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Quando uma empresa aprende a aprender

O artigo de D.Garvin, A.Edmondson e F.Gino na HBR ajuda a ilustrar o quanto as empresas modernas ainda têm que percorrer na direção do futuro no que toca à comunicação e ao relacionamento com seus funcionários.

Ele começa dizendo que se um líder acha que basta dar treinamento adequado, fazer uma comunicação interna correta, dar os incentivos certos e ter bem claro para todos sua visão e missão, ele está profundamente ultrapassado e errado. Os articulistas, todos eles professores especializados em comportamento, liderança e negócios, dizem que essa maneira de integrar e ensinar os funcionários tornou-se, além de ultrapassada, perigosa “diante da competição cada vez mais intensa, dos avanços tecnológicos e da mudança no perfil dos consumidores”.

Segundo eles, “toda a empresa tem que se transformar numa organização que aprende”. Ou seja, uma organização feita de gente capaz de gerar, obter e transferir conhecimento. Para isso, é preciso uma organização que tenha espaço para a tolerância, para as discussões abertas e para o pensamento holístico e sistêmico. Eles dizem que uma empresa feita desse tipo de gente, estará preparada para se adaptar rapidamente diante de qualquer imprevisto, deixando seus concorrentes para em segundo lugar.

Os professores articulistas nos dão algumas dicas importantes. Eles mostram os que chamaram de “pilares da organização que aprende”. São três:
1) um ambiente de apoio ao aprendizado;
2) processos e práticas concretas de aprendizado;
3) liderança cuja conduta reforça o aprendizado.

Isso tudo exige estabelecimento de padrões claros, parâmetros, metas e formas de medir os resultados. Ou seja, tornar sua organização um sistema que aprende com o próprio processo de aprendizagem, dá trabalho e exige muita autoconfiança.

E aí, você está pronto para isso?


Fonte: Por Yara Peres - sócia e vice-presidente do Grupo CDN, in www.blogdayara.com.br
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