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iPhone impulsiona receita publicitária no celular

Para operadoras e agências publicitárias, a chegada do iPhone ao Brasil impulsionará um mercado que começa a dar seus primeiros passos no País, mas que deve ganhar relevância na receita das teles nos próximos anos: a publicidade no celular.

Em jogo está um mercado mundial, o de publicidade móvel, que movimentará US$ 1 bilhão este ano, mas com potencial de chegar a US$ 11 bilhões em 2011, segundo estimativas da empresa de pesquisas Informa Telecom.

O iPhone 3G, lançado no País em 26 de setembro pelas operadoras Vivo e Claro, tem como uma das características o acesso rápido à internet e uma tela sensível ao toque, que os especialistas consideram muito mais amigável para a navegação que os demais aparelhos celulares “inteligentes”.

Marcelo Castelo, sócio da agência de comunicação interativa F.biz, cita como um sinal desse movimento a demanda recebida dos clientes para que a empresa crie campanhas no formato da tela do celular da Apple. Ele diz que as duas operadoras responsáveis pela venda do iPhone no País já desenvolveram portais no formato do aparelho, o que motivou também empresas de conteúdo a fazerem o mesmo.

O portal iPhone da Claro, por exemplo, já tem anúncios do Banco do Brasil, Volkswagen e Lufthansa. A empresa Climatempo, que distribui informes sobre meteorologia, também desenvolveu uma versão iPhone de seu site para o qual comercializa banners. O movimento foi seguido pelos portais Globo.com e da Editora Abril, ESPN e Folha de São Paulo, citou o executivo. “O iPhone está vendendo muito, e o browser do aparelho é muito melhor e mais amigável que de outros smartphones”, afirmou Castelo.

As operadoras não divulgam dados sobre a venda do modelo da Apple, mas a Claro, no lançamento do iPhone, chegou a prever falta de produto diante da forte demanda já previamente registrada no site da companhia.

Uma dimensão da audiência dos conteúdos trafegados no celular pode ser percebida pelo índices de acesso aos próprios portais da Claro e da Vivo antes mesmo do lançamento do iPhone. Segundo Castelo, o portal da Vivo para o celular tem uma média de 4 milhões de visitantes por mês, número que é de, em média, 3 milhões mensais na Claro.
“As empresas querem comprar banners nesses portais para terem acesso a esse público”, explicou o executivo. ”Isso virou uma nova forma de receita para as operadoras sem nenhum custo para elas ou para o assinante”, declarou.

iPhone supera web
O diretor de Produtos e Serviços da Vivo, Alexandre Fernandes, diz que “não há dúvida” de que o iPhone vai acelerar o chamado mobile marketing no Brasil. Ele arrisca, inclusive, uma previsão. A internet hoje tem algo como 50 milhões de usuários no Brasil e recebe pouco mais de 3% do bolo de investimento publicitário no Brasil.

Como o número de usuários de celular é três vezes maior que o de internautas, “em três ou quatro anos o volume de negócios de mobile marketing vai superar o da internet”, acredita o executivo.

Fernandes aponta três fatores que vão fazer da publicidade móvel “um grande sucesso”: a interatividade, a possibilidade de localização do usuário e a segmentação. “Todos esses fatores se aplicam ao iPhone”, acrescentou.

Disposta a se preparar para o momento de amadurecimento da publicidade no celular, a Claro organizou um inventário com suas iniciativas e credenciou sete distribuidores para que comecem “a vender a mídia celular”, como explicou Fiamma Zarife, diretora de Serviços de Valor Adicionado da operadora.

Ela explicou que o inventário reúne todo tipo de ação possível nessa mídia, como a distribuição de conteúdos patrocinados, o envio de mensagens de texto com anúncios e a colocação de banners no portal.

“O fato de termos criado espaço para banners no portal do iPhone tem sido muito bem recebido e deve alavancar esse novo negócio”, afirmou a executiva. Para ela, ainda que já atraia anunciantes “de peso”, a venda de publicidade no celular “não terá representatividade em termos de receita este ano”, mas a Claro acredita no potencial desse mercado, disse ela.

Segundo Fiamma, “não há como (esse mercado) não acontecer”. Neste momento, o Brasil ainda está na fase de aculturação, opina a executiva, mas o crescimento da publicidade móvel é, para ela, só uma questão de tempo.


Fonte: Gazeta Mercantil
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