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Tecnologia promete ajudar mulheres a não esquecerem a pílula

Na era dos aplicativos, não é difícil imaginar uma solução simples que ajude você a se lembrar qual a hora certa de fazer uso da sua dose. Mas será que um alarme é suficiente para fazer você realmente tomar o remédio?

Para parte das mulheres, esta é a rotina com a pílula anticoncepcional - método seguro e amplamente utilizado, que tem sua eficácia ligada justamente à metodologia da dosagem: todos os dias, no mesmo horário. Foi pensando nisso que a médica americana Jessica Walter desenvolveu o Oviary, um sistema de dispositivo físico e aplicativo que ajuda mulheres a não perderem o compasso.

O funcionamento é simples: basta colocar a cartela de pílulas dentro do dispositivo e sincronizá-lo com o aplicativo para celular. A usuária só precisa informar o horário da próxima dose, seu número de telefone e alguns detalhes sobre seu ciclo menstrual. O aparelho marcará em luzes de LED verde as doses tomadas e em vermelho as que foram perdidas.

Diferente de um alarme de celular, que tocaria todos os dias para lembrar de tomar a pílula, o Oviary só envia mensagens quando a usuária está em risco de perder a dose. Isto é, quando passarem-se mais de 28 horas desde a última vez em que ela abriu o dispositivo. Se, mesmo com o aviso, a caixa não for aberta, o Oviary checa em que fase a mulher está de seu ciclo e envia instruções específicas sobre como agir para se manter protegida: usar camisinha ou começar uma cartela mais cedo, por exemplo.

“Eu tomo pílula há muitos anos e quando você faz uso de algum método contraceptivo por muito tempo, eventualmente um erro acontece", contou a doutora Jéssica em entrevista ao Caminhos para o Futuro. "Há alguns anos, fui viajar com meu namorado no fim de semana e esqueci minhas pílulas em casa. Só percebi quando voltei e os dias seguintes foram bem estressantes para nós. Acabei tomando a pílula do dia seguinte.”

Segundo ela, que é formada em Harvard e residente de ginecologia e obstetrícia, metade das mulheres nos EUA não tomam suas pílulas corretamente. “Isso explica a diferença entre a eficácia teórica da pílula (99,7%) e a real (91%)”, diz.

“Oviary é o resultado de duas experiências pessoais: a minha própria usando pílula e meu trabalho como médica aconselhando mulheres sobre contracepção e as sérias consequências médicas, sociais e econômicas de uma gravidez indesejada”, conta Jessica.

Atualmente, o Oviary está no Kickstarter em busca de financiamento. Até agora, foram arrecadados pouco mais de U$ 5 mil dos U$ 50 mil necessários para tornar o projeto realidade. Se for viabilizado, Jessica estima que o preço de venda de cada dispositivo será de U$ 89.




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