Quem praticou – ou pratica – algum esporte competitivo provavelmente já viveu a sensação. Quando você está um pouquinho atrás, parece mais fácil juntar forças para virar o jogo. Ficar muito para trás faz a virada soar impossível. Até manter uma liderança apertada parece mais difícil. Preocupados com as implicações dessas ideias para a motivação de equipes em mercados competitivos, dois professores da Universidade da Pensilvânia resolveram descobrir se elas são verdadeiras ou não passam de uma lenda das quadras. Para investigar o assunto, Jonah Berger e Devin Pope analisaram resultados reais do maior campeonato americano de basquete universitário, o da NCAA, e conduziram testes em laboratório. No estudo de campo, a dupla pesquisou os resultados de milhares de jogos entre 2005 e 2008 – foram analisadas 6.572 disputas em que a diferença no placar, no intervalo, não passava de dez pontos. Os professores separaram os grupos entre os que estavam apenas um ponto atrás do adversário no meio do...
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