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Grupo possibilita troca de experiências e conhecimentos

A urgente necessidade de ações e iniciativas em favor das causas sociais e ambientais está modificando os organogramas empresariais. Da mesma forma, também está alterando a maneira como as companhias interagem e trocam experiências acerca dessas iniciativas.

Fundado há cinco anos, o Grupo de Líderes Empresarias (Lide) é um dos frutos dessa nova ordem corporativa. A entidade, criada pelo empresário João Doria Júnior, da Doria Associados - especializada na organização de eventos empresarias - tem, entre outros objetivos, difundir e conscientizar o maior número de empresas possíveis, buscando apoio do poder público em relação a ações sociais e ambientais. "Nas reuniões, eram comuns as sugestões para a criação de um grupo de empresas que atendesse outros eventos corporativos", conta Doria.

Segundo ele, um dos principais objetivos da entidade foi reunir, dentro de um mesmo evento, empresas de vários setores e formadoras de opinião para troca de informações. "Até então, o mercado não possuía este tipo de prática e devido a esta deficiência", afirma Doria. "Começamos com 112 empresas associadas. Atualmente, temos 500 empresas inscritas. As organizações representam 43% do PIB nacional, com faturamento mínimo de R$ 200 milhões."

Hoje, o Lide tem como principais focos a divulgação e o fortalecimento de princípios éticos de governança corporativa em todo país, além da promoção e do apoio às relações empresariais e aos programas comunitários promovidos pelas companhias associadas à organização. A entidade também promove um variado calendário de eventos, que inclui desde workshops a almoços e cafés da manhã. Os eventos abordam temas como sustentabilidade, governança corporativa, educação pública, desenvolvimento econômico e respeito à livre iniciativa.

Em todos, há a participação do poder público, como um agente indispensável para a construção de um diálogo positivo junto à iniciativa privada. Ao longo dos anos, as ações deram tão certo que acabaram inspirando outras iniciativas, como o Grupo de Mulheres Líderes Empresariais (Lidem) ou ainda o Lide Rio, a primeira versão regional do grupo.

Em cinco anos de atuação, o Lide angariou a simpatia e a presença de organizações como Blue Tree Hotels, Vivo, Philips, Nestlé, Bradesco, Magazine Luiza, HSBC, Alcatel, American Express, Banco Real, Itaú, Bosch, Phillips, Gerdau, HP, Avon, Grupo Martins, Amil, Vale e Bunge. Hoje, a entidade conta com um comitê de gestão, composto por sete empresários.

Além da possibilidade de aprender e trocar experiências, os encontros também servem para o networking. E junto a isso, também são o pontapé inicial para novas oportunidades de negócios.

A presidente do Blue Tree Hotels e do Lidem, Chieko Aoki, comemora o aprendizado e as oportunidades oferecidas pela convivência de cinco anos na entidade. "Networking, troca de experiências e de conhecimento, aprendizado e novas amizades", salienta a empresária. "A mim e a tantos outros executivos, que com certeza encontraram nesse fórum um espaço para o crescimento profissional e pessoal. Que possamos juntos celebrar um país melhor, mais humano, mais justo e sustentável", declara Chieko.

Os dirigentes da holandesa Philips, empresa que está há mais de 85 anos no Brasil, acreditam que iniciativas como o Lide – e outros grupos similares - são de enorme importância para o desenvolvimento de uma atitude positiva por parte do empresariado. "Temas como reforma política e tributária são discutidos para indicar uma nova estrutura de governo. Necessitamos de reformas tributárias e leis mais adequadas à nova realidade", afirma o presidente do conselho da empresa no País, Marcos Magalhães. "Algumas ‘amarras’ ainda emperram o crescimento e necessitam ser soltas. A educação é o principal tema discutido. O Brasil está em um novo momento econômico e para o futuro será necessário uma população mais preparada". Em outubro, em Portugal, será realizado mais um evento promovido pelo Lide. O Meeting International, no Hotel Pestana Palace, incluirá a discussão de temas como "Telecomunicações: fator de desenvolvimento e integração social" e "Bionergia e a redução da poluição ambiental".


Fonte: Por Márcia Maria da Silva, in Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 9

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