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A incômoda posição de estar no médio escalão corporativo

A posição do executivo de escalão médio é uma das mais difíceis e incômodas na pirâmide empresarial. O profissional de escalão médio é um posto "modelo sanduíche", diz Joleine Mudder, diretora de pesquisa e desenvolvimento executivo da Development Systems. Sua figura é a que, por um lado, deve transmitir as diretrizes e políticas empresariais do conselho de direção para o restante dos funcionários, bem como propiciar sua implementação e desenvolvimento. E, por outro lado, captar as inquietações, as necessidades e as exigências dos trabalhadores para fazer com que cheguem até a chefia.

Qualidades
Por tudo isto, ele se converte em um perfil muito importante para as empresas, "o sargento que toda companhia precisa, mas que nem todo mundo é capaz de conseguir", destaca Mudder, porque entre suas qualidades fundamentais está a de "saber dirigir a equipe; ou seja, dirigir a parte operacional, pois ele empurra cada funcionário para que as coisas sejam feitas".

Para conseguir isso, a comunicação torna-se outra das qualidades imprescindíveis. "Uma pessoa que saiba comunicar em cada momento de forma adequada, saberá também motivar a equipe", comenta Imma Rueda, gerente de marketing e administração de vendas da Page Personnel.Mas, quem chega a esta posição e como consegue? Embora em muitas ocasiões a companhia prefira a promoção interna, pode também recorrer à seleção externa. E como não podia deixar de ser, cada opção tem suas vantagens e inconvenientes. Mudder avisa que, "quando se trata de promoção interna, às vezes, é nomeado o melhor especialista, pois este posto exige capacidade de direção, liderança e um bom interlocutor".

Neste ponto, os especialistas advertem que é fundamental analisar as capacidades do futuro diretor do escalão intermediário, uma vez que, se escolher mal, poderá ocorrer que a companhia não só perca um bom técnico, como também que ganhe um mau executivo. Quanto a estas qualidades, "a liderança costuma ser mais inata e, portanto, mais difícil de aprender, enquanto que a falta a capacidade de comunicação é um aspecto que pode claramente melhorar com uma boa formação", destaca Rueda.
Preservar e desenvolver

Dada a responsabilidade deste cargo, há muitos profissionais que não estão dispostos a assumi-la, porque preferem conciliar sua vida pessoal e profissional, em lugar de assumir maiores compromissos no exercício da própria função.

Neste contexto, os diretores precisam concentrar seus esforços oferecendo planos de formação na medida das necessidades de cada profissional. Por exemplo, "um perfil operativo se sentirá mais motivado pelas possibilidades de desenvolvimento dentro de seu próprio posto, enquanto um perfil mais estratégico, se sentirá mais motivado por possibilidades de ascensão até a cúpula da empresa", conclui Mudder.


Fonte: Por Expansión, in Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 9

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