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Sete anos de ouro para o marketing esportivo

Há seis meses em operação , a divisão de marketing esportivo da agência Figer, tradicional no segmento de representação de jogadores, aposta na experiência de seu fundador, o agente Juan Figer, para conquistar espaço na crescente indústria do futebol.

"O diferencial da Figer é o trânsito com quem decide no mundo do futebol: clubes, federações (CBF e Fifa) e jogadores, por causa da influência de Juan Figer. E por isso podemos cortar caminhos para fechar negócios", diz o diretor da agência, Alan Cimerman.

Há 37 anos no futebol, o uruguaio Juan Figer, 73, é credenciado como o agente número 1 da Fifa e já realizou mais de mil transações de jogadores, entre eles Robinho (Real Madrid) e Breno (Bayern de Munique). A agência conta ainda com escritórios em Madri e Tóquio.

Criado com investimento de R$ 700 mil e composto por 25 funcionários, o braço de marketing esportivo da Figer possui quatro contas fixas: Sony, Unimed-RJ, Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo e a rede de academias Pelé Club - o Rei do Futebol, aliás, mantém sala no escritório da Figer, em São Paulo. A meta, informa Cimerman, é contar com 10 clientes até o final do ano.

O faturamento da divisão de marketing esportivo da Figer atingiu R$ 2,8 milhões em 2007. Para 2008 a meta é crescer quase quatro vezes e alcançar cerca de R$ 13 milhões.

A expansão da agência e do setor de marketing esportivo nos próximos anos, ressalta Cimerman, será puxada pela ocorrência das duas próximas Copas do Mundo, na África do Sul (2010) e Brasil (2014).

O executivo diz que geralmente depois de uma Copa há uma queda natural no ritmo dos negócios, mas o fato do mundial seguinte ao africano ser no Brasil resultará numa seqüência inédita de sete anos de intensa movimentação.

A indústria do futebol movimenta cerca de US$ 250 bilhões anuais (empresas de marketing esportivo, direito de imagem na TV, publicidade, entre outros), de acordo com a Fifa.

Cimerman cita alguns outros eventos, além dos dois próximos mundiais, que devem movimentar o mercado da bola nos próximos anos: comemoração dos 50 anos da conquista da Copa de 58 (junho e julho); escolhas das sedes da Copa no Brasil (julho); eliminatórias para a Copa (até 2009); e Copa das Confederações no Brasil (2013).

O executivo observa que, apesar do calendário de eventos, existe ainda no País um vácuo entre o mundo corporativo e o futebol. "As empresas precisam ativar a marca,ou seja, não basta só comprar exposição na mídia. É necessário fazer uma ação que envolva todas as ferramentas de comunicação ", diz Cimerman.

Para a Unimed-RJ a Figer criou o conceito "Saúde Esporte Clube" (ações de orientação médica e atividades esportivas no Rio), que resultou em 8 mil novos cadastros para a companhia de saúde em dois meses. Sob orientação da agência, a Unimed destina a partir deste ano uma verba específica para marketing esportivo no valor de R$ 25 milhões. "Poucas empresas têm verba reservada para essa área. Mas é recomendável que as companhias adotem de forma estruturada uma estratégia de investimento em esporte".


Fonte: Por Gustavo Viana, in Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5

Comentários

samira disse…
Não estou comovida com seu comentário Alan cimerman

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