (CRM), no final de década de 90, as empresas brasileiras sonhavam em ganhar fortunas ao ter nas mãos a fórmula mágica para conhecer a fundo os consumidores. Ainda hoje, porém, mais da metade das companhias que utilizam o CRM continua esperando por esses resultados. É o que revelou uma pesquisa realizada recentemente pela empresa de marketing direto Rapp Collins com cerca de 3 000 profissionais de mais de 1 600 empresas brasileiras. O principal motivo para o fracasso, de acordo com o estudo, é a própria cultura das organizações . Elas não estimulam os funcionários a alimentar o banco de dados com as informações que eles possuem sobre os clientes e, muito menos, a fazer com que as diferentes áreas compartilhem o pouco que sabem. Principais causas do insucesso do CRM: Resistência dos funcionários: 64% reclamam da falta de um banco de dados único para toda a empresa Falta de compreensão sobre o que é o programa...

A importância dos catalisadores de conversação

Estudo do grupo Publicis mapeou o perfil das pessoas responsáveis por disseminar informação. A Manning, Selvage & Lee, empresa global de relações públicas do Publicis Groupe, o quarto maior grupo de comunicação do mundo, fez um estudo inédito nos Estados Unidos. Batizado de "Por dentro do que falam os catalisadores de conversação", o trabalho mapeou o perfil dos responsáveis pela disseminação de informação decisiva sobre poder de compra, 15% da população. Os catalisadores de conversação vão além da propaganda boca a boca. São eles que fazem recomendações em múltiplas categorias e interagem regularmente com uma ampla rede de amigos, familiares, colegas, vizinhos e conhecidos. "Não devemos confundir os catalisadores de conversação com os formadores de opinião. Estes últimos são tradicionalmente pessoas especializadas no tema que divulgam, já os catalisadores são os consumidores comuns. Esse movimento de disseminação da informação sobre as marcas por meio dos catalisado...