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Caçadores de tendências

A francesa Françoise Serralta é especializada em farejar sinais de mudança. Doutora em comunicação, sociologia e filosofia, Françoise é diretora de pesquisa da agência de tendências Peclers Paris. Sua tarefa é analisar e sintetizar as vontades futuras dos consumidores, colocando sua imaginação a serviço do marketing para ajudar seus clientes a colocarem no mercado o bom produto no momento certo. "Nossa missão é capturar o efêmero, as rebeliões estéticas e transformar em impulsos criativos para produtos e serviços", diz. Madame Françoise coordena uma equipe multidisciplinar de sociólogos, filósofos e outros colaboradores, como designers e estilistas que viajam pelo mundo estudando o comportamento, desejos, emoções coletivas e hábitos de consumo das mais variadas sociedades. Tudo é subsídio - música, arquitetura, desfiles de moda - para desenvolver novas linhas de produto em qualquer setor, dos automóveis aos brinquedos e eletrodomésticos, dos cosméticos aos alimentos. Para ela...

As quatro forças que vão transformar o mundo dos negócios

A empresa do século 21 passa por transformações inéditas. A velocidade da globalização, a evolução da tecnologia, a valorização do conhecimento e a crise ambiental criam um contexto no qual torna-se cada vez mais urgente imaginar como será a corporação bem-sucedida do futuro. Como essas mudanças ocorrem num ritmo frenético, espera-se de seus executivos uma capacidade redobrada de adaptação, combinada com um esforço permanente de inovação. Conheça, nas páginas seguintes, algumas das forças, internas e externas, que já começam a transformar as companhias em todo o mundo: >>> A necessidade de promover maior interação entre os funcionários, único meio de obter aumento de produtividade na era do conhecimento, está mudando o desenho das organizações e, principalmente, coloca em xeque o papel do maestro, o CEO. Como Peter Drucker previu, quase vinte anos atrás, a companhia bem-sucedida de nossos tempos deve funcionar à maneira de uma orquestra, mas agora superando a excessiva central...

Sua empresa é uma orquestra? (Parte 1)

Em 1988, Peter Drucker (1909-2005), o mais influente e reputado pensador do universo corporativo de nosso tempo, publicou um artigo na edição de janeiro e fevereiro da Harvard Business Review que logo se tornaria clássico. Tinha nove páginas e um título simples: O Advento da Nova Organização. Nele, pela primeira vez, Drucker comparava empresas a orquestras. O parágrafo inicial daquele texto, pela elegância e clareza, por fundar uma idéia, nunca mais deixou de ser reproduzido. Dizia o seguinte: "Dentro de 20 anos, a típica organização de grande porte - seja ela uma grande empresa ou um grande órgão público - não terá mais do que a metade dos níveis administrativos de sua equivalente hoje, e não mais de um terço do número de administradores. Em termos de sua estrutura, de seus problemas administrativos e das questões que lhe concernem, ela terá pouca semelhança com a típica empresa manufatureira dos anos 50 que os nossos livros ainda tomam como modelo. É muito mais provável que, ao ...

Caos aéreo eleva custos das empresas e ameaça negócios

O caos aéreo afeta a rotina das grandes empresas, que buscam alternativas para escapar do estrangulamento do principal meio de transporte de seus executivos. Braskem e Philips estão entre as que intensificaram o uso de tele e videoconferências. O atraso nos vôos trouxe novos custos para as companhias, obrigadas a embarcar os funcionários na véspera para garantir o cumprimento dos encontros agendados. A Petrobras diminuiu em 6% o número de viagens de funcionários com destino a São Paulo desde o acidente com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas, no último dia 17. Nos demais Estados, a queda foi de 3%. Segundo a direção da empresa, a suspensão de viagens foi decidida pelos departamentos, que têm autonomia nesse campo. "Desde que começou a crise aérea, as viagens se tornaram um foco de tensão para os funcionários, que precisam viajar com um dia de antecedência para os encontros com os clientes", afirma o presidente do Conselho de Administração da Nokia Siemens, Aluizio Byrro....

Sustentabilidade, modismos e o orgulho de ser brasileiro

Muito se tem falado sobre desenvolvimento sustentável e, no fundo, só o fato de discutirmos o tema faz com que alguns conceitos mais modernos (e mais justos) de administração sejam incorporados ao nosso dia a dia. Questionamentos sobre o quão sustentável é o crescimento de uma determinada organização nos obriga a refletir sobre eqüidade social, geração e distribuição de riqueza e preservação ambiental. Ainda que alguns afirmem que boa parte de tudo isso seja modismo, por que não enxergarmos o lado bom desta questão? A proposta de mudança, os avanços, a disseminação do conceito, aumenta o senso de responsabilidade com relação à sociedade e ao planeta. Num passado recente, boa parte das organizações não via a importância do crescimento sustentável. O lema “cada um com seus problemas” como modus vivendi das corporações contaminava não apenas o relacionamento entre áreas, mas também a relação com fornecedores e clientes. Ainda hoje é possível assistir a negociações tão pesadas entre empres...

Endomarketing como ferramenta de gestão

A complexidade no atual mundo competitivo das organizações e sua interação com os ambientes têm forçado cada vez mais empresas a buscarem e aplicarem de forma mais ou menos estruturada programas internos de qualificação dos colaboradores e ferramentas de integração entre setores para ganhos qualitativos no clima organizacional no sentido de fomentar melhoria nos relacionamentos com o cliente externo. Uma das primeiras medidas que algumas empresas tomam é diminuir o gasto em treinamento e desenvolvimento esperando torna-los mais tarde, quando as coisas começarem a melhorar. Porém, a lição de casa precisa ser feita, e a empresa que implanta uma base de valores sólida e consistente consegue manter os empregados e ainda sair na frente os concorrentes. Tais ferramentas em sua maioria têm como função primordial possibilitar reflexos de melhoria em termos de qualidade de produtos ou serviços, bem como o atendimento direto ou indireto aos consumidores. Sendo assim, o retorno preteridos na qua...

Falta treinamento provoca prejuízo às empresas

A Brasil Telecom e o Ponto Frio, duas empresas que dispensam apresentações, foram condenados esta semana por dois motivos que estão para lá de corriqueiros na justiça. E que já não deveriam mais ser casos levados ao Judiciário, se houvesse mais treinamento intensivo com funcionários. Sim, somente um intensivão poderia livrar as empresas desses pepinos que elas seguram na justiça por causa deles. No primeiro caso, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso mandou a Brasil Telecom pagar 10 mil reais de indenização por danos morais a uma cliente que teve o nome mantido nas listas dos maus pagadores indevidamente. A consumidora já tinha quitado a fatura e, além de ter o nome sujo, o serviço de telefonia permaneceu interrompido. No segundo caso, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou que o Ponto Frio indenize uma cliente em 6 mil reais. Ela foi abordada por seguranças de forma grosseira na saída da loja porque houve suspeita de furto. A justiça concluiu que a consumidora passou con...