Pular para o conteúdo principal

A reunião 2.0

Até pouco tempo atrás, falar em reuniões nas empresas era colocar um grupo de pessoas sentadas fisicamente uma na frente das outras, ao redor de uma mesa, tendo normalmente um mediador ou um líder da reunião. As novas tecnologias vêm mudando dramaticamente esse velho conceito. O número de reuniões à distância vem crescendo aceleradamente. A tendência é crescer ainda mais com a tecnologia de telepresença chegando para valer (vejam esse vídeo da Cisco, é divertido).

O interessante, nesse processo, é que mesmo as reuniões físicas (onde todos estão presentes ao vivo e a cores) vem mudando radicalmente. É normal os participantes abrirem seus notebooks, se conectarem na rede da empresa (com ou sem fio), e participarem da reunião ao mesmo tempo em que trabalham em suas máquinas. Também é comum os participantes se comunicarem via um sistema de mensagem instantânea enquanto o líder da reunião está falando. Esse ambiente, aparentemente caótico, é altamente colaborativo. Essa tendência é irreversível e só vai aumentar.

Assisti a uma palestra onde foi dito que a nova geração Y tem capacidade de trabalhar, em média, em mais de 5 tarefas simultaneamente (já viu o seu filho em casa usando o computador?), enquanto que as pessoas mais velhas, como eu, conseguem somente trabalhar com 1,8 tarefas ao mesmo tempo (puxa, não chega nem a 2!!!) – desculpe por eu não ter anotado a fonte dessa pesquisa... essa foi imperdoável, né?

Para ilustrar, participei de uma longa reunião recentemente, com pessoas de diferentes nacionalidades, onde se falou “portunhol” e inglês e todos usaram e abusaram do computador ao longo da reunião. Tirei uma foto para mostrar o ambiente e mostrar que colaboração e caos são palavras que andam muito próximas.

Enfim, você fica incomodado quando está numa reunião ou palestra e alguém, ao seu lado, abre o notebook ou blackberry e começa a usar? Puxa, é melhor você mudar os seus conceitos... vai piorar...


Fonte: Por Mauro Segura, in aquintaonda.blogspot.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

H2OH! - um produto desacreditado que virou sucesso

O executivo carioca Carlos Ricardo, diretor de marketing da divisão Elma Chips da Pepsico, a gigante americana do setor de alimentos e bebidas, é hoje visto como uma estrela em ascensão no mundo do marketing. Ele é o principal responsável pela criação e pelo lançamento de um produto que movimentou, de forma surpreendente, o mercado de bebidas em 11 países. A princípio, pouca gente fora da Pepsi e da Ambev, empresas responsáveis por sua produção, colocava fé na H2OH!, bebida que fica a meio caminho entre a água com sabor e o refrigerante diet. Mas em apenas um ano a H2OH! conquistou 25% do mercado brasileiro de bebidas sem açúcar, deixando para trás marcas tradicionais, como Coca-Cola Light e Guaraná Antarctica Diet. Além dos números de vendas, a H2OH! praticamente deu origem a uma nova categoria de produto, na qual tem concorrentes como a Aquarius Fresh, da Coca-Cola, e que já é maior do que segmentos consagrados, como os de leites com sabores, bebidas à base de soja, chás gelados e su...

Omni aposta no marketing de rede

Nas tardes de domingo, em diferentes cidades do Brasil, milhares de pessoas vestem suas melhores roupas e se arrumam para ir às reuniões promovidas pela Omni International, empresa paulista que vende lojas virtuais. Recentemente, um desses encontros ocorreu num auditório no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O local é imenso, com espaço para acomodar até 1 000 pessoas. Vitrais com cenas da vida de Jesus Cristo indicam que o prédio abriga um templo religioso. Mas, durante a reunião, o palco dos pregadores cede espaço a homens e mulheres que fazem parte da comunidade Omni -- gente que comprou e também vendeu os sites da empresa. Sorridentes e bem vestidos, eles contam suas histórias de sucesso e profetizam uma trajetória de enriquecimento para quem se empenhar. Um dos apresentadores anuncia que já comprou um automóvel Audi. O outro, um Porsche. "Vocês podem ser vencedores", diz um dos palestrantes. "Só precisam de uma oportunidade." As reuniões têm como ...

Construtora pega carona com o Gugu

Há cerca de um mês, o empresário carioca Augusto Martinez, dono do grupo imobiliário AGM, foi convidado para um jantar entre amigos num elegante apartamento da avenida Vieira Souto, em Ipanema, o endereço mais caro do Rio de Janeiro. A comida estava boa, a conversa agradável, mas durante toda a noite Martinez ficou intrigado com a estranha familiaridade com que era tratado por um dos garçons, que insistia em chamá-lo de Augusto. Vasculhou a memória tentando se lembrar de onde eles se conheciam. Nada. "O senhor não me conhece, não", disse o garçom quando perguntado. "Mas eu conheço bem o senhor. Não perco seus programas." Aos 49 anos de idade, freqüentador da elite de empresários cariocas e dono de quatro empresas que faturam 300 milhões de reais por ano, Martinez recentemente descobriu o que é ser uma pequena celebridade popular. Desde maio deste ano, ele ajuda a apresentar um quadro quinzenal no programa Domingo Legal, de Gugu Liberato, no SBT. Batizado de Construi...