Pular para o conteúdo principal

Cultura de alto desempenho em Marketing

Comprovar desempenho é hoje o maior desafio para os profissionais de marketing. “Não importa se concordamos ou não. Este é o novo critério pelo qual as organizações de marketing de classe mundial estão sendo julgadas”, observa a Dra. Martha Rogers, sócia fundadora do Peppers & Rogers Group. Até o momento, a pressão por uma performance demonstrável tem causado baixas. A permanência média no cargo dos CMOs (Chief Marketing Officers) é de apenas 23 meses.
CMOs sob Pressão Corporativa
Alguns executivos de marketing dizem brincando: “metade do meu orçamento é desperdiçado – eu só não sei qual metade”. Brincadeiras à parte, enquanto a complexidade do marketing aumenta, a pressão pelo desempenho torna-se mais forte. Os profissionais de marketing vivem num ambiente muito mais confuso do que existia há poucos anos. O alcance do marketing foi além da comunicação de massa, e agora inclui a experiência total do cliente. “Os profissionais de marketing têm que planejar, projetar e direcionar todas as interações com o cliente, em vários canais, e cada interação tem que gerar valor para o cliente e para a empresa”, diz a Dra. Rogers.

O estado atual: “caos criativo”
Muitos CMOs não dispõem dos processos e sistemas necessários para levar a performance ao próximo nível. Ainda de acordo com a pesquisa do CMO Council, menos de 20% dos executivos sênior de marketing desenvolveram métricas significativas para suas organizações. “É comum a condução do marketing em um estado de ‘caos criativo’ e não de forma precisa”, explica Carol Meyers, vice-presidente de Marketing da Unica Corporation. Por isso, os CMOs perguntam constantemente: Estamos trabalhando da maneira mais eficiente? Estamos gastando dinheiro como planejado? Como podemos medir com precisão o ROI de nossos programas?

Construindo uma Cultura de Desempenho em Marketing
Como substituir o “caos criativo” por níveis mais elevados de precisão e desempenho em marketing? Eliminar a burocracia para aprovações ou investir em melhorias de eficiência não é a melhor resposta. Como alerta a Dra. Rogers, “mudanças isoladas não irão gerar retornos permanentes ou uma melhoria substancial para ultrapassar os competidores.” A opção mais eficaz é construir uma cultura de desempenho em marketing. Mas como fazer isto? A cultura de desempenho em marketing tem quatro atributos fundamentais.

O primeiro atributo é o conhecimento compartilhado dos problemas a serem resolvidos. Os profissionais de marketing devem enxergar todo o escopo das atividades da empresa, em curso ou planejadas.

O segundo atributo é a responsabilidade por resultados. E a chave é a mensuração, ou seja, medir “o que” (recursos financeiros e humanos), “como” (status operacional) e “por que” (conhecimento do que produz resultados). “Medir recursos, operações e insight é essencial para a área de marketing”, observa Meyers. “Mas a dimensão final, é o ROI das iniciativas de marketing. A responsabilidade pelos resultados será determinada pelo mesmo padrão adotado pelo restante da empresa: lucros.”

O terceiro atributo é contar com uma plataforma tecnológica integrada para gestão corporativa de marketing. As ferramentas de EMM – Enterprise Marketing Management – servem para planejar, orçar e acompanhar a performance de todo o marketing. Com elas, as empresas criam processos sólidos para desenvolver campanhas, materiais criativos, automatizar aprovações, manter auditoria e reutilizar programas de sucesso. Quanto mais visibilidade, mais precisão, eficiência e também maior ROI.

O último atributo é uma forte liderança, em todos os níveis, que abrace a visão de performance e responsabilidade por resultados. A visibilidade de todas as atividades de marketing ajuda a eliminar os frustrantes gargalos de processos e a orientar a organização na direção de uma cultura de performance em marketing.


Fonte: Por Peppers & Rogers Group, in www.symnetics.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

H2OH! - um produto desacreditado que virou sucesso

O executivo carioca Carlos Ricardo, diretor de marketing da divisão Elma Chips da Pepsico, a gigante americana do setor de alimentos e bebidas, é hoje visto como uma estrela em ascensão no mundo do marketing. Ele é o principal responsável pela criação e pelo lançamento de um produto que movimentou, de forma surpreendente, o mercado de bebidas em 11 países. A princípio, pouca gente fora da Pepsi e da Ambev, empresas responsáveis por sua produção, colocava fé na H2OH!, bebida que fica a meio caminho entre a água com sabor e o refrigerante diet. Mas em apenas um ano a H2OH! conquistou 25% do mercado brasileiro de bebidas sem açúcar, deixando para trás marcas tradicionais, como Coca-Cola Light e Guaraná Antarctica Diet. Além dos números de vendas, a H2OH! praticamente deu origem a uma nova categoria de produto, na qual tem concorrentes como a Aquarius Fresh, da Coca-Cola, e que já é maior do que segmentos consagrados, como os de leites com sabores, bebidas à base de soja, chás gelados e su...

Omni aposta no marketing de rede

Nas tardes de domingo, em diferentes cidades do Brasil, milhares de pessoas vestem suas melhores roupas e se arrumam para ir às reuniões promovidas pela Omni International, empresa paulista que vende lojas virtuais. Recentemente, um desses encontros ocorreu num auditório no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O local é imenso, com espaço para acomodar até 1 000 pessoas. Vitrais com cenas da vida de Jesus Cristo indicam que o prédio abriga um templo religioso. Mas, durante a reunião, o palco dos pregadores cede espaço a homens e mulheres que fazem parte da comunidade Omni -- gente que comprou e também vendeu os sites da empresa. Sorridentes e bem vestidos, eles contam suas histórias de sucesso e profetizam uma trajetória de enriquecimento para quem se empenhar. Um dos apresentadores anuncia que já comprou um automóvel Audi. O outro, um Porsche. "Vocês podem ser vencedores", diz um dos palestrantes. "Só precisam de uma oportunidade." As reuniões têm como ...

Construtora pega carona com o Gugu

Há cerca de um mês, o empresário carioca Augusto Martinez, dono do grupo imobiliário AGM, foi convidado para um jantar entre amigos num elegante apartamento da avenida Vieira Souto, em Ipanema, o endereço mais caro do Rio de Janeiro. A comida estava boa, a conversa agradável, mas durante toda a noite Martinez ficou intrigado com a estranha familiaridade com que era tratado por um dos garçons, que insistia em chamá-lo de Augusto. Vasculhou a memória tentando se lembrar de onde eles se conheciam. Nada. "O senhor não me conhece, não", disse o garçom quando perguntado. "Mas eu conheço bem o senhor. Não perco seus programas." Aos 49 anos de idade, freqüentador da elite de empresários cariocas e dono de quatro empresas que faturam 300 milhões de reais por ano, Martinez recentemente descobriu o que é ser uma pequena celebridade popular. Desde maio deste ano, ele ajuda a apresentar um quadro quinzenal no programa Domingo Legal, de Gugu Liberato, no SBT. Batizado de Construi...