Pular para o conteúdo principal

Sete surpresas para os novos CEOs

Se você acabou de assumir o comando de uma empresa, é provável que enfrente algumas surpresas desagradáveis. Eis as mais comuns, segundo On Competition (“Sobre competição”), uma coletânea de artigos do guru de negócios Michael Porter escritos para a revista Harvard Business Review – uma versão ampliada do livro acaba de ser lançada nos Estados Unidos.

Sem foco e sem tempo - Você começa a participar de um número excessivo de reuniões e se perde em discussões do dia-a-dia. Descobre que perdeu o controle de seu tempo.

O gargalo é você - Seus colaboradores começam a consultá-lo sobre qualquer assunto. Todas as decisões se amontoam em sua mesa.

Fofocas em excesso - Fica sabendo das queixas dos funcionários por meio de rumores, nunca diretamente. A cada dia é uma história nova.

O centro do mundo - Os funcionários contam histórias sobre você que distorcem a realidade e, às vezes, até exageram suas qualidades. Não agem naturalmente em sua presença. Tentam sempre antecipar seus gostos e suas antipatias.

Sem rumo - Você não sabe exatamente como se comportar com os conselheiros. Os papéis e as responsabilidades dos integrantes do conselho e da diretoria não são claros.

Uma só preocupação - Executivos e integrantes do conselho de administração preocupam-se apenas com o preço das ações. Os incentivos são também exageradamente vinculados ao desempenho dos papéis.

Celebridade - Nas entrevistas, perguntam mais de você do que da companhia. E você desfruta de privilégios vetados ao restante da cúpula.

Porter faz três recomendações para que os novos CEOs enfrentem essas situações. A primeira é aprender a se preocupar com o panorama geral da organização e não com seus problemas diários. Segundo ele, a função do CEO é estabelecer estratégias, cuidar para que sejam executadas e procurar aprimorar pessoas-chave dentro da empresa que terão condições de tomar as decisões certas no dia-a-dia.

O segundo passo é reconhecer que o cargo não lhe garante a lealdade da equipe. Essa depende da retidão de sua liderança. Os CEOs, alerta Porter, perdem facilmente a legitimidade quando suas ações não correspondem aos valores que defenderam ao tomar posse ou quando seus interesses pessoais prevalecem sobre o bem-estar da organização. Seu sucesso depende do comprometimento voluntário da equipe e não de obediência cega.

Um CEO precisa, finalmente, não exagerar a própria importância. Mesmo que os funcionários o vejam como onipotente, deve procurar manter sempre os pés no chão. O perigo de se achar um semideus costuma levar à arrogância, à exaustão e a uma liderança de prazo mais curto.


Fonte: epocanegocios.globo.com
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A relação entre empresas e clientes

Atender as necessidades do consumidor é um dos princípios básicos do Marketing. E o que mais as pessoas precisam hoje, para além da relação de compra, é de relacionamentos positivos com uma marca. Especialistas apontam três requisitos essenciais na relação entre as empresas e seus clientes: confiança, diálogo e reconhecimento.

Alguns especialistas são categóricos em afirmar que nem mesmo o consumidor sabe o que quer. Por isso, toda empresa deve estar atenta para atender as demandas reprimidas. Mas, num cenário em que produtos e serviços são semelhantes, o que vai diferenciar uma marca da outra é a experiência positiva proporcionada em todos os contatos com um produto ou serviço.

A Coordenadora da Área de Marketing e Negócios Internacionais do Coppead/UFRJ, Letícia Casotti, informa que os antropólogos dizem que somos uma “sociedade relacional”. “Damos muita importância a relacionamentos e somos um povo fácil de estabelecer relacionamentos. Mas, por outro lado, observam-se empresas cada …

Muito além do lucro: empresas precisam de propósito para criar valor para os stakeholders

O principal motor do sistema capitalista é o capital. Melhor dizendo, o lucro, que Karl Marx cunhou de forma crítica como mais-valia. Desde a concepção do sistema, entretanto, muita coisa aconteceu - da queda do muro de Berlim e dos regimes comunistas à chegada da Geração Millennial ao mercado de trabalho - e tornou cada vez mais iminente a necessidade de revisão daquele guia original dos negócios, representado por cifrões. Hoje, as empresas despertam, pouco a pouco, para a importância de se buscar propósitos mais nobres para as suas atividades, enxergando o lucro como resultado e não como objetivo maior.
A nova mentalidade, entretanto, não pode se resumir a uma maquiagem para levar a organização ao sucesso na nova era, e esse é um dos desafios assumidos por Raj Sisodia, Cofundador e Copresidente do Instituto Capitalismo Consciente, que esteve no Rio de Janeiro na última semana durante o evento Sustainable Brands.
A entidade sem fins lucrativos criada por Sisodia já está em seis países,…

Em busca de economia, consumidor troca lojas físicas por virtuais

No primeiro semestre, ao todo, mais de 17 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma compra em lojas virtuais do país. O setor apresentou um faturamento de R$ 18,6 bilhões, segundo o relatório da WebShoppers. O destaque do período foi o maior volume de vendas de eletrodomésticos e telefonia/celular - produtos que pela cultura do país eram comprados em lojas físicas.
Segundo Adriano Caetano, especialista em e-commerce e diretor da Loja Integrada, a mudança de comportamento é reflexo da nova organização do orçamento. "Com a crise, a população acaba poupando mais dinheiro e a internet é uma forma de economizar. É mais fácil pesquisar preços e formas de pagamento, e possivelmente encontrar um preço mais barato que a loja física", explica Adriano. Na Loja Integrada, por exemplo, o aumento nas vendas entre as micro e pequenas empresas chegou a 40% em relação ao ano passado, número na contramão da recessão da economia.
Para o especialista, o destaque nestes segmentos de vendas está …