Presidente da Samsung renuncia após escândalo de corrupção

O presidente do grupo sul-coreano Samsung, Lee Kun-hee, anunciou nesta terça-feira que vai deixar o cargo.

A renúncia foi anunciada por Lee em uma coletiva de imprensa transmitida ao vivo pela TV, menos de uma semana depois de ter sido indiciado pela justiça da Coréia do Sul por evasão fiscal e abuso de confiança.

O indiciamento de Lee e de outros executivos da Samsung foi anunciado na última quinta-feira, depois de três meses de investigações sobre corrupção no grupo, que é o maior conglomerado da Coréia do Sul.

As investigações foram iniciadas depois que o ex-advogado chefe da Samsung revelou que a corporação mantinha um fundo com cerca de US$ 200 milhões para subornar funcionários do governo, promotores e juízes. No entanto, a Justiça inocentou a empresa dessas alegações.

A empresa foi acusada de esconder mais de US$ 4 bilhões (cerca de R$ 6,6 bilhões) em bens e de criar um esquema para transferir o controle do grupo ao filho de Lee por meio de práticas contábeis ilícitas.

Apesar de ter sido formalmente indiciado, Lee não foi preso e vai responder ao julgamento em liberdade.

A promotoria afirmou que não iria prender Lee porque sua detenção poderia "causar um enorme transtorno nos negócios da Samsung e ter repercussão negativa para o país em um momento crucial para sua economia".

Durante seu interrogatório, o executivo havia negado as acusações, mas assumido a responsabilidade pelos problemas da empresa.

Aos 66 anos, Lee é um dos homens mais ricos da Coréia do Sul. Filho do fundador da Samsung, ele assumiu a chefia dos negócios em 1987 e, a partir de então, a empresa se tornou líder mundial na produção de chips de memória.

Conhecida pela sua produção de equipamentos eletrônicos, a Samsung também é uma das maiores empresas do mundo na construção de navios.

Em um comunicado divulgado na semana passada, após o anúncio dos indiciamentos, a empresa pediu desculpas pelos danos que o caso causou a sua reputação e prometeu reformular as suas práticas no futuro.

"A Samsung considera esta investigação um novo ponto de partida e está preparando planos de reformas com base nos conselhos de vários setores de nossa sociedade", disse a empresa.


Fonte: g1.globo.com
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