Pular para o conteúdo principal

Marketing 1-a-1, uma estratégia fundamental da atualidade

Em um tempo remoto da história, verifica-se a origem da palavra marketing individualizado (1-a-1). Nesta época, banqueiros realizavam transações com seus clientes sentados nos bancos dos mercados, bancos estes, que originaram o termo das instituições bancárias. Durante estas transações, eles mantinham um relacionamento pessoal com seus clientes, os quais os chamavam pelo nome e tinham pleno conhecimento de sua situação e necessidade financeira.

Em detrimento do grande lucro gerado pelas transações na época, os banqueiros, para não perder seus clientes, se detinham em uma regra fundamental do marketing individualizado: reconhecer que as necessidades de cada cliente eram únicas e que representavam valores distintos para o relacionamento. Ao ser identificada, esta regra básica do marketing 1-a-1, tornou-se chave para se efetuar negócios com lucratividade, e assim, tornando o comércio, baseado no marketing individual.

Muitos séculos se passaram e as premissas do marketing 1-a-1 foram enfraquecidas com as revoluções industriais e com a fragilidade e instabilidade da economia internacional. Isto no sentido de que todas estas mudanças tornaram os processos mais automatizados, fazendo com que a essência do marketing de relacionamento fosse profundamente abalada.

Partindo do paradigma de que o futuro será caracterizado cada vez mais por relacionamentos individualizados, os negócios serão compostos por uma produção cada vez mais personalizada e o marketing individual composto por mídias cada vez mais específicas, verifica-se que o panorama dos negócios está sendo radicalmente transformado.

Os autores Peppers e Rogers (1994) ditaram a máxima de que no futuro “[...] em vez da concorrência comercial será a fatia de clientes – um cliente de cada vez”. Esta máxima projeta que as economias de escala, extremamente importantes nas atuais linhas de produção da conjuntura atual jamais voltarão a ter importância que têm atualmente.

Desta forma, os produtos cada dia estão se tornando mais adaptados às necessidades e aos desejos dos clientes, tornando a sua individualização, cada vez mais presente no dia a dia de seus consumidores.

Neste panorama, os negócios terão como foco cada vez menos os lucros imediatos, provenientes de quantidades de vendas no curto e médio prazo e terão como principal objetivo vislumbrar os lucros a longo prazo, através da retenção duradoura dos clientes, começando a desenvolver relacionamentos vitalícios com os mesmos.

Através da premissa de que um processo de marketing 1-a-1 não possui o seu foco direcionado a vender alguns produtos a muitos clientes, mas sim, vender diversos produtos para um mesmo cliente, evidencia-se que o processo de marketing individualizado é baseado no estabelecimento de relacionamentos individuais com os clientes e assim, gerar longos relacionamentos entre empresa-cliente através de inúmeras transações comerciais desenvolvidas ao longo do tempo.

Ao passo que o relacionamento é a base do marketing 1-a-1, o profissional de marketing individualizado deve medir a eficácia de seu processo de marketing não mais através do resultado das suas vendas no mercado como um todo, mas sim, pela projeção de elevação ou diminuição da perspectiva de valor futuro que um determinado cliente atribui à empresa.

Desta forma, a empresa pode desenvolver e aplicar técnicas de valor vitalício de clientes, segmentar os seus clientes mais lucrativos e desenvolver estratégias diferenciadas com cada cliente, obtendo assim uma maior lucratividade no final do período.

Assim, os profissionais de marketing poderão estabelecer em quantidades monetárias, o retorno no investimento da sua carteira de clientes a fim de estimar as taxas retorno de suas atividades mercadológicas e o sucesso de suas estratégias e táticas de negócio.


Fonte: Por Felipe Silveira Ramos, in www.virid.com.br/artigos

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

H2OH! - um produto desacreditado que virou sucesso

O executivo carioca Carlos Ricardo, diretor de marketing da divisão Elma Chips da Pepsico, a gigante americana do setor de alimentos e bebidas, é hoje visto como uma estrela em ascensão no mundo do marketing. Ele é o principal responsável pela criação e pelo lançamento de um produto que movimentou, de forma surpreendente, o mercado de bebidas em 11 países. A princípio, pouca gente fora da Pepsi e da Ambev, empresas responsáveis por sua produção, colocava fé na H2OH!, bebida que fica a meio caminho entre a água com sabor e o refrigerante diet. Mas em apenas um ano a H2OH! conquistou 25% do mercado brasileiro de bebidas sem açúcar, deixando para trás marcas tradicionais, como Coca-Cola Light e Guaraná Antarctica Diet. Além dos números de vendas, a H2OH! praticamente deu origem a uma nova categoria de produto, na qual tem concorrentes como a Aquarius Fresh, da Coca-Cola, e que já é maior do que segmentos consagrados, como os de leites com sabores, bebidas à base de soja, chás gelados e su...

Omni aposta no marketing de rede

Nas tardes de domingo, em diferentes cidades do Brasil, milhares de pessoas vestem suas melhores roupas e se arrumam para ir às reuniões promovidas pela Omni International, empresa paulista que vende lojas virtuais. Recentemente, um desses encontros ocorreu num auditório no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O local é imenso, com espaço para acomodar até 1 000 pessoas. Vitrais com cenas da vida de Jesus Cristo indicam que o prédio abriga um templo religioso. Mas, durante a reunião, o palco dos pregadores cede espaço a homens e mulheres que fazem parte da comunidade Omni -- gente que comprou e também vendeu os sites da empresa. Sorridentes e bem vestidos, eles contam suas histórias de sucesso e profetizam uma trajetória de enriquecimento para quem se empenhar. Um dos apresentadores anuncia que já comprou um automóvel Audi. O outro, um Porsche. "Vocês podem ser vencedores", diz um dos palestrantes. "Só precisam de uma oportunidade." As reuniões têm como ...

Construtora pega carona com o Gugu

Há cerca de um mês, o empresário carioca Augusto Martinez, dono do grupo imobiliário AGM, foi convidado para um jantar entre amigos num elegante apartamento da avenida Vieira Souto, em Ipanema, o endereço mais caro do Rio de Janeiro. A comida estava boa, a conversa agradável, mas durante toda a noite Martinez ficou intrigado com a estranha familiaridade com que era tratado por um dos garçons, que insistia em chamá-lo de Augusto. Vasculhou a memória tentando se lembrar de onde eles se conheciam. Nada. "O senhor não me conhece, não", disse o garçom quando perguntado. "Mas eu conheço bem o senhor. Não perco seus programas." Aos 49 anos de idade, freqüentador da elite de empresários cariocas e dono de quatro empresas que faturam 300 milhões de reais por ano, Martinez recentemente descobriu o que é ser uma pequena celebridade popular. Desde maio deste ano, ele ajuda a apresentar um quadro quinzenal no programa Domingo Legal, de Gugu Liberato, no SBT. Batizado de Construi...