Nos últimos anos, as empresas criaram inúmeros mecanismos para incentivar a participação dos seus funcionários. Algumas instituíram ombudsmen para ouvir as suas reclamações. Outras inauguraram linhas telefônicas pelas quais os empregados fazem queixas sem perder o anonimato. São iniciativas que as ajudam a resolver problemas importantes que, anteriormente, teriam permanecido desconhecidos dos diretores. Existe, porém, uma espécie de lei do silêncio que continua intocada na maioria das organizações. Os funcionários, de acordo com essa legislação imaginária, devem evitar dar sugestões aos seus superiores sobre como melhorar os produtos e os processos internos do negócio.
Uma pesquisa conduzida por professores da Harvard Business School e da Faculdade de Negócios Smeal, da Pensilvânia, analisou esse fenômeno. O estudo mostrou que os funcionários são muito cautelosos na apresentação de idéias que ajudem a melhorar o desempenho de suas empresas por acreditar que é sempre melhor ficar em silêncio do que correr o risco de irritar a chefia com um palpite que não foi pedido. O instinto de autopreservação fala mais alto.
Os funcionários partilham de algumas crenças, a maioria sem nenhuma relação com a realidade, que incentivam o silêncio. Muitos têm medo de apresentar sugestões porque, de acordo com os relatos de seus colegas, os superiores teriam sido hostis em situações semelhantes no passado. Outros resolvem ficar quietos por avaliar que a apresentação de uma solução para um projeto poderia irritar o diretor que se sente dono da área e, segundo se sabe dentro da empresa, é contrário a qualquer mudança inesperada. Há ainda os que se calam numa reunião por imaginar que seu chefe se sentirá traído por receber uma idéia na frente de outros diretores.
Os pesquisadores concluem que, para aumentar a participação dos funcionários, não basta repreender o diretor irritadiço ou deixar claro aos empregados que é impossível qualquer tipo de retaliação. A criação de caixinhas de sugestão tampouco resolve o problema. É preciso mudar a cultura da empresa. Os executivos devem estimular a apresentação de idéias e reconhecer todas as que lhes chegarem, mesmo que não sejam adotadas. É necessário também combater as crenças falsas que vicejam na organização e que desestimulam as sugestões dos funcionários.
Fonte: http://epocanegocios.globo.com
Uma pesquisa conduzida por professores da Harvard Business School e da Faculdade de Negócios Smeal, da Pensilvânia, analisou esse fenômeno. O estudo mostrou que os funcionários são muito cautelosos na apresentação de idéias que ajudem a melhorar o desempenho de suas empresas por acreditar que é sempre melhor ficar em silêncio do que correr o risco de irritar a chefia com um palpite que não foi pedido. O instinto de autopreservação fala mais alto.
Os funcionários partilham de algumas crenças, a maioria sem nenhuma relação com a realidade, que incentivam o silêncio. Muitos têm medo de apresentar sugestões porque, de acordo com os relatos de seus colegas, os superiores teriam sido hostis em situações semelhantes no passado. Outros resolvem ficar quietos por avaliar que a apresentação de uma solução para um projeto poderia irritar o diretor que se sente dono da área e, segundo se sabe dentro da empresa, é contrário a qualquer mudança inesperada. Há ainda os que se calam numa reunião por imaginar que seu chefe se sentirá traído por receber uma idéia na frente de outros diretores.
Os pesquisadores concluem que, para aumentar a participação dos funcionários, não basta repreender o diretor irritadiço ou deixar claro aos empregados que é impossível qualquer tipo de retaliação. A criação de caixinhas de sugestão tampouco resolve o problema. É preciso mudar a cultura da empresa. Os executivos devem estimular a apresentação de idéias e reconhecer todas as que lhes chegarem, mesmo que não sejam adotadas. É necessário também combater as crenças falsas que vicejam na organização e que desestimulam as sugestões dos funcionários.
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