Por incrível que pareça, ainda tem gente que acha que o visionário é uma criatura um tanto exótica, que pode causar problemas à empresa por sua maneira pouco ortodoxa de pensar e que, por isso, é melhor manter à distância funcionários com esse perfil. Pois bem, essas pessoas perderam o trem da história - e nem se deram conta disso. O visionário é aquele que possui a rara habilidade de aliar a visão à competência. Ele não enxerga apenas o presente: vislumbra também o futuro. É capaz de prever tendências e de antecipar mudanças, em vez de ser simplesmente atropelado por elas.
Um profissional assim é extremamente valioso para qualquer negócio. Tanto que as empresas à frente de seu tempo já têm até um nome para ele: CVO - ou chief visionary officer. Existem divergências quanto a quem seria o criador do título. Para alguns, foi Adam Jacknow, da Husky Express. Para outros, foi Tim Roberts, do Broadband Investment Group. De qualquer forma, o importante é saber que esse cargo - às vezes, uma posição superior à do CEO, e outras, acumulado juntamente com a posição de CEO - ressalta a importância do visionário na formulação de políticas e estratégias capazes de indicar caminhos e manter a empresa sempre no topo.
O CVO combina um profundo conhecimento da empresa e do mercado com uma visão estratégica que vai muito além das decisões do dia-a-dia. Ou seja, ele sabe em que direção os ventos irão soprar antes mesmo de começarem a soprar. Entre os profissionais que ostentam esse título estão Steve Jobs, da Apple Computer, Tom Groth, da Sun Microsystems, e Judy Estrin, da Cisco. E também Bill Gates, que deixou a posição de CEO para tornar-se o CVO da Microsoft.
É claro que executivos visionários sempre existiram. Talvez um dos que melhor ilustram essa qualidade seja Jack Welch, o lendário executivo da General Electric. Quando Welch assumiu o comando da GE, a companhia era tida como modelo de solidez e lucratividade. Só que Welch pensava diferente. Ele se preocupava com o fato de que, nos Estados Unidos, a manufatura era uma atividade cada vez menos lucrativa. Também o preocupava a baixa performance no que dizia respeito às exportações.
Quando Welch disse que se a GE continuasse nesse rumo estaria fadada ao colapso, muitos acharam que ele havia enlouquecido. No entanto, sua visão mostrou-se verdadeira. Graças às mudanças de rumo e à profunda reestruturação por ele capitaneadas, a GE sobreviveu, enquanto outras empresas, que não tiveram a mesma iniciativa, foram engolidas pela crise que Welch havia previsto.
Quer colocar sua empresa no século XXI? Trate de incentivar os funcionários que demonstram iniciativa e ousadia, que buscam soluções originais e inovadoras e que parecem estar sempre um passo à frente dos demais. Eles são o capital mais precioso de sua empresa. E poderão ser, também, os novos CVOs do futuro.
Fonte: Por Ricardo Bellino, in Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5
Um profissional assim é extremamente valioso para qualquer negócio. Tanto que as empresas à frente de seu tempo já têm até um nome para ele: CVO - ou chief visionary officer. Existem divergências quanto a quem seria o criador do título. Para alguns, foi Adam Jacknow, da Husky Express. Para outros, foi Tim Roberts, do Broadband Investment Group. De qualquer forma, o importante é saber que esse cargo - às vezes, uma posição superior à do CEO, e outras, acumulado juntamente com a posição de CEO - ressalta a importância do visionário na formulação de políticas e estratégias capazes de indicar caminhos e manter a empresa sempre no topo.
O CVO combina um profundo conhecimento da empresa e do mercado com uma visão estratégica que vai muito além das decisões do dia-a-dia. Ou seja, ele sabe em que direção os ventos irão soprar antes mesmo de começarem a soprar. Entre os profissionais que ostentam esse título estão Steve Jobs, da Apple Computer, Tom Groth, da Sun Microsystems, e Judy Estrin, da Cisco. E também Bill Gates, que deixou a posição de CEO para tornar-se o CVO da Microsoft.
É claro que executivos visionários sempre existiram. Talvez um dos que melhor ilustram essa qualidade seja Jack Welch, o lendário executivo da General Electric. Quando Welch assumiu o comando da GE, a companhia era tida como modelo de solidez e lucratividade. Só que Welch pensava diferente. Ele se preocupava com o fato de que, nos Estados Unidos, a manufatura era uma atividade cada vez menos lucrativa. Também o preocupava a baixa performance no que dizia respeito às exportações.
Quando Welch disse que se a GE continuasse nesse rumo estaria fadada ao colapso, muitos acharam que ele havia enlouquecido. No entanto, sua visão mostrou-se verdadeira. Graças às mudanças de rumo e à profunda reestruturação por ele capitaneadas, a GE sobreviveu, enquanto outras empresas, que não tiveram a mesma iniciativa, foram engolidas pela crise que Welch havia previsto.
Quer colocar sua empresa no século XXI? Trate de incentivar os funcionários que demonstram iniciativa e ousadia, que buscam soluções originais e inovadoras e que parecem estar sempre um passo à frente dos demais. Eles são o capital mais precioso de sua empresa. E poderão ser, também, os novos CVOs do futuro.
Fonte: Por Ricardo Bellino, in Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5
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