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Propaganda pelo celular ensaia crescimento no Brasil

A chegada nesta semana da Mobile Marketing Association (MMA) pode estimular a expansão a publicidade via celular no País. O número de aparelhos - 124 milhões, segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)- e a chegada da terceira geração de celular (3G) ao País tornam o Brasil atraente para operadoras, agências e marcas de olho nesse filão. O mercado publicitário móvel movimentou no mundo US$1,8 bilhão em 2007, e a expectativa é que alcance US$ 24 bilhões em 2013, segundo a Teleco/ABI Research.

Segundo o principal executivo da empresa de mobile marketing Hanzo, Federico Pisani Massamormile, a chegada da MMA, criada em 2004 e com atuação na América do Norte, Europa e Ásia, vai estimular o mercado. Quando aportou nos EUA, em 2004, o segmento movimentava US$ 100 milhões, e atualmente atinge US$ 1 bilhão.

Entre sete e oito por cento das receitas das operadoras de celular no País são provenientes de serviços de valor agregado, como SMS e downloads, o que resulta em R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões anuais. Massamormile acredita que esta quantia deve dobrar em dois anos com o desenvolvimento do mercado. Na Europa atinge 25%; nos EUA 14%; e na Ásia 38%.

A privacidade será um dos principais tópicos de atuação da MMA. "O consumidor deve estar sempre no controle e decidir se quer ou não receber cada campanha". É expressamente proibido fazer publicidade via celular, salvo com autorização do consumidor, diz resolução 477 do Procon de 7 de agosto de 2007, editada pela Anatel, que entrou em vigor em 13 de fevereiro de 2008. "Até agora não recebemos reclamação, porque as pessoas desconhecem a proibição e pelo fato da resolução ser recente", diz o diretor de atendimento do Procon, Evandro Zuliani. A norma prevê multa de até R$ 3 milhões.

Fundada em 2003 nos EUA, a PlayPhone, empresa de entretenimento via celular, será lançada no País nesta semana. A companhiarecebeu aporte de US$ 18 milhões para expansão internacional. "O Brasil é o alvo número 1, ao lado da China", diz o fundador, Ron Czerny. A PlayPhone pretende ingressar em mercados com grande base de celulares.

O País já conta com a Associação de Mobile Marketing Brasileira (AMMB), criada em outubro de 2007 e que conta com 45 associadas. Fabio Cardoso, diretor da Ei Movil e integrante da AMMB, diz que as duas associações já iniciaram conversas para uma fusão. "Não tem sentido duas entidades atuando paralelamente". Fundada na Venezuela, a Ei Movil chegou ao País em maio de 2005. Cardoso considera que esse mercado já engrenou no País. "Existem mais empresas no segmento, as operadoras estão mais preparadas, os usuários mais acostumados com as campanhas e os aparelhos evoluíram". A empresa faturou R$ 4 milhões em 2007, contra R$ 1,2 milhão em 2006. Para 2008 a previsão é de faturar R$ 6 milhões.

A Claro fez campanhas-piloto em 2007 para conhecer o mercado, como o lançamento do Punto, da Fiat, mas durante 2008 pretende alcançar receitas com mobile marketing, diz o gerente de serviços de valor agregado, Alexandre Olivari. A receita com mobile, em dois anos, deve atingir proporções similares a da internet. O diretor de planejamento de novos negócios da TIM, Renato Ciuchini, diz que apesar do enorme potencial de mercado no País, o mobile ainda é uma mídia que engatinha no País e que deve levar de dois a três anos para alcançar de 1% a 2% da receita da empresa.


Fonte: Por Gustavo Viana, in Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 9

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