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A Estratégia como criação do futuro

Considerado pelo The New York Times como um dos maiores experts em estratégia da nova geração, o indiano Vijay Govindarajan, doutor por Harvard, marca presença no cenário mundial por meio de seus trabalhos acadêmicos e de sua consultoria. Organizações-líderes como Boeing, British Telecom, Wal-Mart e General Electric confiam em “V.G.” –como ele gosta de ser chamado– para iluminar o pensamento estratégico de seus gestores. O estrategista abriu o primeiro dia do Fórum Mundial de Estratégia da HSM desconstruindo modos de pensar e ensinando o que é necessário para a construção do futuro desde já.

Ao público presente no Teatro Alpha, em São Paulo, V.G. propôs uma reflexão em cima de três horizontes: o primeiro é o da administração do presente. O segundo, do esquecimento seletivo do passado e, o terceiro, da criação do futuro. Para o estrategista, qualquer projeto de uma empresa deve ser alocado em um desses três horizontes. Provocador, V.G. diz: “Quero ver o plano estratégico de sua organização. Quero saber em que horizontes se situam os projetos que sua empresa implementará em 2008”.

Para ele, os líderes pensam, com freqüência, que fazer estratégia é estar no primeiro horizonte, o que trata do presente. Estratégia, no entanto, requer pensar sobre os horizontes 2 e 3. “Para criar o futuro, é preciso esquecer seletivamente o passado. A estratégia não é o que você precisa fazer em 2030, mas os projetos que você deve implantar em 2008 para chegar lá. A estratégia tem a ver com a competição para o futuro e não a competição no presente. Diz respeito a como se cria o futuro administrando o presente”, explicou, enfático, o professor. Distinguir os horizontes de ação é fundamental, porque o pensamento necessário para desempenhar no presente é diferente do pensamento para criar o futuro.

Para gerenciar o presente, lidamos com mudanças lineares, buscamos a excelência na operação atual. Esquecer seletivamente o passado, contudo, requer um pensamento não- linear, que é o desafio da liderança. O futuro se faz com mudanças não-lineares, pois são elas que provocam verdadeiras rupturas. “Foi o que aconteceu com a internet, que constitui uma mudança não-linear, que propiciou a criação de negócios totalmente novos. A tecnologia, porém, não é a única fonte de não-linearidade. Concorrentes não tradicionais, por exemplo, podem penetrar no seu setor e gerar uma ruptura no mercado.”


Fonte: Portal HSM On-line

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