Pular para o conteúdo principal

Walter Longo defende a inovação como estratégia

Inovação, ousadia e coragem são as palavras de ordem para a sobrevivência em um mundo em constante mutação. Este foi o tom da palestra de Walter Longo (veja vídeo abaixo), mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm, durante o III Fórum de Marketing de Curitiba.

“Desde que nascemos, vamos acumulando certezas, paradigmas que pensamos serem inquebráveis”, disse. “Antes de Darwin, pensava-se que o mundo fosse imutável.” Para Walter Longo, a capacidade de visão e adaptação é o que diferencia os vitoriosos dos derrotados. Nesse quesito, na opinião do executivo, o brasileiro é imbatível.

“Somos o povo com a maior capacidade de adaptação do mundo”, garante. Falta apenas ter a visão que antecede a realização. “Países grandes foram os que pensaram grande”, lembra, citando exemplos como as antigas civilizações da Grécia e de Roma. Diante de tantas transformações na tecnologia, na moda e no design, Longo é categórico: “Estamos vivendo uma revolução comparável à revolução industrial. Precisamos correr para não sair do lugar”.Hoje, os limites entre publicidade e conteúdo já não são tão claros. Uma campanha das impressoras HP veiculada na Editora Abril adequou sua mensagem à linha editorial de cada revista, mimetizando as reportagens: um texto técnico-didático na Superinteressante, dicas de escritório na Você S.A. e uma abordagem sobre home office na Casa Cláudia.

Novos comportamentos revelam um esgotamento da mídia tradicional. A TV a cabo multiplicou o tradicional hábito do zapping, inimigo número um dos intervalos comerciais. Pesquisas revelam ainda que outras atividades tiram a atenção do telespectador durante as mensagens publicitárias.

Nesse cenário, os publicitários precisam usar a criatividade para descobrir novas mídias que possam atingir o telespectador: outdoors em viadutos, afrescos em metrôs, bares infláveis, adesivos nas faixas de estacionamento… A rede de televisão americana CBS resolveu imprimir sua programação na casca de ovos frescos vendidos no varejo.

Walter Longo observa que até os logotivos das empresas deixaram de ser imutáveis. Empresas como Google (a marca mais valiosa do mundo) e a emissora de televisão a cabo Nickelodeon brincam com suas marcas, adaptando-as a diferentes situações.

Otimismo é outro fator determinante para o sucesso nos novos tempos. “Sam Walton, dono do Wal Mart, disse: ‘Reuni minha equipe para discutir a recessão e decidimos que não vamos participar da crise’”, citou Longo. Para ele, o sucesso profissional depende do sucesso pessoal. “Felicidade é o lucro da vida”, definiu.

Veja entrevista com Walter Longo durante o evento.


Fonte: Blog do III Fórum de Marketing de Curitiba

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

H2OH! - um produto desacreditado que virou sucesso

O executivo carioca Carlos Ricardo, diretor de marketing da divisão Elma Chips da Pepsico, a gigante americana do setor de alimentos e bebidas, é hoje visto como uma estrela em ascensão no mundo do marketing. Ele é o principal responsável pela criação e pelo lançamento de um produto que movimentou, de forma surpreendente, o mercado de bebidas em 11 países. A princípio, pouca gente fora da Pepsi e da Ambev, empresas responsáveis por sua produção, colocava fé na H2OH!, bebida que fica a meio caminho entre a água com sabor e o refrigerante diet. Mas em apenas um ano a H2OH! conquistou 25% do mercado brasileiro de bebidas sem açúcar, deixando para trás marcas tradicionais, como Coca-Cola Light e Guaraná Antarctica Diet. Além dos números de vendas, a H2OH! praticamente deu origem a uma nova categoria de produto, na qual tem concorrentes como a Aquarius Fresh, da Coca-Cola, e que já é maior do que segmentos consagrados, como os de leites com sabores, bebidas à base de soja, chás gelados e su...

Funcionários da Domino´s Pizza postam vídeo no You Tube e são processados

Dois funcionários irresponsáveis imaginam um vídeo “muito engraçado” usando alimentos e toda sorte de escatologia. O cenário é uma cozinha da pizzaria Domino´s. Pronto, está feito o vídeo que mais chamou a atenção da mídia americana na semana passada. Nele, os dois funcionários se divertem enquanto um espirra na comida, entre outras amostras de higiene pessoal. Tudo isso foi postado no you tube no que eles consideraram “uma grande brincadeira”. O vídeo em questão, agora removido do site, foi visto por mais de 930 mil pessoas em apenas dois dias. (o vídeo já foi removido, mas pode ser conferido em trechos nesta reportagem: http://www.youtube.com/watch?v=eYmFQjszaec ) Mas para os consumidores da rede, é uma grande(síssima) falta de respeito. Restou ao presidente a tarefa de “limpar” a bagunça (e a barra da empresa). Há poucos dias, Patrick Doyle, CEO nos EUA, veio a público e respondeu na mesma moeda. No vídeo de dois minutos no You Tube, Doyle ( http://www.youtube.com/watch?v=7l6AJ49xNS...

Doze passos para deixar de ser o “bode expiatório” na sua empresa

Você já viu alguma vez um colega de trabalho ser culpado, exposto ou demitido por erros que não foi ele que cometeu, e sim seu chefe ou outro colega? Quais foram os efeitos neste indivíduo e nos seus colegas? Como isso foi absorvido por eles? No meu trabalho como coach, tenho encontrado mais e mais casos de “bodes expiatórios corporativos”, que a Scapegoat Society, uma ONG britânica cujo objetivo é aumentar a consciência sobre esta questão no ambiente de trabalho, define como uma rotina social hostil ou calúnia psicológica, através da qual as pessoas passam a culpa ou responsabilidade adiante, para um alvo ou grupo. Os efeitos são extremamente danosos, com conseqüências de longo-prazo para a vítima. Recentemente, dei orientação executiva a um gerente sênior que nunca mais se recuperou por ter sido um dia bode expiatório. John, 39 anos, trabalhou para uma empresa quando tinha algo em torno de 20 anos de idade e tudo ia bem até que ele foi usado como bode expiatório por um novo chefe. De...