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TIM vai ao ataque e muda o marketing

O presidente da TIM no Brasil, Luca Luciani, embala as palavras com o tom grandiloquente próprio aos momentos decisivos. "Hoje é um dia de mudanças". Ao seu lado direito, Rogério Takayanagi, diretor de marketing da companhia, corroborava com a cabeça, enquanto na outra ponta da mesa Alexandre Gama, sócio da agência NeogamaBBH, que faz seu primeiro trabalho para a operadora de telefonia, sorria de orelha a orelha.

Recentemente no comando da empresa no Brasil, o italiano Luciani referia-se à apresentação novo posicionamento de marketing da TIM, estratégia que conta com novo slogan - "Você, sem fronteiras", em vez de Viver sem fronteiras". O conceito representa um novo enfoque na comunicação, vista pela companhia como peça fundamental para acelerar o crescimento no País e retomar a segunda posição em número de usuários, perdida para a Claro em 2008 - a líder é a Vivo.

É esse o contexto que explica a pompa com que a TIM divulga suas estratégias para 2009. "O ano de 2008 foi o do sacrifício, o desafio da rentabilidade. Este agora será o ano do crescimento. Nesse sentido, a estratégia de marca será reforçada", disse Luciani. O investimento na campanha não foi revelado. "Mas será a maior campanha publicitária desde o lançamento da operadora", afirma Takayanagi.

A estratégia foi criada pela NeogamaBBH, escolhida há poucas semanas, ao lado da McCann Erickson, como agência da TIM.

Em suas novas investidas, a TIM quer fugir da guerra de preços e de uma comunicação que valoriza os aspectos tecnológicos. Por isso a ofensiva de mídia opta pela humanização, com o foco nos benefícios que o serviço da companhia proporciona às pessoas. "Trabalhamos a ideia de ‘mente sem fronteiras’, que está em sintonia com a atual estratégia de negócios da companhia", afirma Alexandre Gama. "Afinal, no mundo atual, é preciso ter uma mente aberta. É isso o que a TIM quer comunicar", reforça.

O principal foco da ações de marketing são os consumidores de alto padrão, segmento cobiçado por representar a chance de elevar a rentabilidade.

A verba de investimento geral para o País em 2009 é de R$ 2,3 bilhões, dos quais 60% destinados à infraestrutura. Os custos trimestrais de operadora com sua rede somam R$ 1 bilhão.


Fonte: Por Clayton Melo, in Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 8
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