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Anunciantes seguem rastro de internautas na Web

A identidade pessoal assumiu um novo significado na era digital, onde fatos básicos como seu nome, endereço ou idade são bem menos importantes do que os registros agregados daquilo pelo que você já procurou online.

Tecnologias de monitoração e interpretação dos hábitos da internet como forma de prever comportamento futuro começaram a surgir no começo do século, mas apenas agora vem ganhando ímpeto como a nova mina de ouro para os sites e seus anunciantes.

Conhecida como direcionamento comportamental, a premissa é acompanhar os sites que o usuário visita e construir uma imagem dos produtos que podem interessar a ele, e depois oferecer publicidade direcionada em tempo para que a pessoa possa escolher onde comprar.

As empresas norte-americanas investirão duas vezes mais nesse tipo de publicidade no que ano que vem, um total de US$ 1 bilhão ante os US$ 575 milhões de 2007, de acordo com o grupo de pesquisa eMarketer. Até 2011, o direcionamento comportamental disparará para cerca de US$ 3,8 bilhões de publicidade online.

Funcionários do setor dizem que isso beneficia os consumidores; em um mundo ideal, eles receberiam apenas mensagens comerciais que lhes fossem pessoalmente adequadas, e desfrutariam de entretenimento ou informação online gratuitamente.

"Enquanto eu estiver vendo publicidade relevante e recebendo conteúdo gratuito, fico feliz", disse Bill Gossman, presidente-executivo da Revenue Science, uma empresa especializada em direcionamento comportamental.

Os clientes da empresa incluem grupos de mídia como a Reuters, Walt Disney, ABCNews e Gannett. Para proteger a privacidade individual, as empresas norte-americanas que vendem esses serviços dizem que não vinculam os dados comportamentais a nomes e endereços de usuários de computadores.

"Não temos idéia de quem seja a pessoa, e não queremos saber", disse Gossman. "O que os anunciantes querem saber é o que elas pretendem fazer."

Os críticos alegam que essas tecnologias só servirão para estimular os esforços das empresas para acumular cada vez mais dados sobre o comportamento de um usuário, tanto na Internet quanto fora dela.


Fonte: Estadão

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