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O preço de uma gestão temerária

O executivo John Browne, presidente mundial da British Petroleum, uma das maiores empresas de energia do mundo, tomou um "puxão de orelha" público esta semana. No relatório anual que a empresa divulgou ontem, a BP informou que reduziu em quase 50% os bônus do executivo, que receberá "apenas" 1,7 milhões de dólares este ano. Além disso, Browne deverá deixar o comando da empresa em julho - quase um ano antes do previsto em seu contrato.

O motivo da redução no bônus e da antecipação da saída de Browne não foi o desempenho financeiro da empresa - que, aliás, vai muito bem - mas problemas de "qualidade", segundo a própria BP. No ano passado, a imagem da companhia foi arranhada por acidentes como a explosão de uma refinaria no estado do Texas, que causou a morte de 15 funcionários e deixou 170 feridos, e um vazamento de óleo na baía de Prudhoe, no Alasca.

As investigações da empresa mostraram que os acidentes podem ter sido causados por uma gestão temerária, que dava mais ênfase ao corte de custos do que à segurança das operações. Por conta disso, a empresa agora está na mira de parentes dos funcionários mortos e do governo americano e já avisou que deixará reservados cerca de 1.6 bilhões de dólares para cobrir indenizações das vítimas do acidente no Texas.


Fonte: Por Cris Correa, in Blog Por dentro das Empresas (portalexame.abril.com.br)

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