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A comunicação bem-sucedida de um caso médico

Desde a morte do ex-presidente Tancredo Neves no Instituto do Coração de São Paulo, em abril de 1985, passou-se a questionar mais séria e abertamente o relacionamento entre os hospitais e os veículos de comunicação quanto à atuação dos médicos e aos direitos do paciente e de informação da opinião pública. Naquele ano, em hospitais de Brasília e São Paulo, Tancredo viveu uma agonia de 39 dias, ao longo dos quais sofreu sete intervenções cirúrgicas. “Desde a primeira cirurgia, os médicos insistiram em tentar enganar a opinião pública, divulgando fatos falseados”, acusou o ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná, cirurgião Félix do Rego Almeida, segundo entrevista publicada pela revista ‘Veja’ no dia 8 de maio de 1985. Vários casos posteriores reforçaram a impressão de que os médicos e as instituições hospitalares estavam despreparados para se relacionar com a imprensa, particularmente quando os pacientes eram socialmente muito importantes ou famosos. Coube ao hospital C...

Comunicação contra a inflação

"A inflação ganhou um fôlego extra nestes últimos meses e se pulveriza por vários setores". "Em abril, presidente afirmou que alta dos alimentos era 'inflação boa'. Em maio, altas já levaram Lula a dizer que faria 'qualquer coisa' para conter preços". "Memória inflacionária ainda assusta o Brasil". "Inflação não pode escapar do controle, diz BNDES". Raro o dia, nos últimos meses, que manchetes como estas não ocupam as primeiras páginas dos jornais ou não ocupam lugar de destaque nas páginas econômicas. É um tema que se adensa, que volta ao centro das atenções após mais de uma longa década de hibernação e que, sem dúvida, tende a provocar reações em cadeia. Quem não se lembra das remarcações antecipadas de preços? Quem não recorda que o Brasil chegou a ostentar os mais elevados índices de inflação do planeta ao longo das décadas de 80 e inicio dos anos 90 do século passado? Tudo isso aconteceu numa época em que a Internet ainda não...

Pequenas e médias empresas, como alcançar resultados melhores

Empresas são entidades em movimento. Vendem produtos e serviços em mercados que mudam a todo o momento. Como planejar em meio a esse cenário mutante? Francisco Varela, Doutor em Biologia pela Universidade de Harvard, desenvolveu uma série de teorias sobre o funcionamento do cérebro humano que se tornaram importantes no meio empresarial. Ele assinala que a imagem que fazemos do mundo tem uma estreita relação com nós mesmos. Ou seja: olhamos o mundo à nossa maneira. Embora isso seja um importante fator de criatividade, pode também nos conduzir a erros e confusões, pois é fato que nós não temos todas as respostas. Um meio de minimizar erros no dia-a-dia da empresa e de encontrar algumas respostas é analisando os resultados obtidos até o momento, desenvolver um planejamento e, acima de tudo, criar meios que garantam implementação das ações. Agora que estamos entrando no segundo semestre, é importante realizar uma auto-avaliação empresarial. Mas o que avaliar? Há quatro áreas em sua empresa...

Publicidade em defesa própria. E nós?

As agências de publicidade deram o exemplo de organização em defesa própria e fizeram isso com o ímpeto e a ousadia que sempre as caracterizaram. Fizeram mais do que isso: chamaram para si toda a “indústria de comunicação”, como definiu Dalton Pastore, presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade, setor que movimenta, segundo a imprensa, cerca de R$ 57 bilhões anualmente. Nesse bolo chamado de “indústria de comunicação” estão, além das agências de publicidade, os veículos de comunicação e tudo o que tem ligação com marketing e eventos. Juntos provocaram um movimento político que quer garantir a liberdade, a independência e a soberania do setor, o que permitirá sua sobrevivência. Eu pergunto: e nós, agências de comunicação corporativa? Onde ficamos nessa história? O que sobrou para, como diria a canção, “chamar de meu”? É claro que não movimentamos as milionárias verbas que os publicitários movimentam. É claro que somos o primo novo e pobre da história, mas talvez exat...

Planejamento (diferente) ganha espaço e importância nas estratégias de Marketing

É cada vez mais comum ver o Marketing unindo o departamento de comunicação em prol de um melhor atendimento ao consumidor. Atualmente o profissional de planejamento está mais próximo das estratégias de Marketing e é comum vê-los no campo procurando soluções para um bom planejamento. A integração do planejamento com o departamento de Marketing foi tema principal do evento dedicado ao setor que acontece todo ano nos Estados Unidos. Em 2008 a conferência de Planejamento da American Association of Advertising Agencies (AAAA) teve foco nas mudanças da comunicação e na integração do Planejamento com a criatividade. Presente no evento “Four A”, Fernando Diniz, diretor de Planejamento da agência Y&R, do grupo WPP, conta ao Mundo do Marketing a importância do Planejamento no processo complexo de entender e satisfazer as necessidades do cliente. De acordo com ele, o evento internacional serviu para mostrar que o Brasil está alinhado ao mercado mundial e não deixa a desejar no quesito criativ...

Brasileiros priorizam bem-estar e clima cordial no trabalho

O perfil mais comum entre os profissionais brasileiros é o do "amante". O grupo é formado por pessoas integradoras, que gostam de fazer parte de ambientes harmoniosos e apreciam o bem-estar e o clima agradável e cordial entre os colegas. A conclusão é de uma pesquisa elaborada pelos consultores Magdalena e Gustavo Boog e divulgada no recém-lançado livro Con-Viver em Equipe. Os amantes, explica Gustavo, têm foco nas pessoas, nas equipes e na profundidade dos relacionamentos. "É um estilo bastante convergente com o nosso jeito brasileiro, visto como uma pessoa respeitadora", diz Gustavo. "Os estrangeiros, quando vêm ao País, ficam maravilhados com a hospitalidade do brasileiro." Conforme o levantamento, realizado entre junho de 2001 e janeiro de 2008, as características dos amantes respondem por 29,8% dos perfil médio brasileiro. Os outros três tipos pesquisados têm 25,4% ("guerreiro"), 22,5% ("rei") e 22,3% ("mago"). Gustavo ex...

Individualidade e estilo ajudam a fazer o líder

Quando se fala em liderança, sempre surgem listas de atributos indispensáveis a um líder competente. Até Lee Iaccoca, o lendário ex-CEO da Chrysler, andou fazendo a dele. Em seu livro mais recente, intitulado "Cadê os líderes", o experiente Iacocca cita as características essenciais de um bom líder, conjunto esse que ele batizou de os nove "Cs" da liderança, a saber: curiosidade, criatividade, comunicação, caráter, coragem, convicção, carisma, competência e critério. Não há dúvida de que todas essas qualidades têm seu peso na hora de compor o perfil de um líder eficaz. No entanto, eu acrescentaria mais uma: a individualidade. Os líderes que realmente fazem a diferença são aqueles que expressam os atributos citados por Iacocca de um modo único, original. Eles não seguem estilos - criam estilos. Criar um estilo não é necessariamente uma questão de "inventar moda". Muitas vezes, um líder recorre a processos, sistemas, metodologias e idéias já existentes. A di...