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Novas mídias sociais: Transparência radical

Os novos ambientes digitais deflagraram desafios até então desconhecidos para muitas empresas. Até onde vai sua capacidade de formar a reputação, criar laços, ajudar na retenção e lealdade? Nesse bate-papo, Gil Giardelli, coordenador do curso de inovação digital da ESPM, e CEO da Persmission, empresa de estratégias online, fala sobre o papel das novas mídias sociais como instrumentos de comunicação valiosíssimos para o relacionamento com clientes. Consumidor Moderno: Muito se fala da influência das novas mídias digitais no relacionamento com o consumidor. Não há uma supervalorização no estrago que elas são capazes de fazer? Gil Giardelli: Estamos na era da democracia das redes sociais. As empresas precisam se abrir para isso, prestar atenção em comunidades “Odeio a marca X”. Não podem virar as costas para o que acontece, para a blogosfera. A geração que queria conteúdo, colaboração, comunidades, agora tem multicanais. Não é só no atendimento 0800, quer ser bem atendido em todos os pont...

Jack Welch: "Corte todos os custos que puder"

O guru Jack Welch reponde: Qual o verdadeiro estrago causado à economia e como nós, que temos empresas para administrar, podemos sobreviver a essa situação? (Anônimo, Nova York) Diga adeus aos últimos alicerces do sistema. Até bem recentemente, sabíamos que os preços dos alimentos e da energia pressionavam fortemente a economia, mas ainda achávamos que o sistema fosse capaz de aplacar a tempestade. A complexidade e o alcance global da crise do crédito fizeram com que mudássemos nossa maneira de pensar. Mesmo com toda a reestruturação orquestrada pelo Federal Reserve, nosso prognóstico é de um quarto trimestre extremamente difícil em 2008 e de um primeiro semestre talvez ainda mais complicado em 2009. Mas chega disso. A segunda parte de sua pergunta é o que importa agora. Porque, por mais tenebrosa que se torne a economia, os executivos de toda parte ainda têm de acordar pela manhã, ir para o trabalho e construir pontes que lhes permitam chegar ao outro lado, isto é, a um futuro melhor....

Abandonar o tradicional é caminho para a sobrevivência

Enquanto muito se discutia sobre as novas tecnologias e a era da multiconexão, Ricardo Guimarães, presidente da Thymus Consultoria de Identidade de Marca, dava uma receita simples às empresas que desejam sair vivas da recém-instaurada crise econômica mundial. O segredo: compartilhar informações e ouvir os consumidores. Em painel patrocinado pela operadora Vivo durante a 10ª Futurecom, o consultor afirmou que antes de mais nada é preciso que as empresas abandonem a visão de ficção científica preocupadas tão somente com o fechamento do ano fiscal para ficarem mais atentas à realidade e à praticidade desejada pela sociedade consumidora. "Irão sobreviver aquelas que tiverem flexibilidade, agilidade e poder de adaptação", disse Guimarães. Segundo ele, as promessas publicitárias da perfeição nos moldes do passado recente - ainda presente - devem ser rapidamente abandonadas pelas marcas porque se tratam de ciladas em um cenário onde a informação se propaga e o boca a boca ganha forç...

Comportamento de consumidores single

Quando, em meados dos anos 90, a consultora de marketing americana Faith Popcorn apresentou ao mundo o conceito do encasulamento (cocooning, em inglês) para retratar a tendência do isolamento das pessoas nas metrópoles, muitos torceram o nariz e outros ignoraram a previsão. Segundo ela, o morador das grandes cidades passaria parte do seu tempo livre divertindo-se em casa. Fosse por temer a violência urbana ou por gostar da comodidade da vida moderna, ele daria preferência, por exemplo, a assistir um filme na TV ou no vídeo em vez de ir ao cinema. Ou fazer ginástica na própria esteira em lugar de ir à academia. A previsão de Popcorn confirmou-se mesmo em sociedades tipicamente familiares como as latinas e transformou-se no que os estudiosos do comportamento humano passaram a chamar de hiperindividualismo. Ao estudá-lo, percebe-se que o isolamento acontece até quando se anda na rua com o iPod plugado na orelha, uma tentativa de desligar-se do entorno e mergulhar numa diversão própria. A ...

Procon diz que lista de aluno devedor é ilegal

O Procon-SP considera uma 'prática ilegal e abusiva' o uso do recém-criado cadastro nacional com os nomes de quem tem dívida com colégios e faculdades particulares, informa a Folha Online. A consulta a essa relação de nomes, criada pela Confenen (Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino), permite que as escolas recusem a matrícula de alunos que tiveram problemas com o pagamento das mensalidades. Aproximadamente 700 colégios e faculdades do país já pagam uma taxa mensal para ter acesso às informações do Cineb (Cadastro de Informações dos Estudantes Brasileiros). 'Os pais que se sentirem lesados devem procurar o Procon. Se tivermos indícios ou comprovarmos o problema, essa escola será autuada', afirma Carlos Coscarelli, assessor-chefe do Procon-SP. A multa pode chegar a R$ 3 milhões. De acordo com Coscarelli, cadastros semelhantes, como o da Serasa e o do SPC, devem ser consultados antes da concessão de crédito, não da prestação de serviço. Coscarelli lembra t...

Armadilhas para os negócios verdes

Quem acompanha a onda verde nas empresas, por meio do lançamento de produtos ambientalmente responsáveis ou da inserção da sustentabilidade nas estratégias de negócio, pode até achar que se trata de um mar calmo e tranqüilo. Afinal, o vento parece soprar a favor. A grande maioria dos artigos e livros aborda as experiências bem-sucedidas. Poucos relatam fracassos, como se eles não existissem. Em muitos casos, as empresas não obtêm nem os ganhos ambientais esperados nem quaisquer benefícios de ordem econômica. No livro Verde que vale Ouro (Editora Campus Elsevier), os professores da Universidade de Yale, Daniel Esty e Andrew Winston apresentam algumas razões pelas quais ações empresariais verdes podem tropeçar. Mais do que isso, fazem recomendações de como escapar dessas armadilhas. Sobre elas, vale destacar: Enxergar as árvores, não a floresta: O livro menciona o exemplo da Ford, que empregou alta soma de dinheiro para tornar verde sua fábrica de River Rouge. Claro que uma produção ec...

A empresa nem sempre é notícia e nem precisa ser

Você já viu este filme: “nossa empresa nunca aparece na imprensa e, quando isso acontece, é sempre por coisas ruins”. Isso faz detonar o gerente de comunicação de plantão, e um novo é chamado para ‘virar’ os níveis de notícias negativas, ‘colocar’ notas nas colunas de prestígio etc. Agora sim, todos satisfeitos, a empresa está às mil maravilhas. Em tempos de cultura da superexposição, do culto a celebridades-minuto e executivos-estrela (agora menos, com a crise financeira está todo mundo na muda), a tarefa do responsável por comunicação ou relacionamento com a imprensa costuma ser – como tão poeticamente define a diretoria – a de tentar ‘cacarejar’ o ovo colocado pela empresa em suas atividades. Mesmo que, às vezes, seja quase impossível transformar esse ovo em notícia, que é o que a imprensa busca para servir o omelete diário de informação a seus clientes. Existe estratégia por trás dessa rotina de buscar ‘onde-está-a-notícia-no-departamento-de-recursos-humanos’ ou alguma variante mai...