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Liderança conquistada

“Quando um especialista torna-se gestor, a maior mudança é (ou deveria ser) a troca do ‘eu’ pelo ‘nós’. Agora responsável pelo desempenho dos outros, o primeiro instinto é pensar: ‘Bom, posso tomar as decisões e emitir as ordens’. Mas logo vem a percepção de que autoridade formal é uma fonte de poder limitada, que tornar-se gestor significa ser mais dependente dos outros para fazer as coisas acontecerem. A liderança é conquistada e aprendida; nunca vem de bandeja. Gestores passam uma boa parte do tempo ajudando a extrair de quem se reporta a eles um comportamento mais eficaz: motivando, apoiando, dando poder. No papel de líderes, ajudam a liberar a energia que existe nas pessoas. No grupo, devem aglutinar, e também resolver conflitos. Mas nem sempre é dando ordens que se lidera. Andy Grove, o lendário CEO da Intel, criou o conceito do empurrãozinho. ‘Você faz coisas no escritório destinadas a influenciar ligeiramente os eventos, como um telefonema para um associado sugerindo que uma de...

A comunicação no desdobramento da estratégia

Cases de sucesso em estágios avançados na implementação de BSC e os processos utilizados para internalizar e manter a sustentabilidade da metodologia com o engajamento dos colaboradores, sob influência direta dos líderes, foi o que se viu na terceira edição da conferência “Melhores Práticas em Balanced Scorecard”, realizado em São Paulo/SP, no final de fevereiro de 2010. Para Fanny Schwarz, sócia-diretora da consultoria Symnetics, à medida em que a organização evolui no mapeamento estratégico é vital o engajamento do capital humano. A excelência deve estar tanto na estratégia quanto na execução e o BSC existe, na verdade, como método de comunicação e de medição do progresso de uma estratégia num ambiente - embora o desafio seja sempre transformá-lo em processo, inserido no dia-a-dia. Segundo a executiva, é preciso colocar a estratégia no centro de tudo que a organização faz. Para isto, ela deve ser traduzida e transformada em processo contínuo e tarefa de todos, criando sinergias. Esta...

Como saber se os clientes estão mesmo sendo bem atendidos?

Um cliente um tanto estranho visitou, no ano passado, 40 lojas de móveis modulados da Todeschini no estado do Rio de Janeiro. Conversava com os funcionários, analisava com cuidado os produtos, pedia projetos e orçamentos, mesmo sem nenhuma intenção de trocar a mobília de casa. Os vendedores não sabiam, mas tratava-se de um “cliente oculto”, enviado pela fábrica para avaliar os serviços de seus revendedores — e também os da concorrência. A estratégia se repete, em média, duas vezes por ano em algumas das 330 lojas da rede no país. Com base nos relatos dos “espiões”, a empresa já adotou várias medidas, como a padronização do formato de orçamentos e a criação de cursos para que os funcionários ampliem os conhecimentos técnicos sobre os produtos e aprendam a usar melhor o software para elaboração de projetos. “Os clientes ocultos apontam oportunidades de melhorias que poderíamos não enxergar de outra forma”, afirma Nereu Conzatti, gerente geral de vendas da Todeschini. Os espiões de Conzat...

A força do vídeo-release

Candace White, professor de marketing na Universidade do Tennessee, em Knoxville, e co-autor do relatório "How video news releases are used in television broadcasts" (“Como os releases em forma de vídeos são usados em transmissões de televisão”, em tradução livre), disse, mais de uma vez que, os diretores de emissoras demonstram grande interesse em utilizar video news releases (VNR) durante a programação. De acordo com White, os vídeos que abordam saúde e segurança são os mais utilizados. Já os puramente corporativos, ocupam a lanterna. Fácil de se entender: o consumidor quer, cada vez mais, ter acesso a entretenimento, prestação de serviço e informações que facilitem o seu dia a dia e melhorem sua autoestima. O chamado novo tripé jornalístico! Pago, na maior parte das vezes, pela empresa que pretender comunicar uma determinada notícia, o VNR é enviado, gratuitamente, aos meios de comunicação. Trata-se, na verdade, de um release transformado em imagens, que pode ser utiliza...

Overdose de Informação

Por Cibele Silva Foto divulgação da revista Info Exame nº 286 Semana e Fim de semana. Dois imensos jornais de domingos, uma pilha de revistas nacionais e internacionais de negócios, de informática, de modas, de fofocas, outra pilhas de livros que comprou durante a semana, mas os clippings da empresa e as publicações especializadas, dois filmes que você alugou, o especial na TV, o jornal, o cinema, o teatro. E é claro a Internet – Como alguém pode fazer parte do mundo hoje sem navegar na internet? A lista de FEED, o twitter, o Orkut, o facebook, inúmeras ferramentas para acompanharmos. Nós estamos viciados em internet em informação não conseguimos ficar de férias sem checar os emails e as redes sociais. Em agosto de 2009 eu fui a uma palestra na Beth Saad, no Ciclorama. Ela passou nos passou o vídeo Did you Know 3.0. Estou colocando uma versão em português para vocês aqui, mas recomendo que vocês assistam todos que estão no Youtube . O v...

Por que as grandes empresas apostam nas suas identidades corporativas

Até alguns anos atrás, as preocupações com a marca da própria empresa, sua marca corporativa, era apenas protocolar. Anúncios institucionais, por exemplo, eram tratados como iniciativas quase cosméticas, vistas como fruto da vaidade dos principais executivos das organizações. As marcas que mereciam apoio e recursos de marketing e comunicação eram apenas as marcas de produto. A presença da marca da empresa era tímida, muitas vezes apenas indicada nos materiais de comunicação, nas embalagens ou nos anúncios. Essa realidade mudou. As marcas corporativas deixaram de ser meras coadjuvantes. Gradualmente, passaram a protagonizar as relações das organizações com o mercado e se tornaram a marca das marcas. De sua antiga inibição em se expor, não sobrou nada. O que aconteceu? O que provocou essa transformação tão ampla? Há pelo menos três fatores centrais que explicam essa mudança. O primeiro fator foi uma aguda consciência de que unidades de negócio não foram criadas para fragmentar a força de...

A maioria silenciosa que gera impacto na marca

Não há mais como negar que a internet é um canal de comunicação com o consumidor, que está cada vez mais exposto a uma multiplicidade de meios, muitas vezes de maneira simultânea. A velocidade com que a comunicação alcança os internautas/consumidores, a forma pela qual interagem como as marcas de forma mais direta e ativa, deixando de ser apenas um destinatário da informação para ser também um produtor dela, são alguns desafios que devem ser considerados nas estratégias de mídia idealizadas pelas marcas. Aurora Yasuda, diretora de desenvolvimento de negócios da Millward Brown do Brasil, revela que a porcentagem de cliques em publicidade na web é muito pequena (apenas 1%), mas que a maioria silenciosa dos consumidores é impactada pela comunicação como instrumento de construção de marca na web. Recomendo a leitura! Há vários anos, temos acompanhado o rápido crescimento da internet e o consequente aumento dos investimentos em comunicação das marcas neste meio. A realidade está estabelecid...