Pular para o conteúdo principal

A Estratégia do Oceano azul

Desta vez foi Renné Maubourgne, uma das cabeças pensantes da estratégia do Oceano Azul, quem falou para os participantes do Fórum Mundial de Estratégia HSM sobre como pensou e definiu, em parceria com W. Chan Kim, um dos conceitos de maior sucesso dos últimos anos no mundo dos negócios.Best-seller pelo The Wall Street Journal, Business Week, The New York Times e muitas outras publicações Mundiais, sua obra alcançou o status de National Best-Seller e foi traduzida para 29 idiomas, quebrando o recorde histórico das demais publicações da Harvard Business School Publishing.

Para entender um pouco do que fala sua teoria, é preciso pensar nos negócios como sendo possíveis em dois oceanos: um azul e outro vermelho. Os oceanos vermelhos representam todos os setores existentes – o espaço de mercado conhecido. Aqui as empresas tentam superar as rivais para abocanhar uma fatia maior da demanda existente. A idéia da cor nasceu porque, com uma competição tão acirrada, cada um age como um “tubarão” e as águas se tornam sangrentas e reduzem-se as expectativas de lucros e crescimento. Já os oceanos azuis, em contraste, denotam todos os setores não existentes hoje – é o espaço de mercado desconhecido, intocado pela competição. Em vez de retalhar a demanda existente, a estratégia do oceano azul visa criar demanda e valer-se das amplas oportunidades de crescimento rápido e lucrativo.

Tudo o que é preciso para entrar no oceano azul é identificar uma possível demanda e criá-la, em vez de disputá-la com a concorrência. Mas Renné explicou que a situação para as economias dos países estão numa forte maré de oceanos vermelhos. Toda a crise nos Estados Unidos, a valorização do Euro e a competição dos mercados da Europa ocidental com os da oriental e uma busca dos chineses por algo mais a oferecer do que preço, são alguns exemplos.

“Para as empresas daqui do Brasil e de outros lugares do mundo, eu peço que se façam as seguintes perguntas: como vamos criar novas marcas globais? Elas terão baixo custo? Conseguirão competir com os preços de outros lugares? É isso que deve ser a ambição dos CEOs”, disse. “A verdade é que o Oceano Azul ocorre para aquele que olha a mesma coisa que seus concorrentes, mas enxerga diferente”.


Fonte: Portal HSM On-line

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

H2OH! - um produto desacreditado que virou sucesso

O executivo carioca Carlos Ricardo, diretor de marketing da divisão Elma Chips da Pepsico, a gigante americana do setor de alimentos e bebidas, é hoje visto como uma estrela em ascensão no mundo do marketing. Ele é o principal responsável pela criação e pelo lançamento de um produto que movimentou, de forma surpreendente, o mercado de bebidas em 11 países. A princípio, pouca gente fora da Pepsi e da Ambev, empresas responsáveis por sua produção, colocava fé na H2OH!, bebida que fica a meio caminho entre a água com sabor e o refrigerante diet. Mas em apenas um ano a H2OH! conquistou 25% do mercado brasileiro de bebidas sem açúcar, deixando para trás marcas tradicionais, como Coca-Cola Light e Guaraná Antarctica Diet. Além dos números de vendas, a H2OH! praticamente deu origem a uma nova categoria de produto, na qual tem concorrentes como a Aquarius Fresh, da Coca-Cola, e que já é maior do que segmentos consagrados, como os de leites com sabores, bebidas à base de soja, chás gelados e su...

Omni aposta no marketing de rede

Nas tardes de domingo, em diferentes cidades do Brasil, milhares de pessoas vestem suas melhores roupas e se arrumam para ir às reuniões promovidas pela Omni International, empresa paulista que vende lojas virtuais. Recentemente, um desses encontros ocorreu num auditório no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O local é imenso, com espaço para acomodar até 1 000 pessoas. Vitrais com cenas da vida de Jesus Cristo indicam que o prédio abriga um templo religioso. Mas, durante a reunião, o palco dos pregadores cede espaço a homens e mulheres que fazem parte da comunidade Omni -- gente que comprou e também vendeu os sites da empresa. Sorridentes e bem vestidos, eles contam suas histórias de sucesso e profetizam uma trajetória de enriquecimento para quem se empenhar. Um dos apresentadores anuncia que já comprou um automóvel Audi. O outro, um Porsche. "Vocês podem ser vencedores", diz um dos palestrantes. "Só precisam de uma oportunidade." As reuniões têm como ...

Construtora pega carona com o Gugu

Há cerca de um mês, o empresário carioca Augusto Martinez, dono do grupo imobiliário AGM, foi convidado para um jantar entre amigos num elegante apartamento da avenida Vieira Souto, em Ipanema, o endereço mais caro do Rio de Janeiro. A comida estava boa, a conversa agradável, mas durante toda a noite Martinez ficou intrigado com a estranha familiaridade com que era tratado por um dos garçons, que insistia em chamá-lo de Augusto. Vasculhou a memória tentando se lembrar de onde eles se conheciam. Nada. "O senhor não me conhece, não", disse o garçom quando perguntado. "Mas eu conheço bem o senhor. Não perco seus programas." Aos 49 anos de idade, freqüentador da elite de empresários cariocas e dono de quatro empresas que faturam 300 milhões de reais por ano, Martinez recentemente descobriu o que é ser uma pequena celebridade popular. Desde maio deste ano, ele ajuda a apresentar um quadro quinzenal no programa Domingo Legal, de Gugu Liberato, no SBT. Batizado de Construi...