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A realidade só existe nas percepções

Transcrevo aqui a íntegra do artigo "A realidade só existe nas percepções", de autoria de Carlos Alberto Júlio, presidente da HSM do Brasil, publicado esta semana no jornal Gazeta Mercantil. Com muita lucidez, o autor apresenta uma abordagem interessante sobre estratégia e tomada de decisões, onde toda empresa deve escolher o melhor caminho que a leve a alcançar os objetivos desejados, partindo de uma realidade conhecida e estudada, ou seja, toda empresa deve ter uma estratégia definida. Mas a realidade e a definição da estratégia dependem da percepção de quem decide. Muito bom o texto, vale a pena conferir: "Pergunte a um menino de dez anos qual a diferença entre a camisa do time dele e a de outro qualquer. Seguramente ele pode falar das cores do clube, da performance em campo, das vitórias conquistadas e dos títulos alcançados. Talvez ele não diga o que você esperava ouvir, mas vai responder à pergunta da forma como percebeu aquela informação. Faça a mesma pergunta par...

Projeto de Lei que regulamenta o exercício profissional de marketing é reaberto

O Projeto de Lei que regulamenta o exercício do profissional de marketing voltou a tramitar no Congresso. Apresentado pelo Deputado Federal Eduardo Gomes (PSDB-TO) no plenário da Câmara no final de maio, o PL-1226 está na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aguardando um parecer do Relator, Deputado Filipe Pereira (PSC-RJ), já que foi encerrado o primeiro prazo para emendas ao projeto e nenhuma mudança foi proposta. Apresentando originalmente em 2005 pelo então Deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ), o PL foi publicado no Diário da Câmara dos Deputados no final daquele ano legislativo para ser apreciado pelas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público e de Constituição, Justiça e Cidadania, o que não aconteceu até o fim de 2006, quando o projeto foi arquivado porque o Deputado Eduardo Paes não se candidatou à reeleição e nenhum colega pediu a reabertura do Projeto. Com isso, o Deputado Eduardo Gomes encaminhou o mesmo projeto à Câmara novamente. “O Eduardo ...

Será que existem mesmo bons chefes?

Depois da angustiada tarefa de tentar formar uma equipe ideal, a dúvida mais recorrente é definir o que é ser um bom chefe, se é que ele existe mesmo. O que seria o líder adequado para uma equipe de alta performance? A sabedoria convencional, quando o que parece ser certo, na verdade não é, define que; para os chefes, "ser bom chefe é ser duro, justo e eficaz, e mesmo assim, ser amado", para os subordinados, "um bom chefe é alguém próximo, amigo e leal, e mesmo assim, eficaz". Nem tanto ao mar, nem tanto a terra. Se você pretende ser um bom chefe, para boas equipes, lembre-se que toda e qualquer pessoa que vire chefe de alguém deveria se tornar sua principal fonte de inspiração, ser admirado. Isto é apenas um primeiro critério, mas existem algumas reflexões adicionais a serem feitas e tarefas a serem cumpridas: - Primeiro; não coloque na equipe mais gente do que necessário, porque bons profissionais gostam quando tem muito trabalho a fazer. - Estabeleça pad...

As novas competências

Imaginação e criatividade estão muito interligadas na visão popular. É comum ouvirmos alguém associando as duas ou sinonimizando-as, quando atribui "extrema imaginação" a quem dá provas de criatividade. Na realidade, a capacidade de "imaginar" substancia o pensamento criativo, mas "imaginar" não é "ter pensamento criativo"; é meio, não é fim. Para imaginar, a mente se serve aleatóriamente dos seus registros e processa-os sem nenhum critério; para ter "pensamentos criativos" esse processamento é criterioso apesar do princípio ser também aleatório. Melhor explicando: qualquer um de nós pode imaginar coisas sem o menor sentido e que logo se dissiparão sem deixar resíduos. No pensamento criativo, também podemos imaginar coisas sem sentido, mas que deixarão resíduo lógico. Thomas Edison costumava deixar os pensamentos vagarem à vontade sempre que se detinha diante de um problema de difícil solução. Tinha por hábito até mesmo tirar uma soneca...

Ética do spam domina debate sobre mobile marketing

Embalada pela campanha de mobile marketing criada pela AgênciaClick para a Fiat, a operadora Claro - que veiculou a campanha com exclusividade - organizou na manhã desta terça-feira, 28, em São Paulo, um debate sobre o tema e tendências de mercado. Com a presença dos palestrantes Marcos Quatorze, da Claro, Abel Reis, da AgênciaClick, Fábio Fernandes, da F/Nazca Saatchi & Saatchi, Mentir Muniz Neto, da Bullet, Marcello Serpa, da AlmapBBDO e Paulo Humberg, da Tellvox, o assunto privacidade e ética no envio de spam deram o tom das discussões. Isso porque alguns recursos instalados nos aparelhos permitem, por exemplo, que a operadora localize o cliente em qualquer lugar e envie conteúdo focado em determinado momento. Para Marcos Quatorze, no entanto, é preciso produzir conteúdo atrativo e distribuí-los de maneira responsável entre os usuários. "Para que o consumidor se acostume, aceite e, principalmente, autorize a publicidade pelo celular, o mercado deve o mais criativo e o menos...

Profissionais financeiros, a bola da vez

A demanda por executivos financeiros cresceu 31% no primeiro semestre de 2007, em comparação com os primeiros seis meses do ano passado. Na relação com os últimos seis meses de 2006, o aumento foi ainda mais significativo: 48%. Os dados constam em um estudo realizado mensalmente pela DBM Consultoria e divulgados com exclusividade por este jornal. Além do surgimento de novas vagas - principalmente nos casos de abertura de capital ou ampliação dos departamentos financeiros -, o aumento da procura pelos homens de finanças também se deve a uma mudança de perfil em algumas companhias. "Muitas dessas vagas foram geradas pela substituição dos executivos que já estavam atuando nas empresas, mas que não têm mais o perfil que se exige para os cargos", comenta o diretor da DBM, Cláudio Garcia. Um exemplo dessa mudança de perfil é o que vem acontecendo em muitas empresas familiares. "Antigamente, quem dominava o fluxo de caixa e os números da empresa bastava. Mas ser craque em finan...

Confiança é diferencial no comércio eletrônico

Garantir que os usuários do comércio eletrônico se sintam seguros e conseguir melhores negociações com fornecedores, para reduzir os preços, são os maiores desafios das empresas que atuam no segmento. De acordo com Ygor Camerieri, porta-voz da Câmara e-net, o consumidor ainda tem medo de comprar pela Internet. "É uma questão cultural, as pessoas ainda não perceberam que é muito mais seguro fazer compras on-line", justifica Camerieri. Para o executivo, o problema não está na infra-estrutura das lojas, mas sim na confiança do consumidor. Nesse sentido, a Câmara espera que a certificação digital possa mudar a percepção das pessoas em relação ao serviço. Para Patrícia Vance, professora da Fundação Instituto de Administração (FIA) e do Programa de Administração do Varejo (Provar), a familiaridade com a marca é uma das principais razões que levam os consumidores a optarem pelo comércio eletrônico. "O cliente acaba sempre preferindo ir para uma empresa com forte reputação no me...