Um quarto dos executivos priorizam em seu dia-a-dia ações voltadas ao planejamento e à definição de prazos e metas. Conforme pesquisa feita nos Estados Unidos pela Margerison & McCann e divulgada no Brasil pela Instrumentos de Desenvolvimento Humano (IDH), 26% dos profissionais têm como característica dominante o perfil "organizador". Outros 24% apresentam como estilo preponderante o perfil "produtor", mais focado no alcance de resultados.
A pesquisa incluiu uma avaliação com 60 questões, com o objetivo de interpretar as atitudes dos indivíduos em relação ao trabalho. As respostas delinearam as preferências e o pontos fortes e fracos dos executivos. "A predominância do perfil organizador é resultado da demanda do mundo corporativo, cada vez mais ágil e competitivo", diz a diretora da IDH, Patrícia Próspero. "Profissionais com perfil produtor também são bastante almejados pelas empresas, por desempenharem suas funções com bastante proatividade", afirma.
O levantamento incluiu mais de 150 mil profissionais. Entre os pesquisados estão economistas, analistas financeiros, banqueiros, engenheiros, gerentes de TI, advogados, químicos, psicólogos e geólogos.
Para se chegar ao perfil dos profissionais, foram avaliadas oito características básicas de tipos de trabalho: promoção (como se vende uma idéia), desenvolvimento (maneira pela qual as idéias são estruturadas), organização (forma como as ações são planejadas), produção (esforços na busca por resultados), inspeção (verificação para evitar erros), manutenção (estabelecimento de padrões para sustentar a eficiência), consultoria (relacionada à obtenção e ao fornecimento de informações) e inovação (desafio ao modo tradicional de fazer as coisas).
O levantamento apontou grandes disparidades entre os perfis predominantes por categoria. Apenas 11% dos químicos pesquisados, por exemplo, apresentaram características de inovação, enquanto entre os psicólogos o percentual chegou a 27%. No item promoção, apenas 10% dos químicos mostraram tal característica. Entre os psicólogos, o índice foi de 20%. "Todos os profissionais têm, em maior ou menor grau, cada uma das habilidades e aptidões", diz Patrícia.
Na comparação entre os banqueiros e os economistas, os perfis predominantes são o organizador e o desenvolvedor. Entretanto, entre os banqueiros os organizadores aparecem de forma mais marcante (37%) do que entre os economistas (24%). "O banqueiro tem uma responsabilidade muito maior sobre o negócio dele, que precisa ser extremamente planejado", comenta. "Não que os outros não precisem, só que a responsabilidade do banqueiro sobre o negócio é muito maior que a do economista, que pode ter demandas diversificadas."
Segundo ela, o ideal é que, em uma equipe, todos os envolvidos tenham individualmente conhecimento do que é possível e do que é necessário em cada função. "Um profissional de marketing deve ter foco em promoção, mas também tem de entender de gestão, de inovação, de organização etc."
Para o bem da equipe, é interessante que haja profissionais com maior afinidade em relação a cada uma das características. Mas, para que esta diversidade de estilos seja efetivamente positiva, os executivos devem aprender a conviver com a variedade de pensamentos. "Se os profissionais não entendem o valor das diferenças, com certeza haverá muitos conflitos", conclui.
Fonte: Por Marcelo Monteiro, in Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5
A pesquisa incluiu uma avaliação com 60 questões, com o objetivo de interpretar as atitudes dos indivíduos em relação ao trabalho. As respostas delinearam as preferências e o pontos fortes e fracos dos executivos. "A predominância do perfil organizador é resultado da demanda do mundo corporativo, cada vez mais ágil e competitivo", diz a diretora da IDH, Patrícia Próspero. "Profissionais com perfil produtor também são bastante almejados pelas empresas, por desempenharem suas funções com bastante proatividade", afirma.
O levantamento incluiu mais de 150 mil profissionais. Entre os pesquisados estão economistas, analistas financeiros, banqueiros, engenheiros, gerentes de TI, advogados, químicos, psicólogos e geólogos.
Para se chegar ao perfil dos profissionais, foram avaliadas oito características básicas de tipos de trabalho: promoção (como se vende uma idéia), desenvolvimento (maneira pela qual as idéias são estruturadas), organização (forma como as ações são planejadas), produção (esforços na busca por resultados), inspeção (verificação para evitar erros), manutenção (estabelecimento de padrões para sustentar a eficiência), consultoria (relacionada à obtenção e ao fornecimento de informações) e inovação (desafio ao modo tradicional de fazer as coisas).
O levantamento apontou grandes disparidades entre os perfis predominantes por categoria. Apenas 11% dos químicos pesquisados, por exemplo, apresentaram características de inovação, enquanto entre os psicólogos o percentual chegou a 27%. No item promoção, apenas 10% dos químicos mostraram tal característica. Entre os psicólogos, o índice foi de 20%. "Todos os profissionais têm, em maior ou menor grau, cada uma das habilidades e aptidões", diz Patrícia.
Na comparação entre os banqueiros e os economistas, os perfis predominantes são o organizador e o desenvolvedor. Entretanto, entre os banqueiros os organizadores aparecem de forma mais marcante (37%) do que entre os economistas (24%). "O banqueiro tem uma responsabilidade muito maior sobre o negócio dele, que precisa ser extremamente planejado", comenta. "Não que os outros não precisem, só que a responsabilidade do banqueiro sobre o negócio é muito maior que a do economista, que pode ter demandas diversificadas."
Segundo ela, o ideal é que, em uma equipe, todos os envolvidos tenham individualmente conhecimento do que é possível e do que é necessário em cada função. "Um profissional de marketing deve ter foco em promoção, mas também tem de entender de gestão, de inovação, de organização etc."
Para o bem da equipe, é interessante que haja profissionais com maior afinidade em relação a cada uma das características. Mas, para que esta diversidade de estilos seja efetivamente positiva, os executivos devem aprender a conviver com a variedade de pensamentos. "Se os profissionais não entendem o valor das diferenças, com certeza haverá muitos conflitos", conclui.
Fonte: Por Marcelo Monteiro, in Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5
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Thiago Azevedo
thiago2002santos@hotmail.com