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Vanguarda tecnológica exige formação contínua da equipe

Os quadros técnicos da Indra são bombardeados com informações sobre formação, cursos de todas as durações, metodologias e conteúdos para não perder o bonde da liderança tecnológica e manter a mão-de-obra com a cabeça no futuro. No dia 9 de março, vença Zapatero ou Rajoy, o certo é que será esta empresa tecnológica, mais uma vez, a encarregada de contar os votos e anunciar o novo presidente. Foi o que ela já fez na Grã-Bretanha, nas eleições para o Parlamento Europeu de 2004, e em vários outros países (França, Portugal, Nicarágua, Argentina, Venezuela, Colômbia, Equador e Noruega).

Manter-se à frente das soluções tecnológicas exige uma mão-de-obra em contínua formação. Somente assim uma empresa garante que chegará entre as primeiras ao futuro. No ano passado, a Indra incorporou 3,2 mil profissionais, 80% dos quais com formação superior e alta especialização na área de tecnologia. Eles passaram a fazer parte dos 24 mil empregados que a Indra Global tem em todo o mundo, 15 mil somente na Espanha. A cifra resulta das recentes aquisições, em 2006 e 2007, das companhias Azertia e Soluziona. Uma realidade que se refletiu em seu plano de formação.

Os programas em conhecimentos técnicos absorvem 70% do orçamento da companhia e são desenvolvidos mediante formadores internos, cursos on-line e provedores externos. A oferta inclui módulos concretos de aspectos de ponta do conhecimento tecnológico, seminários de vários dias e programas "master" de 200 e 300 horas. "Cada semana, realizamos entre 20 e 25 cursos de curta duração, muito concretos, que em alguns casos são obrigatórios. Por exemplo, se um técnico deve trabalhar com tecnologia SAP, será obrigado a fazer o curso", diz o diretor de formação e compensação, Gerardo Lara.

A partir deste departamento, foi aplicada a iniciativa Forma-t, composta por módulos para cada perfil e ministrada de várias formas. Esta estrutura divide-se em cinco fases, que vão desde os recém-contratados até cursos para os técnicos com maior experiência.

Mas para além das necessidades de formação que a companhia detecta em seus funcionários, existe uma grande vitrine com todas as possibilidades de aprender oferecidas ao trabalhador. É o portal Univerhsus, onde, além das informações sobre a oferta de programas, é apresentado o material dos cursos, para que qualquer um dos seus trabalhadores possa consultá-lo, independentemente de estar ou não inscrito no curso.

Esta plataforma foi pensada para tornar-se um instrumento fundamental para o departamento de formação. Entrou em funcionamento no mês de julho, e, há poucos dias, registrou o download número 100 mil. "Colocamos à disposição do profissional todas as facilidades para que ele se desenvolva no campo que quiser. É uma Web ativa, uma Web 2.0. No Univerhsus temos, por exemplo, o caso da Zara, o estúdio que fez da estratégia desta companhia uma escola de negócios", destaca Gerardo Lara. "Nós estimulamos nossos funcionários, mas no fim são eles que decidem". O objetivo visado é uma formação em múltiplos canais, que combina metodologias mistas, on-line, com presença obrigatória, e por telefone. Na atualidade, a formação on-line representa 26% da que é oferecida, mas o objetivo é que ganhe participação ativa e não apenas presença.

Outro caminho muito diferente é o percorrido na gestão e nos altos escalões da administração. "Em nosso grupo, a aposta é pela formação com presença, pois trata-se de uma metodologia que favorece a coesão da companhia, tão fundamental no momento que vivemos", assinala Elena Navarro, diretora de desenvolvimento de executivos.
São 1,9 mil os que compõem a administração da Indra, 300 dos quais são diretores. Para este grupo foi desenvolvido um plano de crescimento, que parte de uma avaliação da atuação, por meio da qual anualmente são identificados 120 profissionais com elevado potencial. Neste segmento, é enfatizada a importância da gestão de pessoas para a companhia, conforme assinala Navarro. "É uma responsabilidade dos chefes que as pessoas estejam motivadas".

Os formatos de programas para estes quadros incluem seminários de curta duração e por solicitação, com especialistas em matérias concretas, e "masters" de longa duração, para os casos em que são detectados determinados potenciais. Três programas para executivos representam a proposta da empresa para este grupo: Logos (para diretores), Prima (para gerentes) e PGA (dirigido a gestores e especialistas). É uma estrutura que apresenta modalidades metodológicas diferentes.

Mas Navarro destaca nesta imersão na formação o processo de "coaching" (uma espécie de aconselhamento ou assessoria para executivos de alto escalão), que foi adotado para atender às necessidades da alta administração, uma novidade para potencializar a boa gestão em administração.


Fonte: Por Expansión, in Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7

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