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A Geração Y é menos fiel às empresas

As empresas precisam aprender a lidar com as várias gerações que convivem em seus escritórios. Aquelas que ignoram essas diferenças e tratam seus funcionários como se tivessem nascido numa mesma época podem perder talentos - especialmente os mais jovens, como sugere um estudo produzido por professores do Instituto de Empresa, de Madri.

Quatro gerações convivem atualmente dentro das companhias. Os "tradicionais", nascidos até 1946, são os mais experientes. Esses veteranos prezam a lealdade e a disciplina. Criados num ambiente de expansão econômica, os baby boomers (nascidos entre 1946-1960) estão entre os mais motivados. São otimistas e workaholics. Os representantes da Geração X (entre 1961-1981) adotam postura de ceticismo e defendem um ambiente de trabalho mais informal e uma hierarquia menos rigorosa. A Geração Y (nascida a partir de 1982), que cresceu em contato com as tecnologias de informação, é a mais individualista. Defende suas opiniões e coloca o lado pessoal acima das considerações profissionais.

Segundo o diagnóstico, as empresas que compreenderem essas diferenças conseguirão ser mais efetivas na hora de motivar e reter os funcionários da faixa jovem. Os membros da Geração Y são menos fiéis a suas companhias do que os mais experientes. Isso faz com que prefiram trabalhar para quem premie o desempenho de curto prazo. As empresas que se contentam com sistemas de recompensa de longa duração poderão ter dificuldades para segurar esses profissionais, que começam a virar um contingente importante do mercado de trabalho.

Outras empresas se esforçam para incorporar o universo cultural dos novatos. Usam as novas tecnologias em seus treinamentos. A Nike começou a fazer nos Estados Unidos, em caráter experimental, um treinamento de vendas por meio de celulares e de outros equipamentos móveis. A Cisco System desenvolveu um jogo de computador para ensinar matemática binária, conhecimento fundamental no seu negócio, aos funcionários.


Fonte: http://epocanegocios.globo.com

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