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Investidor afirma que foco deve ser redes sociais

As companhias tradicionais de mídia devem focar agressivamente nas redes sociais para ganhar audiência e maior influência. "As novas audiências não estão nos jornais, TV ou rádio. Elas estão online e no celular e em companhias de mídia sociais" afiram Saul Klein, sócio da Index Ventures, uma empresa de investimentos focada no mercado europeu. "E essas pessoas não acessam as redes somente de vez em quando, mas diariamente e dedicando uma boa parte do seu tempo a isso, deixando de ver TV, ouvir rádio e ler jornais e revistas", completa.

Recentemente, algumas grandes transações nesse sentido foram feitas por empresas norte-americanas. Uma das redes sociais mais populares do Reino Unido, a Bebo, foi adquirida pela divisão de internet da Time Warner AOL por US$ 850 milhões. Outro exemplo é a compra do Skype, que tem origem na Estônia, pela eBay e o acordo de compra da rede social especializada em música Last.fm pela CBS.

Na Europa, onde os acordos são menos freqüentes e menos agressivos, a britânica ITV comprou o site Friends Reunited Web e o Vodafone Group adquiriu a rede dinamarquesa ZYB.Quando um grande grupo assume uma rede social, ocorre a união perfeita entre uma grande audiência e uma força de vendas ampla e experiente. Klein lembra que, num fenômeno que se tornou mais forte nos últimos quatro anos, muitas redes sociais hoje consagradas surgiram do nada, mas ressalta: "Sem uma força de vendas você não consegue gerar receitas mais significantes e explicar aos anunciantes as oportunidades de negócios".

Um exemplo disso foi a compra da rede Bebo, que diz ter aproximadamente 40 milhões de usuários ao redor do mundo. "Eles estavam apenas começando a demonstrar capacidade de geral dinheiro e a AOL tinha uma equipe acostumada a vender publicidade online há quase 15 anos.", completa Klein. Como comparação, o MySpace teve 88 milhões de usuários-únicos em março, de acordo com dados da comScore.


Fonte: Meio & Mensagem, com informações da Reuters

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