Desde a morte do ex-presidente Tancredo Neves no Instituto do Coração de São Paulo, em abril de 1985, passou-se a questionar mais séria e abertamente o relacionamento entre os hospitais e os veículos de comunicação quanto à atuação dos médicos e aos direitos do paciente e de informação da opinião pública. Naquele ano, em hospitais de Brasília e São Paulo, Tancredo viveu uma agonia de 39 dias, ao longo dos quais sofreu sete intervenções cirúrgicas. “Desde a primeira cirurgia, os médicos insistiram em tentar enganar a opinião pública, divulgando fatos falseados”, acusou o ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná, cirurgião Félix do Rego Almeida, segundo entrevista publicada pela revista ‘Veja’ no dia 8 de maio de 1985. Vários casos posteriores reforçaram a impressão de que os médicos e as instituições hospitalares estavam despreparados para se relacionar com a imprensa, particularmente quando os pacientes eram socialmente muito importantes ou famosos. Coube ao hospital C...
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