Pular para o conteúdo principal

Carta a um diretor de marketing

Se você fosse nomeado diretor de marketing, iria preferir sua sala ao lado da sala do CEO? Do diretor financeiro? Do diretor de tecnologia? Do diretor de informações, ou do vice-presidente de vendas? Segundo Philip Kotler você só terá sucesso no cargo se estiver próximo de todos esses. Em recente apresentação em São Paulo, pelo HSM, Kotler deu dicas do que se espera de um diretor de marketing:

1 - Acompanhar as mudanças no mundo dos consumidores, representar a voz do cliente e defender vigorosamente que a empresa se volte para o cliente a fim de obter lealdade deles e retê-los.
2 - Obter insights dos clientes que ajudem a desenvolver novos produtos e serviços para a empresa atingir seus objetivos de crescimento.
3 - Ser o guardião da marca e das práticas de branding da empresa
4 - Atualizar a tecnologia e habilidades de marketing da empresa
5 - Medir e prestar contas do desempenho financeiro de marketing e conter os custos de mídia e de outros serviços
6 - Enriquecer o portfólio e as sinergias da empresa com seus insights (ou mesmo diminuir o portfólio, eliminando produtos com má performance).

O que um novo diretor de marketing deve fazer para ter sucesso, segundo Kotler:
1 - Definir suas funções, responsabilidades, metas e visão com o CEO. Definir expectativas, recursos e prazos.
2 - Instruir os colegas e conhecer as funções de cada um
3 - Cooperar de maneira proativa com as demais funções
4 - Montar uma equipe forte de marketing que seja respeitada
5 - Exigir ativamente que todos prestem contas do que fazem
6 - Falar sobre seus planos e ouvir os planos dos outros

Confesso, eu esperava dicas mirabolantes. Estas são básicas e até simples de compilar - o desafio é botar em prática.


Fonte: Por Ticiana Werneck, in www.consumidormoderno.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

H2OH! - um produto desacreditado que virou sucesso

O executivo carioca Carlos Ricardo, diretor de marketing da divisão Elma Chips da Pepsico, a gigante americana do setor de alimentos e bebidas, é hoje visto como uma estrela em ascensão no mundo do marketing. Ele é o principal responsável pela criação e pelo lançamento de um produto que movimentou, de forma surpreendente, o mercado de bebidas em 11 países. A princípio, pouca gente fora da Pepsi e da Ambev, empresas responsáveis por sua produção, colocava fé na H2OH!, bebida que fica a meio caminho entre a água com sabor e o refrigerante diet. Mas em apenas um ano a H2OH! conquistou 25% do mercado brasileiro de bebidas sem açúcar, deixando para trás marcas tradicionais, como Coca-Cola Light e Guaraná Antarctica Diet. Além dos números de vendas, a H2OH! praticamente deu origem a uma nova categoria de produto, na qual tem concorrentes como a Aquarius Fresh, da Coca-Cola, e que já é maior do que segmentos consagrados, como os de leites com sabores, bebidas à base de soja, chás gelados e su...

Omni aposta no marketing de rede

Nas tardes de domingo, em diferentes cidades do Brasil, milhares de pessoas vestem suas melhores roupas e se arrumam para ir às reuniões promovidas pela Omni International, empresa paulista que vende lojas virtuais. Recentemente, um desses encontros ocorreu num auditório no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O local é imenso, com espaço para acomodar até 1 000 pessoas. Vitrais com cenas da vida de Jesus Cristo indicam que o prédio abriga um templo religioso. Mas, durante a reunião, o palco dos pregadores cede espaço a homens e mulheres que fazem parte da comunidade Omni -- gente que comprou e também vendeu os sites da empresa. Sorridentes e bem vestidos, eles contam suas histórias de sucesso e profetizam uma trajetória de enriquecimento para quem se empenhar. Um dos apresentadores anuncia que já comprou um automóvel Audi. O outro, um Porsche. "Vocês podem ser vencedores", diz um dos palestrantes. "Só precisam de uma oportunidade." As reuniões têm como ...

Doze passos para deixar de ser o “bode expiatório” na sua empresa

Você já viu alguma vez um colega de trabalho ser culpado, exposto ou demitido por erros que não foi ele que cometeu, e sim seu chefe ou outro colega? Quais foram os efeitos neste indivíduo e nos seus colegas? Como isso foi absorvido por eles? No meu trabalho como coach, tenho encontrado mais e mais casos de “bodes expiatórios corporativos”, que a Scapegoat Society, uma ONG britânica cujo objetivo é aumentar a consciência sobre esta questão no ambiente de trabalho, define como uma rotina social hostil ou calúnia psicológica, através da qual as pessoas passam a culpa ou responsabilidade adiante, para um alvo ou grupo. Os efeitos são extremamente danosos, com conseqüências de longo-prazo para a vítima. Recentemente, dei orientação executiva a um gerente sênior que nunca mais se recuperou por ter sido um dia bode expiatório. John, 39 anos, trabalhou para uma empresa quando tinha algo em torno de 20 anos de idade e tudo ia bem até que ele foi usado como bode expiatório por um novo chefe. De...