Pular para o conteúdo principal

Busca paga gera processos de anunciantes

Os Estados Unidos tem um mercado de publicidade em buscas bem mais desenvolvido do que o nosso e chega a gerar movimentação de US$ 9 bilhões por ano, segundo AdAge. Mesmo assim, existem algumas indefinições por lá.

Há, por exemplo, uma disputa sobre o direito sobre marcas registradas utilizadas como termos de pesquisa. No caso mais recente, a Nike está processando a não muito conhecida rede varejista Eastern Mountain que, mesmo não vendendo qualquer produto da linha da gigante do vestuário esportivo, negociou marketing de busca com o termo 'Dri-fit', este, uma marca registrada do anunciante. Dessa maneira, quando um usuário de internet clica num link patrocinado após a busca pela palavra, é redirecionado para o site da rede, que vende outros produtos com tecnologia similar.

Para o Google, a negociação sobre termos que coincidem com as marcas registradas é permitida. Mas o debate sobre Dri-fit é apenas o mais novo de uma série de reclamações parecidas, num momento em que muitos grandes anunciantes injetam dinheiro neste mercado. O Google, recentemente, foi acionado por causa da utilização de marcas registradas da American Airlines por parte de competidores.

No coração disso, está o debate sobre as marcas registradas como parte de uma batalha de branding cada vez maior no espaço online, onde bilhões estão sendo investidos em publicidade e outras formas de marketing para criar lembrança de marca. Por isso, quando um consumidor está online e efetua buscas sobre uma marca específica, os anunciantes não querem que rivais se sintam livres para aparecer na lista de buscas patrocinadas.

Para Rob Murray, da consultoria iProspect, há ações offline que podem causar polêmica no online, dentro do contexto de uma campanha integrada. Ele cita um comercial da General Motors, de 2006, que incitava as pessoas a buscarem uma de suas marcas, Pontiac, no Google. A rival Mazda contra-atacou, comprando links patrocinados, inclusive o intitulado Mazda x Pontiac, no qual fazia uma comparação entre os modelos.

Inclusive, um estudo de 2007 descobriu que 67% das pessoas que efetuam buscas na internet o fazem guiados por canais offline e que, destes, 39% efetuaram alguma compra em tempos recentes. Uma pesquisa deste ano mostrou que, na contra-mão da tendência, 45% dos anunciantes não estão integrando ainda on e offline.

O fato é que o Google concorda com a tese de que fazer acordos para palavras de marcas por empresas rivais acaba dando aos consumidores mais possibilidades de escolhas em seus resultados de busca. 'Estamos tentando balancear os interesses de donos de marcas registradas, anunciantes e nossos usuários', disse um porta-voz da companhia. Já as buscas de Yahoo e Microsoft têm política diferente, com regulamentações estritas que não permitem a aquisição de termos de marcas registradas.


Fonte: www.meioemensagem.com.br
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A relação entre empresas e clientes

Atender as necessidades do consumidor é um dos princípios básicos do Marketing. E o que mais as pessoas precisam hoje, para além da relação de compra, é de relacionamentos positivos com uma marca. Especialistas apontam três requisitos essenciais na relação entre as empresas e seus clientes: confiança, diálogo e reconhecimento.

Alguns especialistas são categóricos em afirmar que nem mesmo o consumidor sabe o que quer. Por isso, toda empresa deve estar atenta para atender as demandas reprimidas. Mas, num cenário em que produtos e serviços são semelhantes, o que vai diferenciar uma marca da outra é a experiência positiva proporcionada em todos os contatos com um produto ou serviço.

A Coordenadora da Área de Marketing e Negócios Internacionais do Coppead/UFRJ, Letícia Casotti, informa que os antropólogos dizem que somos uma “sociedade relacional”. “Damos muita importância a relacionamentos e somos um povo fácil de estabelecer relacionamentos. Mas, por outro lado, observam-se empresas cada …

Muito além do lucro: empresas precisam de propósito para criar valor para os stakeholders

O principal motor do sistema capitalista é o capital. Melhor dizendo, o lucro, que Karl Marx cunhou de forma crítica como mais-valia. Desde a concepção do sistema, entretanto, muita coisa aconteceu - da queda do muro de Berlim e dos regimes comunistas à chegada da Geração Millennial ao mercado de trabalho - e tornou cada vez mais iminente a necessidade de revisão daquele guia original dos negócios, representado por cifrões. Hoje, as empresas despertam, pouco a pouco, para a importância de se buscar propósitos mais nobres para as suas atividades, enxergando o lucro como resultado e não como objetivo maior.
A nova mentalidade, entretanto, não pode se resumir a uma maquiagem para levar a organização ao sucesso na nova era, e esse é um dos desafios assumidos por Raj Sisodia, Cofundador e Copresidente do Instituto Capitalismo Consciente, que esteve no Rio de Janeiro na última semana durante o evento Sustainable Brands.
A entidade sem fins lucrativos criada por Sisodia já está em seis países,…

Em busca de economia, consumidor troca lojas físicas por virtuais

No primeiro semestre, ao todo, mais de 17 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma compra em lojas virtuais do país. O setor apresentou um faturamento de R$ 18,6 bilhões, segundo o relatório da WebShoppers. O destaque do período foi o maior volume de vendas de eletrodomésticos e telefonia/celular - produtos que pela cultura do país eram comprados em lojas físicas.
Segundo Adriano Caetano, especialista em e-commerce e diretor da Loja Integrada, a mudança de comportamento é reflexo da nova organização do orçamento. "Com a crise, a população acaba poupando mais dinheiro e a internet é uma forma de economizar. É mais fácil pesquisar preços e formas de pagamento, e possivelmente encontrar um preço mais barato que a loja física", explica Adriano. Na Loja Integrada, por exemplo, o aumento nas vendas entre as micro e pequenas empresas chegou a 40% em relação ao ano passado, número na contramão da recessão da economia.
Para o especialista, o destaque nestes segmentos de vendas está …