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Salário é o que mais conta na hora de mudar

O estudo anual realizado pela empresa de consultoria e seleção Cátenon sobre a satisfação no trabalho e qualidade de vida 2007, revela que, embora o salário seja apenas o quarto motivo para os espanhóis permanecerem em seu emprego, o fator mais valorizado pelos trabalhadores em um processo de mudança de trabalho é, precisamente, um aumento da remuneração. Em seguida vêm as possibilidades de promoção, desenvolvimento profissional, responsabilidade e autonomia do posto e flexibilidade de horário.

Por que o dinheiro nos interessa tanto para motivar uma mudança, se é apenas o quarto fator que nos prende? Segundo Cristina Villanova, diretora de marketing da Cátenon, o motivo é simples: "Quando permanecemos durante um tempo em um emprego e o ambiente é bom, este se torna um importante motivo de permanência, pois desconhecemos como serão os colegas em outros empregos. Por isso, para nos convencer a mudar, o melhor argumento é uma retribuição econômica mais elevada, levando em conta que, segundo o estudo, 54% dos espanhóis não concordam com o salário."

Este informe traz um dado revelador a respeito de trabalhar no exterior: 68% dos entrevistados viveriam fora da Espanha se tivessem uma oportunidade profissional interessante. Entretanto, a imensa maioria deles exigiria para isso um importante aumento de salário e voltaria em menos de três anos. Quanto à vida pessoal, três em cada quatro espanhóis acreditam que para conseguir uma carreira profissional brilhante é preciso renunciar em grande parte a ela.

Além disso, 73% estariam dispostos a renunciar a parte de seu salário para ter uma melhor qualidade de vida. Para consegui-la e organizar-se melhor com sua vida particular, eles gostariam de ter mais flexibilidade, tanto em termos de horário, quanto da livre distribuição das horas de trabalho ao longo do ano ou de teletrabalho. Por sua vez, os que têm filhos agradeceriam se houvesse a facilidade de creches contratadas ou se estas fossem oferecidas no próprio escritório, e de licenças-maternidade e/ou paternidade mais longas.


Fonte: Expansión, in Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 9

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