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Com auto-estima baixa, mulher rejeitará produtos

A mulher pode “estar com tudo em cima”, mas nove em cada 10 mulheres querem melhorar alguma coisa no corpo, já havia apontado uma pesquisa realizada pela Unilever em 2004. O estudo mostra ainda que a mulher brasileira é a que está mais preocupada com a sua aparência e a que está mais propensa a fazer sacrifícios para se aproximar de um padrão de beleza.

Com isso, proliferam-se os produtos destinados a satisfazer os desejos destas mulheres. O grande problema, aponta a psicóloga Rachel Moreno, é que nem sempre a comunicação destes produtos é feita da melhor forma. Promete-se mais do que se entrega e vende-se mais do que se pode realizar.

“Há propaganda dizendo para jovens de 25 anos usarem creme para chegar aos 50 anos sem rugas. Duvido que isso seja verdade, mas são 25 anos de consumo deste produto”, afirma Rachel Moreno, autora do livro recém lançado "A beleza impossível – Mídia, mulher e consumo" (Editora Ágora).

Tentações diversas
E não é só creme que a mulher compra. As mulheres são responsáveis por até 80% das compras de uma família. Ela escolhe a fralda da criança, a cueca do marido e a comida do jantar de todos. “Antes a publicidade vendia as características dos produtos. Hoje vende imagens de sucesso, de beleza, felicidade e estilo de vida. Se você quer ser uma dona de casa feliz, você compra uma determinada margarina”, aponta Rachel.

Segundo a pesquisadora sobre o universo feminino, hoje a mulher tem que ser boa esposa, boa mãe, boa profissional e ainda ser bonita de acordo com um modelo que está sendo imposto. “Por isso caem na tentação de consumir os produtos que vendem esses estereótipos”, diz. Por outro lado, elas estão com sua autoestima afetada. “Houve um rebaixamento da auto-estima da mulher brasileira porque a grande maioria não consegue alcançar o padrão de beleza imposto pelos comerciais de produtos destinados a mulher”, completa.

O resultado deste problema é simples: mais cedo ou mais tarde estas mulheres optarão por outros tipos de produtos. “Produtos que entreguem melhor o que prometem terão mais espaço. Produtos posicionados de acordo com a realidade da mulher, com algo plausível de ser atendido, vão ganhar espaço”, aponta Rachel.


Fonte: Por Bruno Mello, in www.mundodomarketing.com.br

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